Tela de Pedro Américo que faz parte do acervo permanente do Museu do Ipiranga - Crédito: Museu do Ipiranga USP
Brasil José Roberto Luchetti

O Brasil comemora 200 anos de independência

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Por Jose Luchetti

A clássica cena retratada por Pedro Américo onde Dom Pedro I levanta a espada e grita a celebre frase, “Independência ou morte”, às margens do Rio Ipiranga, faz 200 anos agora em setembro. Várias comemorações estão programadas para o bicentenário da independência do Brasil, quando deixamos de ser colônia portuguesa e passamos a ser uma nação. O Governo Federal promete entregar o Museu do Ipiranga completamente restaurado, além de um selo comemorativo e um programa educativo de rádio sobre o tema.

O Museu do Ipiranga terá uma nova área de 6.800 m², incluindo sala de exposições temporárias, salas para atendimento do programa educativo, café, auditório, loja e uma área confortável de acolhimento, “tornando-o compatível com os grandes museus internacionais”, conforme descrição no site da instituição. O novo Museu irá ampliar de forma significativa a sua visitação, podendo receber um público acima de 500 mil visitantes/ano.

Mirante no Museu do Ipiranga, em São Paulo – Crédito: Museu do Ipiranga USP

O governo do Estado de São Paulo também prepara uma extensa programação por meio da Secretaria de Cultura. O programa ‘Brasil 200/São Paulo Celebra o Bicentenário da Independência’, contempla uma série de atividades presenciais, além de uma plataforma online que irá concentrar as ações culturais do poder público e da sociedade civil, denominada Agenda Bonifácio, em referência a José Bonifácio de Andrada e Silva, um dos personagens mais importantes da Independência.

Sala para exposições temporárias – Crédito: Museu do Ipiranga USP

Serão mais de 100 eventos e o Festival do Bicentenário, no Parque da Independência, em frente ao Museu do Ipiranga, que será realizado de 4 a 11 de setembro, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, com apresentações artísticas variadas, incluindo o espetáculo de abertura, no dia 7 de setembro, com um investimento total de R$ 1,5 milhão. As atividades culturais, ao longo dos próximos meses, incluem espetáculo de projeções na fachada do Museu do Ipiranga, exibição de 200 filmes no Cine Petra Belas Artes, concertos da Osesp na Sala São Paulo e no Carnegie Hall, em Nova York, espetáculo “Noite Villa-Lobos” também na Sala São Paulo com a Osesp e a Companhia de Dança, atividades no Museu Afro Brasil, Museu de Arte Sacra, Museu da Língua Portuguesa, entre outros.

Saguão principal restaurado do Museu do Ipiranga – Crédito: Museu do Ipiranga USP

“O bicentenário é um marco histórico relevante que pertence ao conjunto dos brasileiros e merece ser celebrado por todos, sem partidarismos, através de uma programação cultural que represente a diversidade e mobilize a população para refletir sobre os valores e sentidos da Independência”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão.

Novo auditório – Crédito: Museu do Ipiranga USP

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo informa que o maior patrocinador do projeto do Museu do Ipiranga é o Governo do Estado de São Paulo, com R$ 34 milhões em recursos próprios (R$ 15 milhões no Edifício Monumento e R$ 19 milhões no Jardim Francês), seguido do BNDES (R$ 25 milhões no Edifício Monumento).

O museu, que foi reaberto no dia 7 de setembro para escolas públicas, trabalhadores das obras e seus familiares, e no dia 8 de setembro para a população, é um  dos mais completos e modernos da América Latina.  A instituição, que estava fechada desde 2013, vem passando por profundas transformações para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.

O Novo Ipiranga reabre com o dobro do tamanho, mais uma área subterrânea e capacidade para receber até 11 exposições simultâneas. A expectativa é de que de 900 mil a 1 milhão de pessoas visitem o museu todos os anos. 

O custo total da obra foi de R$ 235 milhões. Além da maior captação de recursos da iniciativa privada já realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, foram feitos aportes pelo Governo do Estado e parte por empresas, mas sem incentivo fiscal. O governo estadual investiu R$ 34 milhões no museu, dos quais R$ 15 milhões foram no Edifício Monumento e R$ 19 milhões no Jardim Francês.

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