Música

Beleza e gingado da Bahia no Brazilian Fest

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Ela tem a cor, o gingado e a beleza da Bahia. Mais uma estrela baiana vem à Flórida para cantar e celebrar os 30 anos da axé music com sucessos que embalaram a juventude e carnavais de muitos brasileiros que estão por aqui. A cantora Carla Visi é uma das atrações do Pompano Beach Fest, que acontece no dia 17 de outubro, um domingo, em Pompano Beach. A ex-vocalista da banda Cheiro de Amor deu uma entrevista exclusiva para a Acontece Magazine. Confira.

Carla, muitas estrelas da música baiana começaram a carreira cantando em barzinhos. E com você? Como foi o início de sua carreira na música?
Meu início na verdade começou por um fator genético! Eu sou a quarta geração de cantoras da minha família! A minha bisavó foi cantora de igreja, a minha avó foi cantora de rádio, a minha mãe foi cantora de samba e de blocos de Carnaval em Salvador, e foi até caloura do Chacrinha! E eu terminei cantando por uma influência muito grande delas. Eu não pensava em ser cantora profissionalmente, então eu estudei jornalismo. Mas desde muito jovem eu comecei a cantar em bares e foram aparecendo mais trabalhos, mais convites. Fiz backing vocal para Cid Guerreiro, um compositor conhecido porque fez grandes sucessos para a Xuxa, fiz backing vocal do primeiro trio elétrico para Armandinho, Dodô e Osmar (os criadores do trio elétrico e guitarra baiana). Eu comecei aos 17 anos, em 1987, e o axé começou em 1985. Eu tive a oportunidade de participar da ebolição musical. A música na Bahia sempre foi algo muito sério. Inclusive o meu trabalho de conclusão do curso de comunicação foi sobre a origem do axé, algo que eu vivenciei. Em 1990, eu substituí a Daniela Mercure na Banda Cia Clic, que misturava pop, MPB e axé. Essa foi a minha primeira banda.

Como foi a experiência com a banda Cheiro de Amor? Por quanto tempo você esteve na banda? E por a deixou?
Em 1995, eu recebi o convite para ser a líder da banda porque a cantora do Cheiro de Amor Marcia Freire decidiu fazer carreira solo. O axé naquele momento pegou o seu auge e toda a mídia queria muito aquela música nos programas de TV e festas. No final de ano sempre tinha a participação forte dos artistas da Bahia. Foi um momento muito propício. A banda tinha uma musicalidade e estrutura empresarial forte, com blocos de Carnaval e micaretas no Brasil inteiro. Eu fiquei 4 anos e meio. Eu fui a cantora que ficou menos tempo e a que mais vendeu discos, o que me ajudou a ser reconhecida internacionalmente, tudo conspirando a favor. Todo o trabalho feito com profissionalismo, muita dedicação e um pouco de sorte dá resultados. Eu acredito nisso. Em 2000, eu iniciei a carreira solo, a convite da gravadora Universal Music. O Cheiro foi muito importante na minha trajetória musical. E acredito que sempre existiu muita admiração entre nós.

Quais as maiores emoções que você já viveu em cima do trio elétrico?
Muitas emoções inesquecíveis. O que eu acho mais importante do trio elétrico é a possibilidade de aproximar o artista do povão. O Carnaval de rua é muito interessante porque tem um palco móvel e públicos diferentes com seus abadás. É sem dúvida emocionante. Viajei o Brasil inteiro, de Norte ao Sul, de Leste ao Oeste, levando essa indústria, alegria contagiante do Carnaval.

E como está a sua carreira hoje? Você tem uma banda? Planeja fazer shows em outros países?
Tenho feito vários shows em diversos países, inclusive nos EUA. Tive a felicidade de participar de alguns Brazilian Day, como em NY, em Las Vegas e em San Diego. A carreira internacional foi acontecendo naturalmente. Em 2004 fui ao Japão e gravei um disco e também lancei disco na Europa. O que me alegra em fazer música é poder compartilhar a cultura brasileira com as pessoas e até mesmo com os próprios brasileiros que, por estar longe ou às vezes por serem de regiões distintas, não conhecem bem a cultura nordestina, não conhecem a música afro-baiana. Então, é interessante para mim sempre estar compartilhando essa minha bagagem musical e cultural com o público brasileiro e estrangeiro. Nós temos uma responsabilidade enquanto artista de levar carinho e amor.

