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Vida e Saúde Wal Reis

Mulheres e a vida por um “se”

Wal Reis é jornalista, profissional de comunicação corporativa e escreve sobre coisas da vida e comportamento no blog: www.walreisemoutraspalavras.com.br
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E se os filhos ficassem só no projeto? E se a faculdade fosse gastronomia e não Direito? E se naquele dia tivesse me rebelado e pegado o avião para a Espanha? Ou deixado a reunião pela metade depois de dizer tudo o que pensava sobre a empresa? E se tivesse desistido do casamento quando a intuição mandou? E se Francesca (Meryl Streep) tivesse aberto a porta do carro para ficar junto com seu amor, o forasteiro Robert (Clint Eastwood) em As Pontes de Madison?

E se?

A maioria das mulheres – talvez alguns homens também – respira uma angústia permanente, que envolve o verbo ter no pretérito imperfeito do subjuntivo, juntamente com a conjunção condicional “se”: e se tivéssemos feito isso ao invés daquilo? O que seria do hoje?
A resposta é que o hoje do caminho não trilhado carregaria exatamente a mesma pergunta porque grande parte das escolhas arrastam as correntes da dúvida sobre a possibilidade que foi deixada para trás. Mesmo quando temos a certeza de que fizemos a melhor opção. Mesmo assim, em algum momento mais adiante, vamos olhar para o passado tentando imaginar quem teríamos sido naquela vida não vivida.

É um exercício difícil seguir por uma estrada com tantas bifurcações prometendo levar à felicidade. Na verdade, o que nos faz pensar no “e se” são os tropeços. E é irresistível – e cruel – acreditar que a outra alternativa teria menos pedras machucando nossos pés.
O fato é que seriam outras pedras. Algumas, inclusive, maiores.

Idealizar o que não vivemos não é só uma utopia, mas um ato de “auto crueldade”. E não: muito provavelmente o namorado perfeito não foi o que você deixou falando sozinho e nem o emprego dos sonhos foi o preterido.

É imprescindível valorizar nossas escolhas e colocar fé de que, diante das circunstâncias apresentadas, fizemos sempre o que deveria ser feito e não apenas por confiarmos em nossa intuição feminina, mas simplesmente porque pensar o contrário é uma reflexão vazia, uma vez que a história nunca recomeça: viver é sempre o que acontece daqui para diante.

Vamos em frente, então?

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