Tense senior man sitting in living room at home
Coronavirus Vida e Saúde

Covid-19 x AVC: para os grupos de risco, uma corrida dupla contra o tempo

Pandemia afetou a rotina de acompanhamento médico de doentes crônicos e aumentou os riscos de ocorrência de Acidentes Vasculares Cerebrais

Idosos, pacientes diabéticos, hipertensos ou com sobrepeso são considerados grupos de risco para o novo coronavírus e devem, sempre que possível, adotar o distanciamento social. O problema é que os mesmos perfis apresentam risco aumentado para Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e estão adiando a visita ao médico por medo do contágio. “As pessoas ficaram tão preocupadas com a pandemia, que esqueceram do acompanhamento com o cardiologista ou neurologista, por exemplo”, aponta o neurorradiologista intervencionista do Hospital Santa Cruz, Dr. Marcelo Bolcato.

A recomendação continua sendo procurar o pronto-socorro ao menor sinal dos sintomas: dores de cabeça súbitas ou intensas, principalmente aquelas muito diferentes do comum ou nunca sentidas antes, alterações da fala e da capacidade de movimentar pernas e braços, perdas repentinas de força e desmaios. “Dor de cabeça é um sinal de alerta, é um aviso de que alguma coisa está errada, ainda mais se a pessoa nunca sentiu e agora começa a reclamar. Pode significar uma cefaleia tensional, mas também pode ser o princípio de um sangramento no cérebro, por isso é importante buscar ajuda médica”, ressalta Dr. Marcelo.


Contra o tempo

Desde janeiro de 2018, a janela para tratamento de AVC foi ampliada para 24 horas. Isso quer dizer que, com até 24 horas do início dos sintomas, a equipe médica consegue fazer a intervenção. “Mas quanto mais cedo o paciente chegar ao pronto-socorro, maiores são as chances de recuperação e menores as chances de complicações permanentes, como perda de movimentos ou dificuldades de fala”, reforça o médico.

Segundo Dr. Marcelo, a forma de tratamento também depende muito do tempo transcorrido. “Quando o paciente chega ao hospital com 4h30 do início dos sintomas, conseguimos fazer a aplicação de um remédio na veia para tentar dissolver o coágulo. Depois desse período, é preciso fazer uma trombectomia mecânica com o auxílio de um cateter e aplicação de stent para manter a artéria aberta”, completa.


Fonte: www.hospitalsantacruz.com.

You cannot copy content of this page