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Artigo: Provocando a autoliderança

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*Por Ricardo Chaves

E se eu não consigo liderar a minha própria vida, meus sentimentos, minha carreira, minha vida financeira etc., que respaldo eu tenho para liderar os outros?

Esse desafio percorre gerações, rasgando a consciência de muitos líderes acerca de si mesmos, provocando, muitas vezes, sofrimento e adoecimento. Quando falamos de liderança, existem muitos conceitos e muitos modelos que podemos seguir, e digo isso por uma razão: quanto menor for a distância entre o que você diz e o que você faz, maior será o potencial da sua equipe de crescer de maneira consistente e sustentável.

Gosto de assistir e analisar arte de uma maneira geral, principalmente filmes e músicas. É incrível como podemos gerar reflexões através da mediação da arte, e isso me motivou a compartilhar duas delas com você, líder. No filme Invictus, de 2009, protagonizado pelos atores Morgan Freeman e Matt Damon, existe um diálogo importantíssimo que representa uma conversa entre Nelson Mandela e o capitão da seleção de rúgbi da África do sul, François Pienaar. Na conversa, Mandela pergunta qual era a filosofia de liderança de François, como ele inspirava seu time de rúgbi a ser melhor a cada dia, e François respondeu: Pelo exemplo. Sempre liderei pelo exemplo.

Liderar pelo exemplo continua sendo a única maneira saudável e eficaz de inspirar a equipe a ser melhor a cada dia. São os exemplos que damos no dia a dia que mostram quais são realmente nossas prioridades, revelam nossos reais interesses e transformam diretrizes e planejamento em ações que geram resultado.

Uma das grandes armadilhas no contexto da liderança é a contradição entre o que pedimos para a  nossa equipe ser e o que demonstramos com nossas atitudes. São as suas atitudes que consolidarão a cultura organizacional e determinarão como a sua equipe irá agir.

Você só receberá da sua equipe aquilo que você entrega. É no exemplo que se estrutura o que chamamos de uma liderança humanizada. Se quiser elevar o nível do clima positivo da sua equipe, gerar mais engajamento e senso de pertencimento, como também afetar positivamente a sua saúde mental e a da sua equipe, precisará priorizar as pessoas e o cuidado delas.

Pequenas atitudes poderão fazer grandes diferenças, por exemplo, se importar com as pessoas, reconhecer os pequenos avanços de maneira individualizada, dar feedbacks de maneira assertiva e apoiá-las em seu desenvolvimento. Digo que, quando nos importamos realmente com quem está ao nosso lado, encontramos a oportunidade de mudar e potencializar a história de vida deles.

O líder deve estar atento ao redor. Oportunidades para inspirar estão por toda parte, e você, como líder, tem o poder de transformar um grupo de pessoas em uma equipe de alta performance, humanizada e engajada na autossuperação.

Carrego como filosofia para minha vida a frase de James Hunter: Não deveríamos nos orgulhar de sermos melhores que os outros, mas sim melhores do que fomos ontem.

Não é o que os outros líderes estão fazendo ou o que a sua equipe acredita que determinará o sucesso dela; é o que você está disposto a ser e a fazer diariamente que tem o poder de mudar e impulsionar a sua equipe a crescer e se desenvolver continuamente.

Outra reflexão que quero compartilhar aconteceu quando assisti ao Rocketman, filme biográfico sobre Elton John. Observei importantes intersecções do filme com a psicologia, o comportamento humano e a autoliderança. Dentre as reflexões, estão:

  1. A expectativa dos pais sobre os filhos durante a infância projeta uma sombra difícil de nos livrarmos na vida adulta.
  2. A autenticidade sempre será um dos principais tesouros a serem encontrados durante a vida.
  3. Quanto maiores forem a exposição e a visibilidade de um líder, maior será a angústia existencial.
  4. Independentemente do sucesso, é impossível estruturar uma vida saudável sem um profundo caminho de autoconhecimento.
  5. Individualismo e individualidade são coisas totalmente diferentes.
  6. Reconhecer a importância de um amigo verdadeiro faz toda diferença durante a vida.
  7. Dificilmente fugimos da expectativa de quem idealizamos agradar. Nosso contato afetivo durante a infância determina quem é o nosso objeto de desejo durante a vida adulta.

Assim cabe a cada um de nós rompermos corajosamente na direção da vida que queremos conquistar!

Sobre Ricardo Chaves

Formado em Psicologia pela Puc Campinas, Certificação Internacional – Inteligência Emocional, Comunicação e Dinâmicas Humanas. Pós Graduado em Trabalho e Saúde Mental; Intervenção e prevenção em comportamentos auto destrutivos – UNICAMP. Atua como Palestrante e Consultor Corporativo em projetos de desenvolvimento de Líderes e equipes. É sócio fundador da RICK CHA EDUCAÇÃO CORPORATIVA.

Como psicólogo desenvolve projetos de saúde mental em ambientes corporativos; Palestrante CBTD 2019, Produtor de conteúdos para plataformas digitais. Escritor; Coach formado pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) desde 2006 atuando em todos os níveis de gestão. Experiência Internacional em desenvolvimento de lideranças.

Conectado com os desafios da gestão de pessoas e processos no mundo corporativo contemporâneo através de experiências multiculturais, tem como principal objetivo transformar treinamentos em vantagem competitiva, potencializando o alcance dos resultados através do desenvolvimento de profissionais, líderes e equipes para o alto desempenho. Para mais informações, acesse https://www.linkedin.com/in/psiricardochaves/ ou envie e-mail para Ricardo@rickcha.com.br 

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