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Redes sociais: como torna-las aliadas na hora de conseguir um emprego

Ponderar o que expor ou não na internet pode ser decisivo para ser contratado por uma grande empresa

Hoje em dia, são poucas as pessoas que não utilizam pelo menos uma rede social. A última pesquisa do Global Digital Statshot, feita em 2020, revela que estamos mais interligados do que nunca, já que grande parte da população mundial possui perfil em redes sociais. Dessa forma, pela primeira vez na história, o número de usuários que usam as mídias superou o número de pessoas que não usam – e a maior parte tem entre 16 e 36 anos, ou seja, estão em um período de formação de carreira. Mas como isso impacta o mercado de trabalho?

“Não podemos esquecer como os perfis nas redes sociais são uma espécie de vitrine onde qualquer um pode acompanhar o que você faz ou seu modo de pensar. Há cada vez mais casos de demissão envolvendo postagens polêmicas, onde colaboradores se envolvem em situações que se tornam públicas e a empresa opta por “desligar” o funcionário”, comenta Uranio Bonoldi, especialista em cargos de alta gestão. O mau uso da internet, pode, inclusive, causar demissão por justa causa.

Com as empresas de olho nos perfis, seja monitorando diretamente ou recebendo denúncias de pessoas que veem os conteúdos postados, é preciso ter cuidado com o que transmitimos ali, afinal, na internet, público e privado acabam por se misturar. “Algumas pessoas falam mal da empresa e do chefe nas redes sociais, sem nem se preocupar. Porém, para alguém tirar print da tela e enviar para os envolvidos, é muito fácil. Precisamos pensar duas, três vezes, antes de expor uma situação na internet”, recomenda Uranio.

Isso sem contar os casos em que os perfis nas redes sociais valem como critério de definição para que uma pessoa seja contratada ou não. O especialista questiona: “Que imagem você está passando com suas postagens? Você reclama demais? Compartilha fake news? Fala palavras de baixo calão e profere discursos de ódio? Tudo isso não é bem visto. Cheque notícias antes de compartilhar, prefira se informar por sites confiáveis e conhecidos, evite um tom pessimista sobre a vida e mantenha o respeito pelo outro”.

Em contrapartida, uma pessoa engajada, atualizada com o que acontece no mundo, que demonstra positividade, que valoriza seus hobbies e aqueles ao seu redor, ganha pontos. “Mostrar o que faz no tempo livre: que faz algum esporte, que curte cinema, que gosta de ler, que se preocupa com o outro e está por dentro das atualidades é algo que conta a favor do candidato”, diz Uranio.

Por último, mas não menos importante, um dos pontos chave para ter um perfil digno para conquistar as melhores vagas é o limite – compartilhar e postar muitas coisas pode ter o efeito oposto. “Muitas postagens em um curto espaço de tempo, todos os dias, demonstra que a pessoa passa tempo demais nas redes sociais, o que também não é algo que as empresas veem como algo positivo. É tudo uma questão de equilíbrio: entre vida pessoal, profissional e até na imagem que você passa nas redes sociais”, finaliza o especialista

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