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Especialistas falam sobre a igualdade em cargos de liderança

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A humanização das relações de trabalho ainda segue como um diferencial das mulheres em comparação aos homens

Nos últimos anos, houve um aumento significativo nas discussões sobre a igualdade de gênero em cargos de liderança. Cada vez mais, as mulheres estão quebrando barreiras e ocupando posições de destaque em diversas áreas, desde a política até a indústria, passando por todo o universo empresarial. 

Ainda assim, existe uma enorme desigualdade entre homens e mulheres em cargos de liderança. Entretanto, alguns setores mostram uma predominância feminina, como na área de RH, em que elas são maioria e se destacam em relação aos profissionais do sexo masculino. 

Para Thaisa Batista, graduada em Administração de Empresas pela UFPR e fundadora da ablerstartup que tem o propósito de trazer facilidade na gestão dos processos seletivos, a profissionalização em áreas relacionadas às ciências humanas contribui para que as mulheres sejam maioria nesse setor. “A própria escolha por cursos na área de humanas tem desdobramentos de características que mulheres têm predominância quando comparado aos homens. Somos mais determinadas, temos um olhar mais empático sobre as relações humanas e, com isso, há uma propensão maior da graduação ser nessa área e atuar em RH”, aponta.

O fato do setor de Recursos Humanos ser conhecido por ser predominantemente feminino, traz um cenário e um ambiente propício para que mulheres se sintam mais acolhidas na hora de escolher a atuação profissional na área de humanas.

Veridiana Barcelos, líder de Pessoas e Cultura da abler, acredita que, com o tempo, homens e mulheres passaram a trocar mais experiências dentro da área de RH. “Temos observado novas gerações de homens se abrindo para esse olhar e entendendo mais sobre empatia, relação com o outro, saber ouvir, não julgar e buscar esse equilíbrio que conseguimos exercer. Em contrapartida, as mulheres também estão sendo mais racionais, trazendo mais dados e bebendo de fontes mais estratégicas para não ficar, muitas vezes, só no aspecto relacional e humano”, declara.

A humanização das relações de trabalho segue como um diferencial das mulheres em comparação aos homens. “Por exemplo, se uma empresa conta com um gestor e uma gestora profissional de RH, muitas vezes, os colaboradores irão buscar a mulher como um ponto de apoio para se abrir, explicando uma baixa de produtividade por um problema na vida pessoal ou qualquer outro motivo. Isso fala muito sobre a questão da vulnerabilidade, trazendo o histórico da nossa sociedade e sobre como fomos criados. Os homens ainda têm muita dificuldade de mostrar esse sentimento e quando as pessoas se mostram dessa forma, isso traz conforto e identificação com aqueles que apresentam uma postura mais humana”, revela.

Ainda assim, a sociedade segue com números que mostram a desigualdade em posições de liderança. De acordo com uma pesquisa da Deloitte, houve um aumento discreto (0,8%) no número de mulheres ocupando cargos de presidência em empresas e organizações. Atualmente, 1,2% das companhias no Brasil possuem CEOs do sexo feminino. Além disso, a pesquisa revela que 7,3% dos cargos relacionados à diretoria financeira são ocupados por mulheres. No último levantamento, eram apenas 4%.

De acordo com Thaisa Batista, esse cenário de segregação nas estruturas organizacionais acontece pelo viés majoritariamente masculino nas tomadas de decisão. “Isso também ocorre  na promoção entre um profissional do gênero masculino e feminino. O preconceito contra as mulheres também tem um papel fundamental, pois muitos homens acreditam que elas têm uma capacidade analítica limitada quando falamos de um crescimento que passa do nível operacional, tático e chegando ao estratégico”, lamenta.

Thaisa aponta que, em alguns casos, a dificuldade de ascensão na carreira parte das próprias mulheres. “Existem paralelos entre a vida pessoal e profissional que, com o passar dos anos, vão evoluindo. Em algum momento, eles podem entrar em conflito, como no planejamento de uma família e a dedicação aos filhos. Isso faz com que a mulher, por vezes, se sinta obrigada a escolher entre dar mais atenção à família ou evoluir profissionalmente”, revela.

Para a fundadora da abler, a data em comemoração ao Dia Internacional da Mulher deve ser vista como um momento de reflexão, no qual todos precisam  entender a importância da força feminina para construir uma sociedade com mais igualdade. “Primeiramente é um dia memorável para as mulheres da área de Recursos Humanos, pelo fato de estarem sendo mais valorizadas e mostrarem um maior protagonismo em comparação a anos anteriores. Atualmente, elas aparecem nas tomadas de decisão e estão presentes em níveis mais estratégicos, mostrando esse olhar humanizado e sendo reconhecidas como agentes de transformação nas empresas. Reconhecer as características de destaque das mulheres em relação aos homens não é nenhum demérito e, cada vez mais, vemos mulheres ocupando espaços não só em RH, como em qualquer outro cargo e em maiores posições na escala profissional”, finaliza.

Sobre Veridiana Barcelos

Psicóloga, com pós-graduação em Gestão de Pessoas, ama trabalhar com pessoas e entende que cada ser humano é único e alinhar seus interesses pessoais e profissionais dentro das organizações é um desafio constante. Ao longo de sua trajetória de 15 anos na área de Pessoas, já atuou em Consultorias de R & S, Indústria de Alimentos, grupos de Educação Superior, grandes nomes do varejo e nos últimos 3 anos descobriu o mundo das startups no qual se identificou. Seu foco sempre foi atrair e reter talentos, identificar em que áreas e atividades os profissionais podem se destacar com brilho nos olhos e desenvolver suas competências. Há 1 ano e meio na abler, atua como Líder do time de Pessoas & Cultura.

Sobre Thaisa Batista

Graduada em Administração de Empresas pela UFPR, possui MBA em Gestão Empresarial pela UTFPR e atua no planejamento, controle e gestão de equipes em projetos e processos de Recrutamento e Seleção há oito anos. Curiosa por soluções que pudessem otimizar a produtividade de selecionadores e melhorar a experiência de candidatos, fundou o abler para ajudar a desenvolver o mercado de R&S, trazendo agilidade e efetividade nos processos seletivos.

Sobre a abler 

Por quase dez anos, os fundadores atuaram no setor de recursos humanos. Essa bagagem trouxe experiências, vivências e principalmente, um olhar tecnológico sobre as dores do setor. No ano de 2016, a inconformidade com as necessidades da área de RH os impulsionou a iniciar a criação da abler, desenhando um software de recrutamento e seleção olhando para as maiores dores da área. Nestes quatro anos, a abler já conquistou mais de 300 clientes por todo o Brasil e mais de 80 mil vagas já foram fechadas através da plataforma, conquistando um tempo médio de 15 dias para o fechamento de vagas. Hoje, o software disponibiliza um banco de talentos mais completo, sendo mais de 4,5 milhões de profissionais cadastrados. Para mais informações, acesse https://abler.com.br/.

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