Painéis de Carybé no Aeroporto Internacional de Miami
Arte

A presença da arte brasileira na cultura de Miami

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Por Jade Matarazzo
O Brasil está cada vez mais presente em Miami, não apenas com a comunidade imigrante que não para de crescer, mas também culturalmente, deixando aos poucos no local sua marca. Prova disso são as inúmeras obras públicas espalhadas pela cidade.

Uma das maiores pesquisas sobre essa contribuição foi feita pelo Centro Cultural Brasil – USA e resultou na Miami Mix: Como o Brasil se tornou parte de Miami, uma exposição criada com o objetivo de mostrar como arquitetos, urbanistas e artistas brasileiros contribuíram para criar marcos urbanos icônicos em Miami, e como a música, os sabores e a língua tornaram-se parte integral do panorama cultural da cidade.

A exposição foi apresentada no Miami Center for Architecture & Design e fez tanto sucesso que na noite de abertura da exposição, o “commissioner” (vereador) Ken Russell apresentou uma Proclamação da Cidade de Miami, decretando o dia 5 de setembro como o “Dia do Centro Cultural Brasil-USA da Flórida”, uma data em que se celebram as contribuições culturais brasileiras em Miami.
A mostra revelou as histórias de criatividade e gênio artístico que ajudaram a formar a cidade. Entre elas, o projeto de Roberto Burle Marx para a renovação da avenida Biscayne; os admirados murais criados por Francisco Brennand para o Edifício Bacardi; a Miami imaginada de Oscar Niemeyer, que criou um grande projeto para a ilha Claughton (atual Brickell Key); e o plano diretor de Burle Marx para Oleta Park. Mais recentemente, os murais de Kobra, Gêmeos e Nina em Wynwood e os painéis de Carybé no Aeroporto Internacional de Miami.

À frente dessa exposição, a presidente do Centro Cultural, Adriana Sabino, uma brasileira americana que cultiva com carinho as raízes brasileiras. Em 1989 criou sua empresa boutique de interior design, planejamento e decoração de interiores residenciais – a Adriana Sabino Interiors – e em 1997 tornou-se a cofundadora e presidente do Centro Cultural Brasil-USA da Flórida, uma organização sem fins lucrativos fundada com a missão de divulgar a cultura brasileira.

O mural dos Gêmeos em Wynwood

 

Adriana, que chegou a Miami para passar um mês e nunca mais voltou à pátria, fala sobre sua maior dificuldade: “Estar fora da minha cultura de origem e da minha rede de referência pessoal. Quando eu me mudei para os EUA, eu senti que toda a história construída no Brasil tinha ficado para trás. Eu precisei construir novas redes e me reinventar como pessoa e essa foi a maior dificuldade”.

E ela conta ainda que hoje Miami é uma cidade muito diferente da cidade na qual chegou em 1984. “Quando cheguei, havia umas duas famílias brasileiras em Key Biscayne, bairro onde fui morar. Tive que descobrir tudo sozinha. Hoje, em Key Biscayne, existe um grupo de apoio no WhatsApp com 200 participantes, o “Meninas de Key Biscayne”, uma ajuda espetacular para quem acaba de chegar num país estranho. Estive recentemente num dos grupos da rede “Recomendo”, de grupos formados por profissionais e empresários brasileiros. Isso é uma ajuda extraordinária para quem chega hoje em dia em Miami, pois já encontra uma rede de brasileiros. E isso faz toda a diferença.

Murais criados por Francisco Brennand  para o Edifício Bacardi

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