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Festival Acontece, realizado pela Globo, reúne profissionais do audiovisual para discutir o futuro e celebrar parcerias

O arrepio, a emoção, a gargalhada. Reações que boas histórias conseguem causar marcaram o dia de quem acompanhou a primeira edição do Festival Acontece, realizado pela Globo nesta quinta-feira, 11 de abril. Cerca de 500 profissionais do mercado audiovisual brasileiro puderam refletir sobre o presente e discutir o futuro desse setor, tão importante para a economia e para o desenvolvimento da sociedade.Durante o evento foi apresentado um estudo que mostrou um raio-x do Brasil, não apenas como conteúdo, mas como norte para pensar nos movimentos do audiovisual à luz da nossa realidade. Somos 203 milhões de pessoas vivendo em um país que é o sétimo mais populoso do mundo, com sete biomas e quatro fusos horários.

O estudo completo pode ser encontrado na Gente, plataforma de conhecimento da Globo, neste link: https://gente.globo.com/estudo-o-brasil-e-o-audiovisual/.O material abriu caminho para o painel ‘Só tem no Brasil’, conduzido pela apresentadora Maria Beltrão e com presença da atriz Dira Paes e dos autores Mario Teixeira, Thais Pontes e Renata Andrade. Os participantes falaram sobre a importância de mostrar as histórias nacionais, da representatividade que já está acontecendo nas telas e do autorretrato tão abrangente e potente do Brasil.

“O audiovisual me levou para o país inteiro com personagens. Eu vejo que o meu perfil como atriz pertence ao Brasil, mas essa brasilidade tem que ser realmente colhida na fonte, e a fonte é o regionalismo, é aquilo que só tem naquele lugar”, comentou Dira. O autor Mario Teixeira reforçou a potência de produção do nosso país: “Temos um mar de histórias. O Brasil é um país continental. O que só tem no Brasil além da jabuticaba? Eu acho que no Brasil tem a nossa telenovela, como ela é feita e produzida com tanto esmero e tanta qualidade”. Thaís Pontes e Renata Andrade, autoras da série ‘Encantado’s’ falaram sobre a possibilidade de contar histórias de quem antes não se sentia representado.

“É muito potente você imaginar que tem esse tipo de responsabilidade e saber que o que as pessoas estão vendo pode ser um incentivo para que elas busquem seus sonhos”, disse Thaís. Renata complementou: “Quando me vejo nesse lugar de contadora de história, entendo ainda mais a importância de a gente ter sido uma espectadora e pessoa periférica que sempre desejou muito se ver na TV e nunca se viu. Então, quando a gente assume esse lugar, a gente fala com muita propriedade. Acho muito importante a representação positiva no audiovisual, de uma maneira que inspire”.No debate sobre inteligência artificial, George Moura, autor de séries de sucesso da Globo, contou que o uso da tecnologia serviu para auxiliar na construção de um sertão fiel nos Estúdios Globo para sua produção mais recente, ‘Guerreiros do Sol’ e acrescentou: “Eu acho que a inteligência artificial é um instrumento que pode e deve ser usado para ampliar a realidade na contação de histórias. Assim como uma câmera de alta tecnologia pode ser usada, assim como um pincel para um pintor, assim como um cinzel para um escultor. Eu acho que ela é um instrumento”.

Fábio Mendonça, diretor de ‘Cangaço Novo’, da Amazon Prime Video pela O2, entende o uso de IA como algo eficiente no planejamento e na hora de conceituar processos, inclusive no auxílio para criar imagens que ilustrem sentimentos: “Quando quero passar o frio na barriga que senti quando vi determinada paisagem e pensei em uma história, por exemplo, eu busco ajuda da inteligência artificial para criar imagens e mostrar para as pessoas aquilo que me emocionou”.’O audiovisual importa’. Com essa frase, Samantha Almeida, diretora de Diversidade e Inovação em Conteúdo da Globo, recebeu no palco para o painel Impacto Social e Comercial do Conteúdo os convidados Preto Zezé, ex-Presidente da CUFA, MC Cabelinho, cantor, e Angerson Vieira, diretor Executivo de Criação da África.

