Milhares de pessoas visitam as feiras de arte para apreciação e compra
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O mercado mundial da arte

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O mercado de arte está aumentando ou diminuindo? De acordo com o último relatório divulgado pela European Fine Art Foundation, na Holanda, as vendas subiram mais de US$ 45 bilhões, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Entretanto, o relatório da Art Basel estima essas mesmas vendas 11% abaixo às vendas de 2015. E ainda, o site francês Artprice aponta queda de 23% em relação ao ano anterior.

Por que existe tamanha discrepância nesses relatórios, os quais são considerados padrões da indústria? O problema está na coleta de dados. Os relatórios usam diferentes fontes para resultados de leilões. Os dados são incompletos. Cada agência de pesquisa vê somente uma parte do mercado. Eles classificam os leilões públicos muito bem, mas dependem de relatórios de comerciantes independentes, que são notoriamente imprecisos. Muitas transações de arte acontecem fora dos leilões, com números nem sempre reais. Portanto, o tamanho do mercado de arte talvez nunca venha a ser totalmente conhecido.

A pesquisa detalhada do relatório da Art Basel-UBS estimou que cerca de 33 mil americanos gastaram mais de US$ 1 milhão em arte e antiguidades nos últimos dois anos. Isso explica, em parte, por que os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado, gerando 40% de todas as vendas globais, de acordo com esse mesmo relatório Art Basel. A Tefaf disse que mais de um milhão de obras de arte estão sendo realizadas “offshore” em Genebra, que representam bilhões de dólares em artes escondidas dos fiscais e das pesquisas de mercado.

Existe um consenso geral de que a China foi em 2016 o maior mercado de arte, embora surjam sérias dúvidas quanto à confiabilidade dos números. O crescimento rápido da riqueza na Ásia, onde um bilionário é criado a cada três dias, tornará o mercado mais dominado pelo gosto asiático.
No ano passado, cinco dos 10 lotes de leilões mais caros vendidos na Sotheby’s foram comprados por clientes asiáticos. Este mês, novamente na Christie’s em Nova York, os maiores lances foram dados por compradores asiáticos. A venda online sofre pela falta de inspeção física das obras, que permanece um dos maiores desafios nessa forma de comercialização.

Lark Mason, um especialista em arte asiática, fundador das empresas de leilões iGavel e Lark Mason Associates, revelou que um cliente ocidental havia comprado um vaso raro do século 15 sem vê-lo pessoalmente. Havia outros 14 exemplares competindo no leilão, o que torna o trabalho de autenticação muito complicado. Hoje, nos leilões on-line, todo mundo compete com todo mundo, inclusive grandes com pequenos comerciantes de arte em igualdade de condições. Esse fenômeno complica ainda mais as estatísticas de faturamento. É muito difícil chegarmos a uma conclusão definitiva das vendas, e muito menos dos lucros, no setor on-line. A surpresa de vários analistas é o fato de não ter havido grande consolidação nesse mercado.

Uma pesquisa on-line anônima feita em 8 mil galerias, das quais somente 16% responderam, concluiu que essas galerias não obtiveram lucro. Se as pessoas conhecessem os números reais do mercado, talvez não iniciassem uma galeria de arte.

Por Lineu Vitale – Foto: Art Basel Miami 2016

 

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