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5 impactos dos riscos globais pós-pandemia

Especialista comenta sobre a divulgação do relatório Global Risk Report 2021 e mostra os desafios que as empresas e colaboradores deverão enfrentar

A divulgação do Global Risk Report pelo Fórum Econômico Mundial trouxe uma atualização dos riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias. A pandemia e as mudanças climáticas ainda estão entre os principais fatores que podem mudar as condições de trabalho, a atualização dos profissionais e as oportunidades para o futuro com drásticas mudanças.

Olhando para o mundo profissional, que está ligado diretamente a estes fatores, a especialista em estratégia de carreira Rebeca Toyama, lembra que o desafio não está somente nas mãos dos governos, como elenca o Global Risks Report, mas todos profissionais dos setores econômicos. “Os Governos têm a responsabilidade de gerir esses riscos em políticas públicas, mas o segundo ente que faz parte desse ecossistema são as empresas e todos os profissionais, pois a economia está interligada. ”, avalia Rebeca.

A especialista lembra que os cinco principais fatores de risco descritos no relatório impõem desafios para os profissionais.

  1. Doenças contagiosas: A pandemia de COVID-19 trouxe uma nova realidade, acelerou a transformação digital e nossa rotina de trabalho com o home office. Está, sem dúvida, é uma questão de saúde pública, mas que traz para o ambiente profissional um cuidado com as equipes de trabalho, na manutenção dos protocolos de saúde e isso trará, para os líderes e para as equipes, uma atenção maior com este fator que já transformou as nossas vidas;
  2. Crises de imigração: Lidar com o outro, estar aberto à integração entre as equipes de trabalho lidando com as diferenças de crença e de cultura devem ser a realidade e preocupação dos profissionais. As crises mundiais continuarão levando a mudanças e desafios, como as questões imigratórias, e isso impacta diretamente a vida profissional;
  3. Eventos causados pelas mudanças climáticas: Além de novos modos de vida dentro de um dia a dia cada vez mais impactado pela tecnologia, as mudanças climáticas também farão parte dessa realidade. Como as novas fontes de energia, a economia da redução de gases causadores do aquecimento global, novos materiais, entre outros temas irão gerar novas oportunidades nas empresas. Profissionais atualizados com essa realidade, conhecedores de novas legislações já aplicadas em países desenvolvidos e experientes na aplicação dessa realidade ao mundo das empresas, serão especialmente requisitados;
  4. Falhas em cybersegurança: Ataques de hackers, roubo e segurança de dados, chaves e senhas e compartilhamento de informações, entre outros temas, serão a realidade no mundo profissional. Se considerarmos a realidade do home office, as empresas e os profissionais precisam ter cuidado com o trânsito de informações nas redes e estarem atualizados com estas soluções. Cuidar bem das informações profissionais utilizando computador pessoal e smartphone será fundamental, pois dados oferecem um risco quando caem em mãos erradas;
  5. Desigualdade digital: Este é um risco que afeta toda a economia, pois à medida em que nossa vida fica mais tecnológica com soluções de aplicativos, delivery, organização do trabalho doméstico e profissional no dia a dia, a desigualdade digital fica ainda mais evidente, e é um dos principais riscos do Global Risk Report. Os profissionais que desenvolvem soluções para reequilibrar o acesso à informação, à internet e à digitalização vão fazer a economia crescer de forma sustentável. Em países como o Brasil, este é um risco ainda mais premente com tantas dificuldades.

A partir dos principais fatores de risco, Rebeca Toyama deixa 3 dicas para os profissionais e as empresas enfrentarem tais riscos.

1- Investir em programas de redução de estresse, cuidados da saúde mental e promoção de bem-estar para que pessoas e equipes tenham condições de superar os desafios apresentados;

2- Desenvolver as habilidades do futuro apontadas pelo próprio Fórum Econômico Mundial, como por exemplo:  Inteligência emocional, colaboração e pensamento crítico;

3- Inovar enquanto pessoa ou empresa, integrando tecnologias que possam atender de forma eficiente e eficaz a diversidade de demandas que surgirão nesse novo cenário.

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