Coronavirus

Médico esclarece dúvidas sobre a vacina da Covid-19

O médico José Roberto Zimmerman, alergista e imunologista, esclaresse as principais perguntas sobre a imunização do vírus

O médico José Roberto Zimmerman, alergista da Alergo Ar, esclaresse as principais dúvidas sobre vacina x COVID -19.

Qual a importância de conscientizar a população sobre o uso das vacinas?

R: O melhor medicamento é a vacina porque estamos prevenindo, evitando a doença, que sabemos, tem uma evolução imprevisível. Os pais que não vacinam filhos contribuem para que doenças já erradicadas, como por exemplo o sarampo, reapareçam, como temos observado, com diversos casos graves e até mesmo fatais. O Covid 19- a imunização pela vacina e as infecções contribuem para a imunização em rebanho. Quanto mais se vacina, mais cedo ocorre essa imunização   em rebanho.

Quais os riscos e consequências que os pais correm por não vacinar os filhos?

R: Os pais que não vacinam filhos contribuem para que doenças já erradicadas, como por exemplo o sarampo, reapareçam, como temos observado, com diversos casos graves e até mesmo fatais.

O quanto o indivíduo pode prejudicar a população ao não tomar a vacina imunizador?

R: O Covid 19- a imunização pela vacina e as infecções contribuem para a imunização em rebanho. Quanto mais se vacina, mais cedo ocorre essa imunização em rebanho.

Na sua concepção, a vacina deve ser obrigatória?

R: O melhor que tornar a vacina obrigatória seria fazer uma campanha ampla de vacinação enfatizando que se vacinar é pensar nos outros.

Existe algum risco ou cuidados a serem tomados, nas primeiras vacinas que chegarem a população?

R: Cuidados com as novas vacinas- elas diferem quanto ao seu mecanismo de ação: vírus inativado, Proteina Spike do Corona vírus e RNA mensageiro. As primeiras vacinas serão as menos elaboradas. O ideal é aguardar de 1 a 3 meses para verificar proteção e efeitos colaterais.

A importancia de tomar vacina pneumococia para auxiliar no combate do Covid -19?

R: Ainda não há vacina para a Covid-19. No entanto, grupos vulneráveis (idosos, diabéticos, asmáticos graves e soropositivos, por exemplo) podem diminuir o risco de internação e de piora do quadro se forem imunizados contra outra enfermidade: a pneumonia bacteriana, que causa inflamação nos pulmões.

As pessoas devem tomar as vacinas pneumocócicas pelas seguintes razões:

Infecções virais, como a Influenza ou pneumonias bacterianas deixam o indivíduo mais vulnerável à Covid-19, desta forma a imunização pneumocócica tem um importante efeito protetor;

Além disso, em alguns casos, a pneumonia pneumocócica pode complicar, exigindo o uso de respiradores artificiais. Como estes equipamentos são essenciais também para os casos severos de Covid-19, provavelmente não existirá equipamentos suficientes para todos.

Sou do grupo de risco para COVID-19, quais vacinas eu preciso tomar?

R: Em geral, os grupos de risco mais suscetíveis a contrair Covid-19 são aqueles de portadores de doenças crônicas (pessoas com doenças respiratórias, como asma, bronquite e DPOC, diabéticos, hipertensos, obesos, doentes renais e outros). Isso acontece porque esses pacientes já tem o sistema imunológico debilitado, o que os deixa ainda mais vulneráveis a contrair infecções, como a Covid-19.

Como a imunização é uma das formas de se prevenir infecções, é importante que o calendário vacinal desses pacientes esteja em dia. Para os grupos de risco, algumas vacinas são recomendadas, como influenza (gripe), meningocócica, pneumocócica, tríplice bacteriana, hepatite A, hepatite B, herpes zoster, HPV, febre amarela, tríplice viral e varicela (catapora).

Algumas dessas vacinas são indicadas de acordo com cada faixa etária e, em algumas situações, podem ser contraindicadas. Converse com o seu médico e veja quais vacinas você deve tomar por ser do grupo de risco para Covid-19.

Por que o movimento anti vacinas é prejudicial?

