Qualquer processo curativo passa pela arte de se perdoar e pela autocompaixão
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A arte de perdoar

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Por Dra. Ana Gouvea

As festas de fim de ano estão chegando e com elas os presentes, a comilança e os encontros com a família. Muitas vezes esses encontros são prazeirosos, outras vezes esses encontros trazem lembranças dolorosas. A pessoa se lembra de uma discussão três anos atrás com o tio durante a ceia de Natal, ou da briga por causa da herança da tia, ou das constantes discussões com o pai durante a adolescência que você nunca conseguiu esquecer. Relações interpessoais muitas vezes causam estresse, ansiedade, sofrimento. Mas como podemos lidar melhor com essas situações?

A resposta é simples e muito difícil na prática. A reposta está na arte de perdoar. A psicologia reconhece o perdão como uma importante prática no processo terapêutico e fundamental na terapia de casal e de família. O processo do perdão passa pelo reconhecimento da raiva e do ressentimento e pela decisão de perdoar. Nesse sentido, perdoar é uma experiência curativa. O que não significa que é uma decisão fácil de tomar. Como esquecer todo o sofrimento que fulano me causou? Como deixar toda essa dor ir embora? Perdoar é uma tarefa difícil, que exige muito comprometimento e coragem. Sim, perdoar é um ato de coragem!

Mas para perdoar os outros, precisamos primeiro nos perdoar. Como o monje Thich Nhat Hanh explica, “a nossa capacidade de fazer as pazes com uma outra pessoa e com o mundo depende muito da nossa capacidade de fazer as pazes com nós mesmos”. Enquanto formos duros com nós mesmos, seremos duros com os outros. Se não nos perdoamos quando “falhamos”, como podemos perdoar os outros? Quando estamos lutando com o que percebemos como os nossos “defeitos” e “imperfeições”, como vamos aceitar os “defeitos” e “imperfeições” do outro?

Qualquer processo curativo passa pela arte de se perdoar e pela autocompaixão. Não existe paz ou felicidade se estamos presos emocionalmente em raiva e ressentimentos. Então, nessa epóca de festas pare um momento para entender o que você percebe como os seus defeitos e imperfeições. Tente entender se essas percepções têm respaldo na realidade ou se você está apenas sendo muito duro com você mesmo. Identifique as emoções relacionadas com essas percepções. Identifique as suas dores. Tente se perdoar e deixar essas emoções negativas irem embora. Quando você começar a se perdoar, você vai notar que tem mais espaço para emoções positivas. Depois, pense nas pessoas e situações que te causaram dor e sofrimento. Tente perdoar as pessoas que te machucaram, porque elas também estavam sofrendo. Deixe irem a raiva e o ressentimento. É difícil… sim, é difícil… mas é também libertador. Boas festas!

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