Morro Dois Irmãos no Rio de Janeiro
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Meditação da Montanha

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Por Dra. Ana Gouvea

O meu artigo deste mês é uma homenagem ao Rio de Janeiro. Mais precisamente à Ipanema e ao Morro Dois Irmãos. Todas as vezes em que olho para o Morro Dois Irmãos, a minha reação é de: “Uau! Que lindo! Tão majestoso! Tão único em sua beleza e plenitude!”.

Mas o que uma montanha simboliza e por que a reação de “uau”? Jon Kabat-Zinn, o criador do programa de Atenção Plena para a Redução do Estresse (Mindfulness Based Stress Reduction – MBSR em inglês), explica que montanhas têm um significado arquétipo em várias culturas. Montanhas são lugares sagrados, com uma simbologia rica. O Monte Olimpo, por exemplo, era a residência dos deuses na mitologia grega. O Monte Sinai, o lugar onde Moisés recebeu os dez mandamentos. O Monte Fuji guarda o espírito de uma princesa da religião Shinto.

Por que estou falando da simbologia de uma montanha em uma coluna sobre saúde mental? O que uma montanha nos pode ensinar? Uma montanha não se abala com o que acontece ao redor dela. Chove, faz calor, venta, faz frio e a montanha continua grudada no solo, enraizada, plena. O sol nasce, as nuvens passam, o sol se pōe, a lua e as estrelas aparecem no céu e a montanha continua ali. Inteira. Majestosa. Em paz.

Essa imagem da montanha pode ser muito útil nas nossas vidas. Muitas vezes nos deixamos levar pelas diferentes “condições metereológicas” das nossas trajetórias. Períodos difíceis nos parecem eternos. Vamos junto com as nuvens negras e as nossas tempestades mentais, nos envolvemos com nossos problemas, sem raízes para nos segurar, nos desgrudamos do solo. Nesses momentos esquecemos que as tempestades chegam e vão embora. Quando nos envolvemos dessa forma com as nossas dificuldades, esquecemos da nossa força interior, da nossa resiliência. Na prática da atenção plena (mindfulness), a meditação da montanha nos ajuda a observar a vida como uma montanha: enraizada e consciente das mudanças. Nessa meditação, escolhemos uma imagem mental de uma montanha e a examinamos. Como é a sua montanha? Alta? Com um pico, dois? Como ela está conectada ao solo? A sua montanha tem árvores? Neve? Depois nos imaginamos como essa montanha. Sentamos como uma montanha: grudados no solo, não importando se chove ou faz calor. Respiramos como essa montanha, observando o que está a nossa volta, nossas emoções e “climas mentais”, sem se envolver. Resilientes e majestosos como a nossa montanha.

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