R: Sarampo, poliomielite, difteria e rubéola. São doenças que foram erradicadas e podem retornar ao Brasil. O crescimento do movimento antivacina tem sido apontado como o principal responsável por esse fato e tem preocupado especialistas da área da saúde no mundo inteiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, em queda há cinco anos, as coberturas vacinais não atingem nenhuma meta no calendário infantil desde 2018. O perigo da reintrodução de doenças já erradicadas ocorre porque a vacinação continua sendo a forma mais segura de prevenção contra as doenças infectocontagiosas.

Como exemplo, a vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada no Brasil gradativamente na década de 90 entre crianças de 0 a 11 anos. Por isso, pessoas com até 30 anos não chegaram nem a conhecer tais doenças.

Quais são os cuidados que eu preciso tomar com o meu pulmão após ter COVID-19?

Após a recuperação da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é importante se atentar para a saúde respiratória, pois a doença costuma causar sequelas no pulmão, como a diminuição da capacidade pulmonar.

Para tentar amenizar esses efeitos, é fundamental iniciar a fisioterapia respiratória tão logo estejam tratados os sintomas mais graves.

O paciente passa por uma avaliação para verificar o grau de comprometimento, recuperando assim a força muscular respiratória. Esse paciente faz algumas repetições através de um aparelho específico.

Tive COVID-19, e agora?

Em meio a orientações sobre como se prevenir contra o novo coronavírus e o que fazer em caso de sintomas, surge uma dúvida dos que já passaram pelas duas etapas. Depois da alta, seja laboratorial (quando o exame detecta a presença de anticorpos, mas a ausência do vírus) ou clínica (os sintomas já estão ausentes há algum tempo), o que fazer?

Pessoas que precisaram se internar e estiveram na UTI, provavelmente, vão precisar de tratamentos de recuperação, como a fisioterapia respiratória e muscular. Já aquelas que apresentaram sintomas leves e se recuperaram bem, podem voltar às suas atividades regulares, seguindo os devidos protocolos de segurança sanitária, como evitar aglomerações, lavar as mãos frequentemente e usar máscara.

Estou com alergia a máscara de proteção. O que posso fazer?

R: O uso de máscaras de proteção em lugares públicos é obrigatório durante a pandemia de Covid-19. Por causa dos longos períodos utilizando o acessório, algumas pessoas têm se queixado que a máscara provoca alergias à pele. Para não abandonar o uso do item, separamos algumas dicas para evitar alergias e irritações na pele:

– pacientes com dermatites de contato ou alergia a tecidos sintéticos devem dar preferência às máscaras feitas com tecido de algodão;

– evite usar maquiagem por baixo da máscara;

– tenha cuidado redobrado com acne;

– pessoas com pele ressecada devem aplicar hidratantes, loções ou séruns antes de colocar a máscara;

– pessoas que precisam passar o dia fora de casa devem usar diferentes modelos de máscara, pois isso vai evitar pressão nos mesmos lugares da face.

Para evitar vermelhidão ou inchaço, recomenda-se compressas de gaze umedecida com água fria ou soro fisiológico por cerca de 20 minutos.

Quem tem rinite tem mais facilidade para pegar COVID-19?

A primeira coisa que precisamos entender é que a rinite não tem relação com infecção viral. Mas se alguém infectado (assintomático) tiver alergia, ele irá propagar mais o Covid -19, pois a crise alérgica o fará espirrar, ter a tendência de coçar muito o nariz e os olhos, o que pode levar o vírus que está na mão desse paciente para o rosto e facilitar o contágio.

Outro ponto a ressaltar é que a alergia inflama a mucosa, comprometendo a sua função de barreira protetora, aumentando a predisposição à infecções.

Quem tem asma tem mais chances de contrair o COVID-19?

Quem convive com asma tem as mesmas chances de contrair o novo coronavírus que o restante da população. No entanto, pessoas com doenças respiratórias crônicas fazem parte do grupo de risco e, dessa forma, os cuidados devem ser redobrados. É muito importante que o tratamento contra a asma não seja interrompido e que todas as medidas para evitar o contágio de outras pessoas sejam adotadas.

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