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‘A Viagem’: obra de Ivani Ribeiro disponível no Globoplay

Christiane Torloni, Antônio Fagundes e Guilherme Fontes fazem parte do elenco da novela que foi sucesso em seu ano de estreia

A vida após a morte é o mote principal de ‘A Viagem’, escrita por Ivanir Ribeiro e exibida originalmente em 1994, na TV Globo . A trama está de volta a partir do dia 21 de dezembro, às 13h (horário de Nova York), no canal VIVA, que nos Estados Unidos é disponível em simulcast no Globoplay. Também poderá ser acompanhada on demand na plataforma, com a disponibilização antecipada dos capítulos da semana nas segundas-feiras. Baseada na Doutrina Espírita de Allan Kardec, a trama foi grande sucesso na época ao mostrar o que acontece após o desencarne. Na novela, Alexandre (Guilherme Fontes) é um jovem rico, porém rebelde e delinquente, que mata o tesoureiro da empresa de sua família, após ter sido pego roubando o cofre para pagar uma dívida. Diná (Christiane Torloni), sua irmã, tenta protegê-lo de ir preso e recorre ao advogado criminalista Otávio Jordão (Antônio Fagundes), amigo do tesoureiro assassinado, que não apenas se nega a defender Alexandre, como promete fazer de tudo para que ele pague pelo crime. Condenado, ele se mata e jura vingança a todos que acredita s­­erem responsáveis por seu trágico fim.

“O Alexandre foi um personagem com um objetivo de vida muito bem construído pela Ivani Ribeiro. Me senti muito bem fazendo cada cena – das mais dramáticas, na prisão, até a relação de amor com a irmã e de ódio pelo irmão e o cunhado. É um personagem ainda muito vivo na cabeça do público, mesmo após quase 30 anos. Isso não tem preço.”, comenta Guilherme Fontes.

‘A Viagem’ traz cenas marcantes da teledramaturgia brasileira, como as ambientadas no Vale dos Suicidas, lugar para onde vai o espírito de Alexandre, e o Nosso Lar, colônia espiritual onde Otávio e Diná se reencontram. “Era tudo muito agradável. Uma coisa engraçada é que as cenas do paraíso, ou no Nosso Lar, eram gravadas em um campo de golfe em Petrópolis, no Rio. Tínhamos que gravar descalços, mas havia muitos espinhos no lugar e machucavam nossos pés. O paraíso era um sofrimento (risos). Chegaram até a fazer uma sapatilha da cor da pele pra gente sofrer menos”, lembra Fagundes.

Também é lembrada pelas cenas em que o espírito de Alexandre influencia negativamente antigos desafetos, fazendo com que eles causem conflitos e prejudiquem suas vidas – como Téo (Maurício Mattar), seu ex-cunhado que o entregou para a polícia, e Guiomar (Laura Cardoso), sogra de seu irmão Raul (Miguel Falabella), que também o entregou -, e as de reuniões mediúnicas na casa do Dr. Alberto (Claudio Cavalcanti). Além disso, a história conta com personagens marcantes como Tibério (Ary Fontoura), que todos achavam estranho por falar sempre sozinho quando, na verdade, estava conversando com seu mentor e amigo Adonay (Breno Moroni) – um misterioso mascarado, que vestido de pierrot cativa a todos com suas mágicas e performances. “‘A Viagem’ me encontrou literalmente em viagem. Quando o Wolf resolveu regravar, eu estava morando em Portugal. Foi interessante porque a novela mudou a minha vida em diversos aspectos. Ela me trouxe de volta para o Brasil em um momento muito delicado da minha vida pessoal. Foi um presente de continuidade. Ela veio para reafirmar um lugar de protagonista, principalmente, com um texto da Ivani Ribeiro”, completa Torloni.

A novela foi um marco na faixa das 19h, sendo uma das recordistas em audiência do horário. O sucesso da trama foi tanto que levou a um aumento de 50% de livros espíritas vendidos, segundo livrarias especializadas da época. Seu tema de abertura, com a música “A Viagem”, composta por Aldir Blanc e Cleberson Horsth, marcou época com a interpretação do grupo Roupa Nova. Outro sucesso presente na trilha sonora é a canção “Quando Chove”, tema de Diná, composto por Nelson Motta e Pino Daniele, na voz de Patricia Marx.

Fotos:

Guilherme Fontes

Antonio Fagundes, Christiane Torloni

Crédito: Divulgação VIVA

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