Vinhos e queijos portugueses são combinação perfeita - Foto: José Manuel Rodrigues
Gastronomia

Portugal e seus vinhos com qualidade e sabores únicos

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Famosa em todo o mundo por sua culinária e sua história, Portugal também é um destino muito procurado pelos amantes e apreciadores de um bom vinho. O país lusitano se produz alguns dos exemplares mais requintados e valorizados do mundo. Considerado um produtor tradicional do Velho Mundo, 8% do continente é dedicado à cultura da vinha.

Os vinhos portugueses são o resultado de uma sucessão de tradições introduzidas no país pelas diversas civilizações que fizeram sua história, como os fenícios, gregos e, principalmente, os romanos. A qualidade dos vinhos portugueses está diretamente associada à enorme quantidade de castas nativas (cerca de 285), que permite produzir exemplares com personalidades muito distintas. A qualidade e caráter único dos seus vinhos fazem de Portugal uma referência entre os principais países produtores, com um lugar destacado e em crescimento, entre os 10 principais no mundo.

As castas portuguesas – algumas das castas tintas portuguesas mais importantes são a Touriga Nacional, Baga, Castelão, Touriga Franca e Trincadeira (ou Tinta Amarela). Entre as castas brancas destacam-se a Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical e Fernão Pires. Apesar de terem características próprias, o que faz com que a cultura da vinha portuguesa seja tão apreciada é o seu poder de diversidade – uma mesma casta de uva pode produzir vinhos diferentes, de acordo com as condições em que é cultivada.

Principais regiões vinícolas portuguesas

Apesar de ser um país com dimensões geográficas pequenas, para explicarmos esta diversidade, é necessário contar um pouco da história de cada região produtora, pois os diversos sabores e aromas dos vinhos de Portugal podem ser bem distintos de acordo com cada uma delas.

Portugal é paraíso para apreciadores de vinhos
Foto: PTSabores

Minho: é a maior região vinícola portuguesa, situada no noroeste do país, onde produzem-se vinhos de casta branca, com acidez e frescura únicas em todo o mundo, como o vinho verde e o vinho regional Minho. Nesta região, a vinha é cultivada em socalcos, uma das mais antigas formas de condução da uva, em que as videiras são plantadas junto a uma árvore e crescem apoiadas nos seus ramos.

Douro: a mais antiga Região Demarcada do mundo, conhecida pela notável qualidade dos seus vinhos e pelo famoso Vinho do Porto, um exemplar mais licoroso e adocicado, muito apreciado como aperitivo ou digestivo. O Douro localiza-se no nordeste de Portugal, e a maioria das plantações é talhada nas encostas dos vales ao longo do rio que leva o mesmo nome e seus afluentes. Um grande diferencial desta região é o seu solo, benéfico para a longevidade das vinhas e ideais para colheita de exemplares concentrados de açúcar e cor. As vinhas do Douro criam uma paisagem magnífica reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 2001.

O Douro é a mais antiga região demarcada de vinho do mundo
Foto: Andre Carvalho
Região Vinícola do Douro é cenário reconhecido pela UNESCO – Foto: J.P.SottoMayor

Dão: situa-se na Beira Alta, no Centro-Norte de Portugal, protegida dos ventos por serras. As vinhas situam-se entre os 400 e os 700 metros de altitude, em planaltos de solos de pouca profundidade, onde abundam os pinhais, produzindo vinhos encorpados com elevada capacidade de envelhecimento em garrafa. Inicialmente a vinha foi desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Em 1908, tornou-se na segunda região demarcada portuguesa. Com a entrada de Portugal na comunidade europeia, em 1986, as vinhas passaram por um processo de reestruturação, com novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas.

Valpaços: é também conhecida como Região Transmontana. Uma das características principais dos vinhos desta região se deu devido ao fato de os viticultores desta terem apostado na reconversão das suas vinhas. As vinificações são feitas todas em cubas de aço inox e com controle de temperatura. Os vinhos da região de Valpaços são produzidos com castas regionais selecionadas de qualidade superior. A conjugação da qualidade dessas castas com o clima mais quente resulta num vinho, por muitas vezes, premiado internacionalmente. O clima quente na altura da maturação da uva determina a concentração de açucares na mesma e determina um teor alcoólico mais elevado nos vinhos produzidos a partir dessa uva. Em Valpaços, os vinhos tintos são muito encorpados, com muita cor, macios e fáceis de beber. Já os brancos possuem uma acidez equilibrada, são frescos, leves e com aroma floral.

Mercado do enoturismo em Portugal é crescente – Foto: PTSabores

Alentejo: é uma das maiores regiões vinícolas de Portugal, com cerca de 22.000 hectares, correspondendo a dez por cento do total de vinha do país lusitano. Região quente e seca do sul, as muitas horas de sol e as temperaturas muito elevadas no verão permitem a maturação perfeita das uvas. A vinificação tradicional da região é herdeira dos processos romanos, como a fermentação feita em grandes talhas de barro. Os tintos normalmente são encorpados, ricos em taninos e aromas a frutos silvestres. As castas brancas, suaves, com aromas de frutos tropicais. Atualmente é a região com maior crescimento de Portugal, e chegam a atingir uma quota de mercado de mais de 40%.

Madeira: a Ilha da Madeira, situada no oceano Atlântico, a oeste da costa africana, ficou famosa pelo Vinho da Madeira, vinho generoso muito aromático mencionado por Shakespeare e que chegou a ser usado como perfume nas cortes europeias. Como o arquipélago é de origem vulcânica e clima subtropical, embora não pareça o clima ideal para a vinicultura, a adaptação de castas mediterrânicas e a posição estratégica no Atlântico contribuíram para criar aqui um dos mais famosos vinhos do mundo. Transportados em navios, os barris ficavam sujeitos a grandes variações de temperatura, por isso, seu armazenamento foi fortificado para resistir à viagem, e como consequência, tem-se um vinho mais aromático e com uma longevidade pouco comum, que permanece inalterado longos anos após o engarrafamento ou a abertura.

Além destas regiões, Portugal também abriga outras diversas localidades vinícolas, como a Bairrada, Bucelas, Colares, Carcavelos, Setúbal e Algarve. É esta diversidade que faz que com o vinho lusitano seja tão reconhecido. Castas, cores, sabores e aromas tão distintos, que agradam paladares dos mais diversos, mas sempre com algo em comum: o prazer incomparável de apreciar uma boa taça.

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