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Coronavirus Vida e Saúde

Guia Covid para famílias: novas diretrizes caso a caso

Com o avanço da vacinação, os EUA estão vivendo uma fase de redução de casos de Covid e registrando, com grande frequência, índices cada vez mais baixos. Com isso, as autoridades de saúde divulgaram novas diretrizes de comportamento para famílias, de acordo com o status de vacinação.
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As famílias totalmente vacinadas

Se todas as pessoas de uma mesma casa já receberam a imunização completa (duas doses da Pfizer ou Moderna; ou uma dose da Johnson & Johnson) as atividades que eram exercidas antes da pandemia poderão ser retomadas. O motivo é o que todos esperam das vacinas: elas praticamente eliminam as chances de uma pessoa, quando infectada, evoluir para uma forma grave da doença. Porém, as chances de contrair a doença ainda existem. Por isso, o CDC também alerta que em caso de sintomas, a orientação é ficar em casa e sempre usar máscara quando estiver em contato com outras pessoas. Estas pessoas vacinadas também devem continuar usando máscara em caso de viagens e ao visitar hospitais, lares de idosos, prisões e abrigos.

As famílias parcialmente vacinadas

Quando pessoas de uma mesma família ainda não receberam a imunização completa, a orientação é manter a cautela, principalmente se estas pessoas voltaram à rotina em ambientes externos como escola e trabalho. O uso de máscara – mesmo em casa – e no caso de conversas próximas com alguém ao ar livre é recomendado, e também em ambientes fechados fora de casa. Até que a imunização seja completa, recomenda-se evitar viagens.

Famílias com crianças pequenas

As vacinas já foram autorizadas para crianças a partir de 12 anos, mas quem tem criança pequena em casa também deve tomar alguns cuidados, porque para esta faixa etária mais baixa ainda não há autorização de nenhum imunizante. Mesmo que os pais estejam vacinados, é prudente que os cuidados básicos de higiene e evitar exposições desnecessárias sejam mantidos, mas não é caso de preocupação por alguns motivos: em espaços ao ar livre, onde famílias com crianças pequenas costumam frequentar, a transmissão da Covid é incomum; o número de surtos nas escolas infantis também tem sido baixo em todo o mundo; e, por fim, a Covid não costuma ser mais grave para crianças do que a gripe comum e, mesmo que infectadas, elas têm menor probabilidade de infectar outras pessoas.

Famílias com pessoas não vacinadas

Ainda existem cerca de 40% de adultos que vivem nos EUA e que não receberam nenhuma dose da vacina. Esta parcela ainda enfrenta o risco de ser infectado por alguns motivos: porque a pandemia ainda é uma realidade; porque, com a flexibilização das regras, pessoas não vacinadas agora também já não têm obrigatoriedade de uso de máscara em ambientes fechados e poderá, assim como uma pessoa saudável, frequentar todos os lugares que estiverem abertos.

O ceticismo em relação à vacina

Destes 40% de adultos que ainda não foram vacinados nos EUA, a realidade é que a grande e esmagadora maioria (34%) não o fez por opção – eles tiveram acesso e logística facilitada ao imunizante e não tinham nenhum problema de saúde grave que os impediam de receber a dose. O grande motivo para não terem tomado foi o ceticismo. Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation mostrou que 15% dos adultos disseram que não tomariam a vacina até ter certeza de como ela afeta e reage no organismo humano, 6% afirmaram que só tomariam se fosse extremamente necessário (como em casos de empresas que exigem a vacinação de seus funcionários), e outros 13% disseram que definitivamente não vão tomar. Aos 6% restantes, somam-se os casos extremos restantes que, por algum motivo de força maior, ainda não receberam ou não podem receber a imunização.

Para esta parcela cética da população, o governo deve continuar em campanha para tentar convencê-los. O CDC é enfático ao afirmar que os EUA só poderão vencer definitivamente a Covid quando a maioria da população estiver protegida e que quem não foi vacinado, não está seguro. Além disso, vale a conscientização de que vacinas são a melhor e mais eficaz maneira de fazer com que a população que pode ser imunizada contribua com a proteção de quem não pode, como crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.

Fonte: The New York Times

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