Literatura

Como um desconhecido virou um escritor de best-seller

O autor de “Mergulhando de Mochila” conta como foi possível sair do anonimato, apresentando ao mercado literário uma obra que emociona, encoraja, que leva o leitor a viajar, vivenciar e a refletir sobre suas experiências pelo mundo

Faz apenas dois meses que o livro “Mergulhando de Mochila” (Literare Books International) foi lançado no Brasil, mas as vendas já bateram recordes.

O escritor catarinense compartilha na obra aprendizados da sua vida de viajante. Nas últimas duas décadas Paulo Milton viajou por mais de 130 cidades em 40 países, onde viveu momentos ímpares e acumulou experiências.

A obra, que tem o prefácio escrito por Vilfredo Schurmann, é uma verdadeira bússola para quem pretende fazer ou já faz do hábito de viajar uma motivação para se encher de autoconhecimento, prazer e alegria ao acumular histórias. A proposta é despertar no leitor uma realidade que muitas vezes passa despercebida no simples ato de escolha de um roteiro turístico.

Paulo não escreveu um livro de autoajuda, uma ficção espetacular, nem a biografia de um famoso. Ele não é uma celebridade e não era um escritor conhecido até lançar sua primeira obra. Mas, em curto espaço de tempo, seu livro alcançou números expressivos de exemplares vendidos, entrando para as listas das obras mais vendidas de não ficção por semanas na revista Veja e no PublishNews. Sua versão digital (e-book) também é procurada de forma relevante nos principais e-commerces.

Uma trajetória singular em um país onde vender livros é um grande desafio. Por que, afinal, “Mergulhando de Mochila” tornou-se um best-seller em tão pouco tempo? 

Não basta uma boa história

“Não há fórmulas prontas, nem fáceis”, afirma Paulo. Segundo ele, no entanto, há um conjunto de fatores que, somados, podem levar um título à almejada lista dos mais vendidos do país e às pilhas de exemplares que rapidamente se esgotam nas livrarias: tema, título e capa que chamem a atenção do público, narrativa envolvente, editora e divulgação.

Não é possível dizer exatamente por que um livro faz sucesso e outros não, mas Paulo acredita que esses fatores o ajudaram. “Além disso, é preciso acreditar na sua ideia e em seu trabalho. Busquei sair da literatura de nicho e produzir para a massa”, declara Paulo Milton, que também falou da importância de ter encontrado a editora ideal, com profissionais competentes, ótimo trabalho de marketing e assessoria de imprensa.

Por fim, desde o lançamento do seu livro em dezembro de 2020, o autor investe em forte divulgação nas suas mídias sociais e até no bom e velho “boca a boca”. “Não basta ter um conteúdo relevante. É preciso que ele apareça e seja notado. É seu ‘filho’ e você precisa falar dele”, comenta o escritor.

Para Paulo Milton, nenhum escritor cria um best-seller de propósito. “Publiquei meu primeiro livro com reflexões voltadas ao autodesenvolvimento, tendo como pano de fundo minhas viagens pelo mundo. Acredito que a química entre os leitores e a minha história levaram a uma boa crítica e a esse patamar de vendas”, finaliza.

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