Os convidados trouxeram um panorama sobre a importância da evolução da pluralidade nos espaços que antes não eram explorados por todos: “Que a nossa diversidade seja festejada em todos os lugares e não só em uma ocasião. Precisamos naturalizar isso em nosso convívio”, comentou Preto Zezé. Angerson ainda lembrou sobre as marcas que estão se destacando e fazendo diferença: “Somos profissionais do audiovisual e, por isso, temos uma responsabilidade muito grande na vida de muitas pessoas e de possíveis futuros”.A mesa formada pelo autores Raphael Montes, Juan Julian e Lucas Paraizo, pela cineasta Susanna Lira e por Monica Almeida, diretora de gênero auditório da Globo, foi mediada pela jornalista Julia Duailibi para falar sobre o futuro das séries e documentários. Eles discutiram a razão do sucesso desses formatos e qual o futuro para produções cada vez mais atrativas. Raphael Montes acredita que as séries se tornarão cada vez mais híbridas com as novelas, com elementos melodramáticos: “Ainda que série tenha um ritmo de viradas, você tem essa coisa muito brasileira do melodrama, que pega pela emoção do espectador”.

utro destaque abordado foi a importância da inovação para garantir a longevidade dos formatos. A cineasta Susanna Lira disse acreditar que a diversificação é o caminho para manter vivo o audiovisual. Juan Julian, autor e roteirista, reforçou importância de novos olhares para temas que já são familiarizados dos brasileiros. Lucas Paraizo, autor de sucessos como ‘Sob Pressão’ e ‘Os Outros’, defendeu que as séries devem priorizar a união entre propósito e conceito e somá-los ao entretenimento e, com isso, ganhar profundidade e relevância. “Quando a gente começou a fazer ‘Sob Pressão’, em 2017, por exemplo, a gente tinha um conceito muito claro, que era a saúde está doente. E esse conceito atravessa todas as temporadas”, contou.”Há mais de 70 anos o Brasil é o país do futebol e da novela, gosto sempre de complementar”, iniciou o autor Elisio Lopes Jr. no painel ‘O que é fazer novela?’, que comandou ao lado de Rosane Svartman. Mais de 173 milhões de pessoas acompanham todos os anos as tramas da TV Globo. Uma novela das nove sozinha, em uma semana, fala com 70 milhões de pessoas. E esse é o gênero de mais consumo no Globoplay.

“Acho que a novela está só começando”, disse o autor João Emanuel Carneiro, complementado por Walcyr Carrasco, outro participante da mesa, que citou o fato de outros países estarem começando produções do gênero como mostra da força do fornato. Os autores destacaram ainda a importância  da conexão das tramas com os temas da sociedade e   elegeram os elementos que compõem as boas novelas:  um bom escândalo, melodrama, vingança e romance. Sobre a relevância das transmissões em tempo real para o público, William Bonner, editor-chefe do Jornal Nacional definiu: “O ao vivo é o combate à solidão”. O painel, mediado pela jornalista Mariana Gross, reuniu líderes da Globo e do mercado que falaram da importância deste recurso audiovisual. Bonner contou os desafios de liderar o principal telejornal do país e disse que, apesar de o jornal ser roteirizado, é preciso jogo de cintura para lidar com informações de última hora e situações não programadas. Ele ainda valorizou as 118 emissoras afiliadas da Globo que ajudam a contar as histórias que vão ao no jornalismo da emissora.

