Karen Venturelli – Técnica mista de aquarela e digital
Arte

“A arte digital chegou trazendo uma infinita gama de ferramentas e, com elas, a possibilidade de produzir arte”

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A arte, tão antiga quanto o ser humano, evoluiu e mudou de forma. Ela assume hoje uma escala cada vez maior graças à Internet. Devemos, porém, reconhecê-la como uma forma de arte genuína? Trata-se de uma pergunta interessante, pois ainda há controvérsia e os mais puritanos tendem a negá-lo. Alguns críticos alegam que a alma e o coração do artista se encontram exclusivamente em obras criadas pela mão humana.

O meio artístico digital tem suas origens no início dos anos 80. Impulsionada pelo desenvolvimento de interfaces eletrônicas que permitem interatividade criativa entre o sujeito humano e a inteligência do software, a criação digital se desenvolveu consideravelmente com o surgimento de categorias e subcategorias artísticas como “realidade virtual” ou “arte interativa” que completam as designações técnicas da Net art, fotografia digital ou arte robótica. Público, tipos e técnicas são variados: coletivos de artistas digitais, milhares de seguidores de ferramentas como o Photoshop e todos os estilos: realismo, surrealismo, abstrato, 2D a partir da fotografia, pintura digital, 3D etc. Essa evolução gera a necessidade de estabelecer um diálogo entre esse novo meio e o tradicional da pintura, escultura e desenho.

Uma arte cada vez mais democrática
Nos últimos anos a arte digital tem se democratizado rapidamente graças à facilidade de acesso – basta um computador e um ou dois softwares. O forte espírito comunitário encontrado na Internet e o fácil compartilhamento com o mundo tornam a arte digital muito atraente. Além disso, a magia da Internet e o prazer de compartilhar, interagir, fazer parte de uma comunidade como a Deviant Art, por exemplo, motivam muitas pessoas a praticar a arte digital, qualquer que seja sua forma.

Por que então a arte digital pena em ser reconhecida?
Existem muitas razões e algumas estão ligadas ao inconsciente coletivo. De fato, quando ouvimos a palavra “arte”, pensamos antes de tudo na Mona Lisa, Picasso, e outros grandes mestres. Para algumas pessoas, alguns pixels são insignificantes em comparação a uma tela que pode ser tocada. Além disso, a distinção entre talento e suporte é muitas vezes esquecida. Fazer pintura digital requer praticamente as mesmas qualidades que uma pintura tradicional em tela. A ferramenta é diferente, mas o talento e a criatividade por trás dela são os mesmos. Os artistas digitais confrontam-se como qualquer outro, com a dificuldade de uma “tela” em branco.

Karen Venturelli – Técnica mista de aquarela e digital

Para a artista brasileira Karen Venturelli, a arte digital chegou trazendo uma infinita gama de ferramentas e, com elas, a possibilidade de produzir arte de uma forma mais abrangente. “Com ela aprendi a misturar técnicas, imagens, fundos, texturas, cores e formas de uma maneira que a arte tradicional não permitia. Adoro a arte tradicional, mas confesso que a arte digital deu força a minha expressão e me permitiu criar de uma forma mais livre”, diz ela.

É claro que a origem da controvérsia vem das diferenças entre mentalidades, choque de gerações, hábitos culturais fortes, em que a arte tradicional tende a ser mais valorizada. Porém, o suporte e a ferramenta devem ser diferenciados do desejo de se comunicar, de se expressar e de criar e também do talento. Seja um pincel ou um mouse, a criatividade da pessoa, por trás, é a mesma.

Karen Venturelli – Técnica mista de aquarela e digital

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