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Brasil: o país do futebol e de todas as outras modalidades

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Por Beatriz Pinho

A abertura oficial dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 aconteceu na sexta-feira, 23, e desde então os amantes do esporte têm encaixado a programação na rotina. O Brasil possui mais de 300 atletas do outro lado do mundo competindo por medalhas, alguns deles já obtiveram excelentes resultados e provaram que é sim o país do futebol, mas também é o país do skate, do surfe, do judô, da natação e de tantas outras modalidades. 

Até o momento os brasileiros conquistaram cinco medalhas: 1 ouro, 2 pratas e 2 bronzes. Esse resultado já faz história por alguns motivos, o principal deles é a conquista do pódio em duas modalidades estreantes: skate e surfe. No skate a nação brasileira pôde sentir orgulho de Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, ambos garantiram a prata. Kelvin foi o primeiro a garantir a alegria daqueles que passaram a noite assistindo a competição. Rayssa, ou a Fadinha, mostrou que esporte além de ser para homens e mulheres, não possui idade. Com apenas 13 anos, ela é a mais jovem medalhista olímpica da história do Brasil. 

O primeiro bronze veio com o judoca Daniel Cargnin, que conseguiu superar o número um do judô ainda nas quartas de final, o italiano Manuel Lombardo. Após muita garra ele garantiu a medalha e também emocionou quem o assistia. Em entrevista a TV Globo ele homenageou a mãe, Ana Rita Borges: 

​​”Queria que a minha mãe estivesse aqui. A gente sonhou isso junto. Vou ser bem sincero, o que eu queria agora era poder pegar, ligar para ela e falar que valeu a pena”

Saindo do tatame e indo para a piscina, Fernando Scheffer deixou sua marca ao conquistar o segundo bronze brasileiro na natação. A raia oito indicava que ele estava entrando na disputa com o pior tempo, mas com uma prova bem administrada o gaúcho deixou seu nome na categoria dos 200 metros livres. 

O lugar mais alto do pódio, e a única medalha de ouro até a data desta publicação, veio com Ítalo Ferreira no surfe. Com uma boa dose de emoção no início após quebrar sua prancha na primeira manobra, o surfista superou o japonês Kanoa Igarashi com a firmeza de quem mora em um país tropical com muitas ondas.

Diferente de Ítalo, Gabriel Medina não conseguiu superar Igarashi e acabou ficando de fora da final. Na disputa pelo terceiro lugar, o paulista perdeu para o australiano Owen Wirght. Medina, que é um dos surfistas brasileiros mais conhecidos do público, despediu-se das Olimpíadas sem medalhas, mas garantiu que vai continuar trabalhando. 

A cerimônia de encerramento acontece dia 8 de agosto e até lá é possível assistir os melhores atletas do mundo juntos em um só lugar: o Japão. Após o adiamento em um ano por conta da pandemia da COVID-19, o espírito olímpico acende, ainda mais, a esperança de que dias melhores estão por vir para todo o planeta.

Foto: Paulo / Fotos Públicas

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