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Dra. Paula Ferreira Pets

Atencão ao peso do seu pet

Drª. Paula Ferreira. Ferreira Animal Hospital. www.FerreiraAnimalHospital.com miamivets@gmail.com
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A doença nutricional mais comum em animais nos EUA é a obesidade. Sim, a obesidade é muito mais comum do que qualquer deficiência nutricional. Mas por que será que esse é um problema tão disseminado entre os nossos amigos hoje em dia?

A causa mais comum de obesidade em pets é a alimentação inadequada e o sedentarismo. Se o seu animalzinho ingere mais calorias do que gasta, o excesso vai ser armazenado no seu corpo em forma de gordura. Excesso de peso em animais está ligado a artrite, diabetes, distúrbios cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Existem doenças metabólicas como o hipotiroidismo e a doença de Cushings, que podem contribuir com a obesidade, e o veterinário deve sempre eliminar estes diagnósticos antes de receitar uma dieta.

Quando eu pergunto a um proprietário qual a quantidade de comida que o pet está recebendo diariamente, muitas vezes a resposta é incerta. “Ah, doutora, não sei exatamente, mais ou menos um tanto assim”. E faz o gesto com as mãos. O primeiro passo para ajudar o seu bichinho nessa jornada de perda de peso é saber quanto o ele come em 24 horas. Uma xícara de medida é o único instrumento necessário para ajudar o seu amigo a adquirir a forma ideal. Se você não sabe quanto o seu gordinho come, você não vai saber quanto tem que cortar.

Evite deixar comida à vontade o dia inteiro. Algumas raças como o labrador retriever e o beagle gostam tanto de comida que parecem ter um estômago sem fundo! Alguns gatos também podem ser glutões de primeira categoria: O personagem Garfield, dos quadrinhos, foi inspirado no gato de estimação do autor das tirinhas, um tigrado laranja com apetite voraz.

Além disso, comer em excesso pode ser perigoso pois pode causar doenças agudas como a dilatação gástrica, torção gástrica ou pancreatite, entre outras.

“Os únicos responsáveis pela atual epidemia de obesidade dos pets somos nós mesmos”. Foto: AdobeStock

As embalagens de ração para cães e gatos tem sempre uma tabela para orientar os donos sobre o quanto alimentar os animais de estimação. Mas cuidado: as recomendações são sempre exageradas pois quanto mais o seu animal comer mais comida voce tem que comprar. Dê entre 75% e 50% da quantidade recomendada pelo fabricante.

Existem também rações comercias de baixo teor de gordura ou de baixa caloria que podem ajudar a baixar o peso do animal. Outras rações mais especificas são vendidas somente com receita veterinária. Se o seu amigo está de dieta com uma dessas comidas, preste atenção na quantidade recomendada pelo seu vet.

Em geral, os cães adultos devem comer duas vezes ao dia. Se o seu cãozinho começou uma dieta, evite dar petiscos entre as refeições. Se quiser oferecer treats, dê algo de baixa caloria como aipo, cenoura, pepino, etc. Muitos cachorros gostam de alimentos assim crocantes.

É mais difícil colocar nossos amigos de regime quando você tem uma casa multi-pet. Se um dos seus pets é glutão e o outro, magrinho, a única alternativa é alimentá-los separadamente, para evitar que o comilão roube os restos de comida do colega. Se isso não for possível, utilize a tecnologia moderna: existem alimentadores automáticos conectados via bluetooth a um chip que você pôe na coleira dos seus bichinhos, e a comida é liberada para cada um de acordo com a quantidade que você programa individualmente.

O exercício físico é importante e ajuda o seu animalzinho a perder peso. No caso dos cães, os passeios devem ser feitos pelo menos duas vezes ao dia. Se o cachorrinho não está acostumado a caminhadas longas, comece com poucos minutos em cada passeio e aumente gradualmente até alcançar mais ou menos 30 minutos por passeio. Para os gatos, uma ou duas sessões de brincadeiras dentro de casa ajuda os preguiçosos felinos a se movimentar.

Rechonchudo, fofinho, roliço, gostoso… Não importa quantos eufemismos usamos para amenizar o problema. Nossos pets dependem inteiramente de nós para adquirir as suas necessidades diárias de alimento. Portanto, os únicos responsáveis pela atual epidemia de obesidade dos pets somos nós mesmos.

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