Quando você chega à Flórida? Você já veio a Miami antes? Vai aproveitar para fazer turismo e passear?
Acho que a partir do dia 15 a gente já deve estar por ai. Já estive em Miami! Em Orlando eu fiz o CarnaOrlando, na Disney, com a Cheiro de Amor. Se tiver um tempinho, com certeza quero passear.

Planos de uma carreira internacional? Quais os planos para sua carreira em 2016?
No momento eu tenho focado bastante em um projeto aqui no Brasil. Eu tenho uma relação muito forte com a questão ambiental, e gostaria de desenvolver um projeto nacional onde pudesse instalar placas de energia solar fotovoltaica com impacto ambiental 0%. Eu acabei de lançar um projeto chamado Pura Claridade, energia pura em homenagem a Clara Nunes, que é você fazer o show e além do show fazer a doação das placas solares para os centros de cultura terem alto suficiência energética ou para instituições e escolas. Primeiro será no Estado da Bahia e depois em outros Estados do Brasil. O Brasil tem uma grande incidência de luz solar, então poderia ser alto suficiente em produção de energia simplesmente usando energia solar. Este é o meu objetivo: espalhar essa energia boa, não só pela Bahia, mas pelo Brasil todo, com boa música, que é a música de Clara Nunes, que foi uma das maiores intérpretes da música brasileira (a primeira cantora a vender mais discos do que os homens)

O que os brasileiros podem esperar do show da Carla Visi? Como está o repertório do show?
O primeiro elemento mais importante e fundamental que me move é o amor que eu tenho por esse povo. Então, podem esperar de mim esse amor gigante, essa energia boa que eu quero compartilhar com todos vocês. A gente vai passear tanto pelo samba quanto pelo axé. Eu vou cantar os grandes sucessos que eu gravei na Banda Cheiro de Amor, grandes sucessos da música da Bahia, samba reggae…

Você já teve a oportunidade de conhecer o trabalho de outros artistas que se apresentarão no Brazilian Fest, como Nanny Assis, que toca jazz, Rafael Pondé, que toca reggae, a banda Mofoso, de forró, e a Bateria da Unidos de Miami?
Eu conheço o Rafael Pondé muito bem. Ele é daqui de Salvador, é um menino que tem um trabalho de pesquisa forte, traz as nossas raízes africanas e outras referências musicais. Eu inclusive já participei de shows dele. Eu gosto muito do trabalho que ele realiza. Eu vi um pouco na internet sobre os outros que estarão se apresentando. Eu tenho certeza que será uma festa bem bonita.

O que você espera do show em Pompano Beach? Qual a sua expectativa?
Espero que os brasileiros de outros cantos dos EUA venham prestigiar a nossa festa e sentir essa energia boa dessa grande nação que é o Brasil. Estou muito feliz e não vejo a hora de fazer uma festa bem bonita no Brazilian Fest.

O Brasil está enfrentando uma série crise política e social e muitos estão deixando ou pensam em deixar o país. Você viveria fora do Brasil ?
Eu vejo crise como oportunidade. É muito importante para o País se reajustar, principalmente em questões éticas, morais. O povo brasileiro vai poder repensar na hora de eleger políticos que atendam a essa responsabilidade na gestão pública. Eu não viveria fora do Brasil. Além disso, agora estou fazendo pós-graduação em gestão ambiental, tenho uma filha de 9 anos (é a melhor parte da história toda). Você pensa, age, influencia as outras pessoas e tem uma criatura pequenininha, que tem você como exemplo.

O que você gostaria de dizer para os brasileiros que estarão te assistindo no Brazilian Fest?
Brasileiros dos EUA, do mundo, que atravessaram fronteiras, que estão aí na luta, vitoriosos, eu quero convidar a todos vocês para sentir essa energia boa que vem do axé, que vem da Bahia, essa cultura riquíssima que está na nossa música brasileira no Brazilian Fest em Pompano Beach no dia 17 de outubro.

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