High Point Market: suas tendências e influências em nossas casas
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High Point Market: suas tendências e influências em nossas casas

Por Myrna Porcaro
Realizada durante a primavera e o outono americanos, a High Point Market aponta certeiras tendências em cores, padrões, acabamentos e iluminação. Os organizadores da feira, que aconteceu entre os dias 13 e 17 de outubro, na Carolina do Norte (EUA), afirmam que os frequentadores buscam quatro coisas: parceiros, networking, ideias inovadoras e últimas tendências. O evento reuniu mais de 75 mil pessoas em seus 11,5 milhões de pés quadrados de exposição.

Visitamos a feira e resumimos aqui os principais lançamentos e tendências. Com relação às cores, à medida que a economia melhora, pode-se ver um futuro mais rico em tons. As pessoas têm menos medo deles. As cores e os estilos que usamos são um reflexo da política e da economia. A utilização de mais cor, inclusive, é um sinal de que as coisas estão melhorando, as pessoas se sentindo mais seguras e livres para ousar. Porém, os tons pastéis é que predominam e o “pink millennal” ainda é o favorito desde o ano passado. Azuis e verdes pálidos, nudes e lavandas também estão disputando as melhores vitrines dos mais renomados showrooms. O branco está sumido das decorações mais elegantes e o nude e o cinza claro são os neutros da vez. Sempre mesclados com castanhos, negro, e metalizados em cobre ou ouro.

A moda sempre influenciou o design de interiores, mas nunca mais do que hoje. Os padrões em evidência são arrojados e inspirados em ícones da moda como Diane von Furstenberg, Yves St. Laurent e Maison Chanel. O mundo dos estofados tenta reproduzir o universo dos acolchoados dessas incríveis bolsas. Este ano uma profusão de motivos de fauna, flora e natureza inunda as estampas e os revestimentos em tecidos. Total foco na sustentabilidade, desde a concepção dos produtos, a origem e as escolhas de matérias-primas e acabamentos, até o sistema de fabricação visando ao menor impacto no meio ambiente.

Nos tecidos, grandes progressos registrados em sua alta performance de resistência, principalmente nos lançamentos para áreas externas. São agora muito mais resistentes ao sol, água, óleo e tempo. Mas nem por isso sua forma de fabricação deixa de ser questionada, pois o respeito ao meio ambiente continua também sendo imprescindível. As formas orgânicas e as curvas para os móveis também se mantêm e provocam, levando uma certa sensualidade aos ambientes.

O dourado está com tudo, veio pra ficar e continuará ganhando mercado. O latão aparece em todas as versões de acabamentos. Temos visto a tendência metálica em tecidos, mas não tanto em bens duráveis, embora ela esteja vindo. O bronze é atemporal.

Lacas e acabamentos brilhantes “high gloss” em móveis mais requintados continuam chamando a atenção e disparando os preços. Há muito tempo a iluminação deixou de ser apenas funcional, tornando-se um dos principais elementos da decoração. Seja ela direta ou indireta, deve ser inteligente, econômica e impactante. Por isso, o planejamento em projeto é essencial.
Uma profusão de luminárias e chandeliers foi apresentada em High Point com requintes de design, muito luxo e tecnologia em alguns produtos, sempre com lâmpadas em LED e acionadas por automação responsável.

Os pendentes tipo sputnik, luminária estrelar em referência ao satélite soviético de 1957, continuam muito populares entre o público da feira.
Fotos: Daniel Mansur

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