Foto Gustavo Mansur/ Palácio Piratini
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Vacina de Oxford não é eficaz contra cepa da África do Sul

Uma pesquisa realizada na África do Sul identificou que as novas mutações do coronavírus estão mais resistentes às vacinas, podendo anular sua eficácia. O estudo mostrou que o imunizante da Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, não garante proteção contra a doença, em casos leves e moderados, causados pela cepa sul-africana (B.1.351). 

Na realização deste levantamento,cerca de 2.000 pacientes foram monitorados, em sua maioria jovens e saudáveis, cerca de metade recebeu a vacina e a outra metade, um placebo. Nenhuma pessoa morreu, mas o estudo comprovou que a eficácia da vacina foi reduzida contra a variante da África do Sul.

A neutralização viral contra a variante B.1.351 foi “substancialmente reduzida” quando comparada à cepa anterior do coronavírus, de acordo com um comunicado à imprensa feito pela universidade. 

“Um regime de duas doses da vacina não mostrou proteção contra a Covid-19 leve ou moderada devido à variante sul-africana”, diz um trecho da pesquisa. Em fase final, o levantamento vai analisar se a eficácia da vacina para proteger casos graves, de hospitalizações e mortes, também se perdeu. 

Assim que o estudo foi divulgado no último sábado, 6 de fevereiro, pelo Financial Times, a AstraZeneca soltou um comunicado, em que diz acreditar que a vacina pode sim fornecer proteção contra doenças graves. A farmacêutica também afirmou que começou a adaptar a vacina contra a nova variante “para que esteja pronta para entrega no outono, se necessário.”

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