Isabel (Alinne Moraes), Alain (João Vicente de Castro) e Cris (Vitória Strada)
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Autora Elisabeth Jhin fala sobre a nova trama da Globo

A nova novela da Globo, “Espelho da Vida”, transmitida aqui pela Globo Internacional, estreou no final do mês de setembro. A trama conta a história de amor e mistério que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço, numa espécie de déja vu. A novela é de autoria de Elizabeth Jhin, escrita em parceria com Duba Elia, Renata Jhin, Wagner de Assis e Maria Clara Mattos, com a direção artística de Pedro Vasconcelos. As gravações e locações externas ocorrem em diferentes cidades de  Minas Gerais, como Carrancas, Mariana, Tiradentes e Ouro Preto. Entre os atores estão Vitória Sarada, Alinne Moraes, João Vicente de Castro, Irene Ravache, Rafael Cardoso, Julia Lemmertz, Ângelo Antônio, Vera Fischer e Felipe Camargo. Saiba mais sobre “Espelho da Vida”, nesta entrevista com a autora Elisabeth Jhin.

Como você define a novela e quais foram suas principais referências?
A novela é essencialmente uma história de amores e dores que atravessa o tempo, com muito mistério, mas sem abandonar o humor e a leveza. Acredito que o tema possa trazer esperança para nossas vidas. Sempre li muito sobre o tema de vidas passadas, viagem no tempo e, para essa novela, assisti também a muitos filmes que abordam o assunto. Acho que a maioria das pessoas gostaria de brincar com a ideia de voltar ao passado para poder mudar alguma coisa.

Como surgiu a ideia da novela?
Ainda estava escrevendo “Além do Tempo”, quando surgiu a ideia. Pensei em contar a história da gravação de um filme dentro da novela, mostrando os bastidores, a produção, o elenco. Uma espécie de metalinguagem. Uma amiga museóloga de Salvador me falou sobre o caso de uma jovem, Julia Fetal, assassinada pelo noivo, na cidade, no século XIX, e me inspirei nela para criar minha Julia Castelo. Minha intenção foi usar três tempos: o passado, o presente e o tempo do filme. E tudo acontecendo concomitantemente para que as pessoas acompanhem as situações e torçam pelos personagens das duas épocas.

Cris ficará dividida entre amores que habitam diferentes dimensões? Acha que o público ficará também dividido?
Acredito que o público se envolverá com a história de Cris e ficará com vontade de descobrir tudo que aconteceu com Julia Castelo e também entender quem já fazia parte da história de Cris desde a sua vida passada. E, assim como Cris, acho que o público ficará dividido na torcida para que ela opte por um deles. Tanto Danilo quanto Alain são homens cativantes e interessantes. Mas, claro, há o fato de serem de diferentes dimensões, o que complica ainda mais a situação.

Como você definiria o sentimento de Cris ao viver essa experiência transcendental?
Espanto, medo, curiosidade, fascínio, esperança. Tudo isso em doses absolutas.

Você acha que mostrar os bastidores de um filme é um diferencial da trama?
Acho que o público gosta de ver um pouco do que acontece nos bastidores de um filme ou de uma novela. Os atores são pessoas como as outras, com seus amores, dúvidas, defeitos e qualidades. Vamos tratar desse universo de forma leve e divertida.

Qual a importância do mistério na trama?
O mistério ajuda a contar a história e instiga o público. A cada viagem de Cris ao passado ela faz uma nova descoberta que liga sua vida anterior, como Julia, à sua vida como Cris. Ela vai descobrindo que pessoas que fazem parte de seu cotidiano já estavam em sua história há muito tempo, o que pode impactar sua maneira de ver as coisas e as pessoas que a cercam na atualidade. Tudo acontece porque ela deseja desvendar o mistério sobre quem realmente matou Julia Castelo. E essa descoberta vai impactar fortemente a trama.

Elizabeth Jhin
foi aluna da primeira turma da oficina de roteiros da Globo e durante 15 anos atuou como colaboradora de grandes autores. Em 2007 escreveu “Eterna Magia”, sua primeira novela, sob a supervisão de Silvio de Abreu. Depois, “Escrito nas Estrelas” (2010), “Amor Eterno Amor” (2012) e “Além do Tempo” (2015). Também escreveu alguns livros infanto-juvenis, como “Pobre Menina Rica”, “Ensina-me a Viver” e “Melodia e Amor”.

Elisabeth Jhin

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