Literatura

Mulheres na literatura: ranking revela os livros e escritoras

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mais buscados pelos brasileiros na internet 

Lista, liderada pela norte-americana Jamie McGuire, de “Belo Desastre”, conta

com obra de Carolina Maria de Jesus no top 5 maiores interesses dos internautas 

Seja por liderarem as vendas de livros no Brasil ou pelo grande sucesso nas premiações editoriais, não há como negar que o mercado literário nunca foi tão promissor para as mulheres — e os números, relembrados neste 8 de março, parecem não deixar dúvidas de tal ascensão. 

Ao que os dados sugerem, por exemplo, elas têm sido mais publicadas: segundo um levantamento do site Clube de Autores, especialista em autopublicação, a quantidade de escritoras lançando suas obras na plataforma passou de 34%, em 2019, para 40% em 2021, chegando ao recorde de 44% no ano seguinte.

Como consequência, como afirma o panorama da Câmara Brasileira do Livro, a participação feminina no setor já representa cerca de 40% dos livros publicados no país — no começo do século XX, para se ter uma ideia, a fatia não chegava aos 10% —, muitos dos quais vêm se tornando, além de fenômenos nas livrarias, destaques também nos mecanismos online, com picos de procura entre os internautas a cada novo mês. 

Mas, afinal, se as obras escritas por mulheres têm interessado cada vez mais leitores de Norte a Sul, quais delas estiveram por trás dos maiores volumes de pesquisa no Brasil recentemente? Quem tem a resposta é a Preply, que investigou as milhões de buscas mensais por livros na internet e traz, abaixo, os títulos e nomes femininos que marcaram as pesquisas da população nos últimos doze meses. Confira! 

Top 10 obras mais buscadas tem Jane Austen, Colleen Hoover e Carolina Maria de Jesus 

Pluralidade. Se pudesse ser resumida apenas em uma palavra, este certamente seria um dos termos que melhor descreveriam a lista de autoras destaque na internet nos últimos meses, haja vista o quanto os nomes que mais geraram buscas online se diferenciam uns dos outros. Ou vai dizer que existe palavra melhor para caracterizar um ranking formado por, simultaneamente, clássicas autoras inglesas como Jane Austen e grandes sucessos do Tiktok, como é o caso da norte-americana Ali Hazewood? 

Tamanha diversidade não impossibilita, de toda forma, certas aproximações entre as obras que mais vêm impelindo os internautas a recorrerem aos mecanismos de busca a cada novo mês.

Em meio à ampla variedade de origens culturais, épocas de publicação, gêneros literários e públicos-alvo, por exemplo, não há como negar que a bola da vez permanece com as autoras que escrevem para os leitores mais jovens, nicho do qual fazem parte onze dos quinze livros mais procurados pelos brasileiros — de histórias recentes como “O Príncipe Cruel”, de Holly Black, como as amplamente conhecidas “Harry Potter” e “Jogos Vorazes”, que conquistaram os corações de todo o mundo por mais de uma década. 

Não são elas, de toda maneira, as responsáveis por ocupar o topo do pódio das obras com mais buscas no país, já que quem leva os títulos de livros mais procurados nacionalmente são, na verdade, três diferentes histórias de amor: “Belo Desastre”, obra de Jamie McGuire e responsável por mais de 1,6 milhões de buscas, “Orgulho e Preconceito”, da autoria de Jane Austen, e, por fim, “Por Lugares Incríveis”, escrito por Jennifer Niven em 2015. 

“O crescente interesse na literatura produzida por escritoras pode ser visto como um reflexo de um movimento mais amplo em relação à igualdade de gênero e mudança social”, destaca Sylvia Johnson, líder de Metodologia da Preply. “Mergulhar na literatura de autoria feminina de todo o mundo não apenas acrescenta riqueza cultural, mas também diversidade linguística à nossa jornada de aprendizado.” 

Já para quem se questiona sobre o interesse pelas autoras brasileiras, a boa notícia é que, mesmo em menor quantidade se comparadas a outras nacionalidades, dois nomes de peso aparecem entre os que mais costumam interessar os internautas: Carolina Maria de Jesus e Ana Claudia Quintana Arantes. 

Em um momento no qual a vida e obra de Carolina Maria de Jesus vêm ganhando ainda mais importância no país (a escritora, uma das mais lidas durante a década de 1960, ganhou uma estátua e diversas exposições nos últimos anos), seu livro “Quarto de Despejo” chegou a ocupar o top 5 com os maiores volumes de pesquisa. Vale lembrar que, hoje, o romance autobiográfico que narra a vida da mineira em meio a pobreza é leitura obrigatória em diversos vestibulares ao redor do Brasil, entre eles a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). 

Outras brasileiras: as autoras nacionais que inspiraram mais pesquisas online 

Ora, além dos dois de nossos títulos e autoras figurando entre os mais pesquisados, que outras escritoras e obras nacionais vêm gerando mais interesse nos internautas segundo os mecanismos online? Para tirar essa dúvida, durante o levantamento, a Preply comparou apenas as buscas relativas a livros escritos por brasileiras… que, vale dizer, não estão muito atrás das artistas de outros países no quesito procura na internet. 

Nesse caso, não parece equivocado dizer que o ranking em questão de certa forma confirma o que antes era apenas uma impressão coletiva: o fato de que, quando o assunto é literatura, no geral, a “praia” de grande parte dos brasileiros é a não-ficção, categoria da qual fazem parte os quatro livros mais procurados nos últimos doze meses. 

As obras ficcionais, por sua vez, novamente se dividem entre narrativas que “bombam” entre os adolescentes (não à toa, fazem parte da lista Thalita Rebouças e Paula Pimenta, as “rainhas da literatura” para a garotada) e histórias voltadas aos mais velhos, entre elas duas publicações de Aline Bei, vendedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e indicada ao 64º Prêmio Jabuti. 

Enredo da escola Portela durante o carnaval deste ano, outro destaque da lista vai para o romance histórico “Um Defeito de Cor”, lançado em 2006 e, hoje, já considerado parte do cânone literário nacional. Quase vinte anos após sua publicação, a obra de Ana Maria Gonçalves, que reconta a história do país pelos olhos de uma mulher escravizada, inspirou mais de 135 mil buscas nos últimos meses — muitas dessas certamente influenciadas por sua ampla visibilidade nos meses de “esquenta” para o período carnavalesco.

Metodologia

Para desvendar quais as obras e escritoras mais pesquisadas no país, a pesquisa da Preply teve como ponto de partida todas as buscas relacionados ao tema “livros” nos mecanismos de buscas, abarcando pesquisas realizadas nos últimos doze meses. Uma vez compreendidas as autoras com os maiores volumes de pesquisa, uma segunda análise girou em torno dos títulos nacionais mais populares entre os internautas no período em questão. 

Sobre a Preply 

A Preply é uma plataforma online de aprendizagem de idiomas que conecta professores a centenas de milhares de alunos em 180 países em todo o mundo. Atualmente, mais de 40.000 tutores ensinam mais de 50 idiomas, impulsionados por um algoritmo de aprendizado de máquina que recomenda os melhores professores para cada aluno. Fundada nos Estados Unidos, em 2012, por três fundadores ucranianos, Kirill Bigai, Serge Lukyanov e Dmytro Voloshyn, a Preply cresceu de uma equipe de três pessoas para uma empresa com mais de 600 funcionários de 62 nacionalidades diferentes, com escritórios em Barcelona, Nova York e Kiev.

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