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Nosso cérebro não é um computador

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Por: Mauricio Braz

Ei, Presta atenção!

Se você esta lendo essa frase acima, foi porque os seus olhos traduziram a imagem de CADA LETRA em centenas de milhares de sinais elétricos que, em uma linha quase reta, direcionaram-se a parte de trás de sua cabeça, (uma região do seu cérebro chamada de área Occipital), que fica acima da sua nuca.

Nesse momento foram disparados outros milhares de mensagens, pelas laterais do seu cérebro, na superfície de massa cheia de rugas e pequenas entranhas do seu cérebro, buscando uma área capaz de decodificar esses sinais elétricos em letras e montar palavras.

Logo após essas informações partirão dali, em todas as direções, da base ao topo do nosso cérebro e buscará um SIGNIFICADO para essa FRASE, escondido em algum lugar na nossa MEMÓRIA.

Feita essa busca, um outro sítio (parte do cérebro), irá comparar a outras informações, obtida no ambiente, que chegam a todo instante no cérebro humano para definir em qual contexto melhor se encaixara esse significado.

Se o seu CÉREBRO que visualizou essa primeira linha do texto entender que o pedido de prestar atenção, por algum motivo representa algo perigoso, é bem capaz que o sistema nervoso tenha decidido escalar mais células para sua defesa ( e preparar uma carga de neurotransmissores e hormônios que nos deixarão em estado de alerta) e colocar mais neurônios em prontidão para ajudar a interpretar a leitura e o significado da mensagem.

Caso não, ele continuara buscando um significado menos assustador.

Todo esse processo teria ocorrido em muito menos de um segundo após a leitura das três primeiras palavras do texto.

Esse é o tempo necessário para passar de uma célula para outra, a informação que trafega no cérebro, o que seria um milhão de vezes mais devagar do que a velocidade de processamento de um computador.

Apesar dessa desvantagem inicial, o cérebro consegue reconhecer um rosto em micro frações de segundo e interpretar qual a intenção da pessoa que vem em seu encontro, coisa que um computador ainda está longe de conseguir.

No final das contas, a nossa massa cerebral, estará sempre com um corpo de vantagem sobre o seu concorrente Informatizado.

Essa diferença só é possível porque bilhões de neurônios podem trabalhar ao mesmo tempo e em conjunto na busca de soluções de um único problema, que podem variar entre a identificação de um objeto ou a interpretação de uma ordem, enquanto um computador processa passo a passo, as informações que recebe estabelecendo respostas padronizadas e processuais, mesmo com a evolução da Inteligência artificial que recentemente introduziram experiências para fazê-los trabalhar em paralelo, como o cérebro humano.

Nos últimos dez anos, os cientistas deram um grande salto na direção de desvendar para valer os mecanismos cerebrais que tornam o homem inteligente.

As últimas descobertas indicam que as comparações entre as inteligências humanas e o processamento de dados dos computadores, devem ser apagadas da memória e a analogia com a informática abandonada.

Recentemente cientistas concluíram que qualquer estímulo que chega ao cérebro, não segue uma traçado pré definido, mas caminhos neuronais diferenciados para levar a dados que nada têm a ver com a assunto tratado.

O ideal seria perceber o cérebro humano como a movimentação de um pregão da Bolsa de valores ou a um agitado debate politico, onde as informações pipocam de forma desorganizada e muitas vezes prevalece quem gera maior influência, autoridade, poder ou aquele que busca as experiências passadas para ter maior sucesso.

O cérebro possui bilhões de neurônios, e cada neurônio pode ter até 100 milhões de contatos, essas áreas de contato entre neurônios, são conhecidas como área Sináptica onde ocorre a sinapse, isto é local onde ocorre ligações entre neurônios através de impulsos nervosos ou eletroquímicos, chamado de potenciais de ação.

Esse é a nossa comunicação interna, que se da através de neurônios excitados por estímulos, faz com que o cérebro armazene fatos separadamente, entre neurônios, e a aprendizagem se da quando associados através das sinapses, essa associação ocorre quando novos estímulos provenientes do meio através dos sentidos são ativados.

Porém, sempre que determinado estímulo encontra um significado já conhecido, em algum dado estocado na memória, esse circuito passa a ser mais ativado e quanto mais utilizado, mais forte esse caminho se torna.

O cérebro parece escolher, por intuição e decidi em favor de um resultado, mesmo que imperfeito, pelos dados internos de que dispõe.

Enfim, é com esse jeito desajeitado de ser inteligente que com muito esforço o homem resolve equações, cuja solução uma calculadora de bolso realizaria em um vapt vupt e cria soluções inovadoras para situações que os computadores não estão preparados para enfrentar.

Por isso USE e ABUSE do APLICATIVO CÉREBRO.

Sobre o escritor:
Mauricio Cardoso Dias Braz: Psicólogo Positivo – Administrador – Master Coach – Especialista em Neurofeedback – Consultor Sebrae – Professor MBA Univ. Católica de Petrópolis (UCP) – Vive na Florida. mauriciocdbraz@gmail.com

 

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