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Star Trek: 56 anos depois, o que virou realidade? 

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Por Alcindo Batista

Além de prever a existência de tradutores, assistentes virtuais, celulares e telemedicina, Star Trek se transformou em um dos maiores fenômenos pop mundiais.

Foto: NBC/Reprodução

Pode parecer impossível, mas, em 1966, já existiam tablets, videochamadas, assistentes virtuais, como a Alexa, e até mesmo celulares. É claro, não no nosso mundo, mas no universo de Star Trek.

A famosa franquia de ficção científica, que no Brasil é conhecida como Jornada nas Estrelas, teve seu primeiro episódio exibido em 8 de setembro de 1966 e, durante suas temporadas, teve diversos personagens usando as mais diferentes tecnologias que fazem parte da nossa rotina atualmente, e são utilizadas desde diversão e trabalho, como o celular e videochamadas.

E, assim como essas tecnologias, a franquia continua fazendo parte do dia a dia de milhões de fãs espalhados pelo mundo, e é descoberta todos os dias por novos Trekkers — como os fãs são conhecidos.

O que é Star Trek?

Além de prever a existência de diversas tecnologias — assim como The Simpsons previu acontecimentos mundiais —, Star Trek é uma franquia de ficção científica que se iniciou em 1966 como uma série e, com o passar dos anos, teve seu universo expandido, se transformando em filmes, desenhos animados, jogos de videogame, livros e até mesmo exposições em museus. 

Referenciada por diversas obras da cultura pop, como The Big Bang Theory e Black Mirror, a franquia tem até mesmo a própria língua, o klingon, criada pelo linguista Marc Okrand, para os filmes e falada pelos fãs até hoje.

A existência da franquia também levanta debates sobre qual a ordem correta de assistir seus filmes, séries e desenhos animados, algo que desperta a curiosidade de quem quer fazer parte desse universo.

É claro que, com o lançamento de novos materiais todos os anos, não existe uma ordem correta para assistir — algo que acontece também com outras sagas famosas, como Star Wars —, mas existem guias para tentar explicar qual a melhor maneira de começar a conhecer a saga.

Quais as tecnologias de Star Trek que fazem parte do nosso dia a dia?

Qualquer pessoa que assistir às primeiras temporadas da série ficará surpreso com a quantidade de tecnologias que, décadas depois da exibição, se tornaram realidade.

Descubra agora quais são os principais aparatos tecnológicos utilizados pelos personagens que se tornaram parte do nosso dia a dia.

Videochamadas

Devido à pandemia, ao trabalho remoto, à necessidade de conviver com outras pessoas à distância e até mesmo de cuidar da saúde por meio da telemedicina, passamos a utilizar as videochamadas com mais frequência nos últimos dois anos, mas, nos anos 60, ela já era imaginada em Star Trek: na série, os personagens já conversavam uns com os outros sem sair do conforto de seu lar — ou, no caso, de suas naves.

Em nossa realidade, essa tecnologia só passou a existir com a invenção da internet e se tornou popular e acessível graças ao avanço da tecnologia presente em smartphones.

Celulares 

Os personagens de Star Trek não tinham smartphones como conhecemos atualmente, mas eles tinham telecomunicadores que pareciam muito com os celulares do tipo flip, aqueles que eram abertos e fechados conforme a necessidade.

Os telecomunicadores da série eram aparelhos sem fio utilizados para comunicação entre os personagens, onde quer que eles estivessem. Uma das personagens principais, Uhura, a oficial-chefe de comunicações da Enterprise, inclusive costumava utilizar um aparelho intra auricular como telecomunicador (qualquer semelhança com os fones de ouvido com microfone não é mera coincidência).

Em 1973, quando o primeiro celular da Motorola foi criado, Martin Cooper, que recebe os créditos por esse aparelho, admitiu que foi influenciado pela tecnologia presente em Star Trek.

Tablets

Os computadores que cabem na palma da mão e tem tela sensível ao toque apareceram pela primeira vez em Star Trek: The Next Generation. Se essa descrição te lembrou de algo, você está certo: esses eram os tablets usados pelos personagens da série.

Porém, em Star Trek, essas máquinas se chamavam PADDs – Personal Access Data Services, que, em livre tradução, significa Serviços de Dados de Acesso Pessoal. Nesse caso, tablet é um nome muito mais simples para se usar.

Tradutores universais

Muito antes de usarmos o Google Tradutor para traduzir textos e imagens de qualquer língua para qualquer língua, os personagens de Star Trek tinham seus próprios tradutores universais para se comunicar com pessoas de diferentes planetas.

O Guia do Mochileiro das Galáxias, outra obra muito famosa da cultura pop que tem como tema principal a ficção científica, também conta com esse tipo de tecnologia. Mas, lá, o responsável pelas traduções é um peixe que é enfiado no ouvido dos indivíduos, o que parece ser um pouco desconfortável.

Assistentes virtuais

Interagir com um sistema que te fornece informações, realiza cálculos e até mesmo te lembra de fazer tarefas não é algo exclusivo do século XXI: muito antes da Alexa, da Siri e do Google Assistente serem inventados, Star Trek tinha inventado a existência de assistentes virtuais, mostrando seus personagens conversando com seus computadores e sendo ajudados por eles.

Impressões 3D

Em Star Trek, os personagens tinham o food replicator, um aparelho que funcionava como uma impressora de comida e produzia o que quer que fosse pedido em questão de segundos.

Ainda não temos uma tecnologia que nos permite produzir comida assim, mas as impressoras 3D estão perto disso: algumas permitem o uso de matéria-prima comestível como material de impressão. 

Tomografias e ressonâncias

Não foi apenas com as videochamadas que Star Trek fez sua contribuição para a tecnologia e a saúde: além dessa tecnologia que permite a existência da telemedicina, a série também tinha um aparelho que realizava o diagnóstico dos tripulantes por meio de imagens, sem precisar fazer cirurgias.

Atualmente, temos as máquinas de tomografia e ressonância, que também utilizam de imagens do corpo do paciente para permitir o diagnóstico de doenças. É claro que essas máquinas são enormes, diferentes da pequena máquina que era usada em Star Trek, mas a ideia é basicamente a mesma.

GPS

As chances de se perder ao viajar entre planetas são grandes. Por isso, as naves de Star Trek tinham localizadores que permitiam a viagem de um ponto ao outro sem problemas no caminho.

Eles também usavam estes localizadores para se teletransportar, ou seja, se desmaterializar em um lugar e se materializar em outro, economizando tempo de transporte. Uma tecnologia muito útil a qual, infelizmente, ainda não temos acesso.

Telas gigantes

Para ver tudo o que acontecia no espaço, os personagens de Star Trek tinham telas planas e gigantescas nas naves, o que era impressionante em uma época onde os televisores eram pequenos, tinham telas curvas e tubos atrás, o que os tornavam grandes e pesados.

Hoje em dia, temos televisores com telas gigantes e menos de cinco centímetros de espessura — e a tendência é deixá-los ainda mais finos e maiores.

Análise astronômica avançada

Por viverem no espaço, é útil que os personagens de Star Trek consigam detectar planetas distantes e saber qual é sua composição, tamanho e outras informações que podem ser úteis a qualquer momento. 

Em nossa realidade, também podemos fazer isso: os telescópios espaciais, como o Hubble e o James Webb, nos permitem ter imagens e informações sobre corpos espaciais distantes da terra. Em um futuro próximo, será que a trama ainda vai continuar prevendo o surgimento de tecnologias? Isso só o tempo irá dizer! 

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