A importância da tecnologia no ao vivo também foi destaque no painel. Joana Thimoteo, diretora de eventos esportivos da Globo, e Raoni Carneiro, diretor de gênero da Globo, trouxeram os desafios para o público perceber a aplicação dos recursos tanto nas transmissões esportivas quanto nos megafestivais de música. Daniel Ferro, fundador da Produtora Ferroma, outro integrante da mesa, contou sobre a experiência de manter uma produtora de vídeo que se especializou no ao vivo, um mercado que cada vez ganha mais espaço com os novos formatos de transmissão em vídeo e áudio.O painel que encerrou o Festival Acontece celebrou as parcerias que o mercado pode fazer para ganhar ainda mais relevância junto ao público. Todos os convidados citaram empresas e pessoas que foram importantes na realização de trabalhos ou no desenvolvimento de uma ideia. Marcos Mion conduziu a conversa e celebrou encontrar pessoas que fizeram parte de sua trajetória profissional. Tatiana Costa, Diretora de Produção e Conteúdo Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo, revelou que 70% dos conteúdos dos canais pagos são produzidos com parceiros do mercado, algo que se estende para o streaming. Chefiando um novo departamento, Patricia Pedrosa, Diretora de Gênero Humor da Globo, reforçou como funciona a realização de programas com esse perfil. “Humor é algo muito regional, por isso a parceria se dá em outros gêneros, como auditório, realities, filmes, sempre entendendo as demandas dos canais e do público”, explica. Já o fundador do Afroreggae, José Jr, se emocionou ao relembrar as dificuldades ao ingressar no audiovisual. Daniela Busoli, Fundadora da Produtora Formata, e Dida Silva, VP e Diretora Geral Floresta, falaram como a Globo colaborou para que tirassem do papel ideias que se tornaram sucesso.

Dida relembrou que, no início, a parceria, se dava para formatos comprados e que hoje, após 12 anos de colaboração, já foram mais de 34 projetos e 76 temporadas de programas de diferentes gêneros produzidos junto com a Globo: “É gratificante ter um festival como esse que reúne colegas do setor, especialmente para falar de parceria, que é a minha realidade junto da Globo. Fomentar o mercado é nosso trabalho de todos os dias. O festival representa que temos prosperidade no audiovisual futuro”.

Um agradecimento a quem faz o audiovisual

“O que vai acontecer já está acontecendo” é o mote da nova campanha da Globo, lançada nesta quinta-feira, 11 de abril, no intervalo do ‘Jornal Nacional’. O filme destaca a importância e celebra o futuro do audiovisual brasileiro. O valor da criatividade, da imaginação e do talento dos profissionais envolvidos na produção e criação audiovisual, além do conhecimento do público, especialmente, sobre o Brasil e os brasileiros, são elementos importantes da peça. As cenas representam a pluralidade de nossa gente e a diversidade cultural de quem forma o país, protagonistas das histórias que são contadas, que inspiram o presente e moldam o futuro a partir do que se vê nas telas.A peça foi apresentada em primeira mão durante o ‘Festival Acontece’ e exemplifica a potência do construir juntos

A cocriação entre Globo e Soko permitiu transformar o conceito “o que vai acontecer já está acontecendo” na narrativa da campanha, que ganhou vida na parceria com as produtoras MOON e LOUD e cores e sotaques regionais com a contratação de fornecedores locais para as gravações em Salvador.O lançamento da campanha e a realização do Festival Acontece reforçam o compromisso da Globo com o setor audiovisual brasileiro. Maior produtora de conteúdo nacional e maior fomentadora do mercado independente, a empresa investe, anualmente, R$ 5 bilhões em conteúdo, direitos e tecnologia.

Com mais de 33 mil horas de conteúdo inédito produzida por ano, a empresa mantém um diálogo aberto e colaborativo com mais de 170 produtoras independentes nacionais, de todos os tamanhos e de todas as regiões do país, porque acredita que a soma de visões e experiências potencializa o mercado. Olhar para histórias criadas por e para brasileiros, que retratam os diferentes brasis que compõem o país e alinhadas com o compromisso histórico, e inegociável, da empresa com o desenvolvimento da nossa sociedade.

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