Entrevistas

A baiana que virou musa da e-music

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Ela chama a atenção nas baladas brasileiras não apenas por ser uma mulher bonita, mas principalmente por ser a responsável por divertir a galera, tocando nos melhores nightclubs do país. Ana Clara Campos, ou Miss Cady, 31, é a estrela de capa desta edição especial da Acontece Magazine. Solteira, a baiana viaja o mundo fazendo o que mais gosta: tocar e agitar as pistas, divertindo multidões. No mês onde o Ultra Music Festival, o maior evento de música eletrônica do mundo, toma conta de Miami, Miss Cady conta em entrevista os desafios que enfrentou para conquistar seu espaço, como lida com o fato de ser cunhada de uma das cantoras mais famosas do Brasil e fala da sua paixão por Miami. Confira a entrevista.

Você já morou em vários países e voltou à Bahia. A saudade da família pesou?

Morei um bom tempo fora do Brasil, em lugares como Índia, Turquia, Qatar e Miami. Nesses últimos quatro anos morei em São Paulo. Mas há pouco menos de três meses decidi retornar a Salvador para matar a saudade da família e, com mais calma, decidir os próximos passos.

O que te fez gostar de música eletrônica? Por que escolheu ser DJ?

Sempre gostei de música em geral. Eu era daquelas pessoas que passava a tarde toda em frente ao computador baixando todas as músicas possíveis, tudo que tinha de novo! Sempre sonhei em trabalhar com algo que me fizesse viajar muito, e como nunca tive a aptidão para tocar instrumentos, surgiu a possibilidade de ser DJ e logo percebi que seria um bom caminho para estar unindo as duas paixões: música e viagens.

Qual a sua opinião sobre a música eletrônica no Brasil? Quem são os seus DJs preferidos?

Acho que a música eletrônica está evoluindo muito e temos diversos talentos nesse momento, representando muito bem o nosso país. O Memê é incrível, os meninos do Felguk têm todo o meu respeito, admiro muito a música deles. Fora do Brasil gosto muito de Odesza, Dirty South, Kryder… São tantos!

É muito complicado conquistar um lugar nas pickups por ser mulher?

São muitos desafios! Acho que o mais difícil é provar a competência, além das aparências. E isso só com tempo e experiência. É preciso ter muita segurança do que se faz e do que se quer e acima de tudo ter paciência. O tempo mostra quem é profissional de verdade.

Você já esteve várias vezes no Ultra. O que mais gosta no evento? Estará aqui este ano? 

Acho incrível poder unir tantos talentos e ter eventos em apenas uma semana. Para nós, DJs, o Ultra é uma ótima vitrine para apresentar o nosso trabalho para o público, assim como para os formadores de opinião. Já fui sim ao evento, várias vezes, e com toda certeza estarei lá nessa edição.

O fato de você ser irmã de Daniel Cady, marido de Ivete Sangalo, ajudou na sua carreira? Ela curte o seu trabalho?

Ajudou no sentido de projeção, ao divulgar o meu nome para um público que não é o da eletrônica. Ela adora as músicas que eu toco, e até fizemos uma parceria juntas há algum tempo.

Você já morou em Miami e está sempre por aqui. O que você mais gosta na cidade? 

Eu amo cidades litorâneas. Amo o mar, e Miami tem um quê de tropical que me encanta. Acho que o que mais gosto são as praias e o supermercado Whole Foods! Amo comida natural e simplesmente enlouqueço naquele lugar! Para jantar, o Juvia é maravilhoso, com comida deliciosa e superbadalado! Tenho muitos amigos. É sempre uma delícia retornar.

Tem vontade de voltar a morar em Miami?

Tenho sim, mas acho que tudo tem seu momento.

Quais os planos e trabalhos da Miss Cady para 2015?

Nesse ano de 2015 vou lançar meu trabalho autoral que produzi com o colombiano Cato Anaya, onde eu também canto minhas próprias faixas e a música de lançamento será Turn it Up.

Foto: Rafa Mattei

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