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Art Basel Week por Blima Efraim

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Na semana de 29 de novembro ao dia 5 de dezembro, a cidade de Miami viveu uma verdadeira efervescência cultural. Milhares de pessoas circularam entre o “Miami Art Week”.

Pela primeira vez como colunista de arte, fui visitar algumas das feiras pensando no que eu iria escrever sobre o que vi. Pois bem meus amores, como eu posso escrever sobre o que vi, se o que vi não tem palavras para descrever?  Já que não vou criticar nada e ninguém, vou mais citar o que vi e não dar opinião como crítica de arte que não sou… e vou citar as galerias de arte Brasileira que marcaram presença!

NFT – Tezos

Mas antes quero dizer que os NFT (ficha ou cripto moeda não fungível), uma espécie de certificado digital via “blockchain”, bla bla bla, well essa arte em forma digital está em alta total e irreversível por enquanto. Vamos ver até quando. Milhões e milhões de dólares estão sendo investidos nessa plataforma digital. Eu mesma vou começar a criar meus próprios NFTs se alguém quiser colaborar comigo, claro.  Você artista que ainda não sabe do que estou falando, está na hora de prestar atenção! Eles bombaram em todas as feiras deste ano. 

ART BASEL- Que delícia poder voltar ao “normal” em uma Art Basel presencial. Dois anos esperando por esse momento sem preço. Fiquei animada em ver que a arte mudou e que a inovação tomou conta da cidade, sem falar no mundo todo. A era digital está cada vez mais forte, mas creio que nós artistas “de parede” nunca perderemos nosso lugar ao sol e teremos um valor eterno. Imagina Van Gogh visitando a Basel e tentando entender sobre os NFT que tomaram conta do pedaço… Por outro lado, uma tela de arte tradicional da nossa querida artista plástica brasileira, Beatriz Milhazes, representada pela Pace Gallery, “O Sanfoneiro alegre”, foi vendida no primeiro dia de abertura, por $1.3 milhões de dólares. O Brasil está sendo o queridinho das feiras internacionais, pode crer! Que orgulho da Beatriz.

Galeria Portas Vilaseca ARTISTA: Rafael Baron

Outra galeria representando nosso Brasil foi a LUCIANA BRITO GALERIA/GALERIA ESTAÇÃO, selecionada pela LATITUDE, que é uma plataforma de arte brasileira que promove artistas e galerias no cenário internacional. A galeria trouxe trabalhos de Regina Silveira, Hector Zamora e Waldemar Cordeiro. Outras conceituadas galerias como, A Gentil Carioca, Gomide & Co, Central Galeria, Nara Roesler, entre outras estavam trazendo nossa arte e cultura com muito orgulho de poder estar nos representando.

Galeria Luciana Brito; Regina Silveira: Fauna Mix

Fora nossas galerias brasileiras, havia uma mescla de “Ugly Art”- em alta agora; pouco abstrato e muito retrato. Até que enfim! Eu como artista figurativa estou feliz.

O ART BASEL está de parabéns pela organização e pelo respeito à saúde dos visitantes exigindo a prova da vacina Covid-19 e o uso de máscara. Se eu pudesse eu ficaria aqui escrevendo pra sempre. Valeu a pena a visita.

UNTITLED ART – a 10a edição dessa feira de arte contemporânea, que trouxe mais de 145 galerias e organizações de várias partes do mundo, estava situada bem na areia da praia de South Beach, na Ocean Drive. O dia não podia estar mais bonito; um céu azul e aquela vista linda do mar. Até então eu não sabia o que ia encontrar lá dentro. Não quis pesquisar antes sobre as galerias e artistas que estariam lá – gosto de surpresas, e já que somos uma revista brasileira, vamos falar dos expositores brasileiros dessa feira de arte e de todas que visitei. Na UNTITLED visitei a galeria Portas Vilaseca, do diretor e fundador Jaime Portas Vilaseca, representando Manolo Penalva, Pedro Victor Brandão, Rafael Baron e Zé Carlos Garcia. Nenhuma “artista” mulher sendo representada dessa vez, mas a instalação do Zé Carlos me chamou atenção pela beleza de sua instalação bem brasileira.

Também na areia da praia estava a instalação de @reginaparra, “Forbidden Bird” com duas peças de néon – projeto das queridas do @The55Project. Outras galerias da feira representaram neste ano, menos abstrato e mais figurativo. 

SCOPE MIAMI BEACH- celebrando 20 anos de Miami! Também nas areias brancas de South Beach apresentou 140 expositores internacionais com artistas emergentes e programas criativos multidisciplinares com painel de discussões e eventos. Na feira, mais um atestado de que a arte figurativa está com tudo novamente. Saphira & Ventura Gallery era a única galeria brasileira/americana representando os NFT artistas, e a artista plástica brasileira Leticia Mercier. A curadora de arte Maria Nápoles da LAAP Latin America Art Pavillion, que já trabalhou com nossos artistas brasileiros, também marcou presença na feira e Rogério Peixoto sendo representado por uma galeria de Nova Iorque. Organização impecável!

ART MIAMI and CONTEXT- pertencente ao grupo INFORMA MARKETS, a líder de todas as feiras de arte, com seus 31 anos trazendo arte moderna e contemporânea ao mercado americano. Neste ano eles contaram com mais de 135 galerias internacionais de 17 países. Organização impecável com galerias altamente respeitáveis no meio artístico. Na entrada a exigência de máscaras e prova de vacina Covid-19 ou exame negativo. Super responsáveis, gostei, pois sou uma mulher precavida, assim posso dizer. O ART MIAMI, pelo 11º ano consecutivo, tem sido o benfeitor VIP exclusivo do Museu de Arte PEREZ de Miami. Eles já doaram mais de duzentos e setenta e cinco mil dólares cumulativos para promover a coleção e missão do museu. Não havia galeria brasileira nessa feira, mas ela apresentou trabalhos maravilhosos de artistas emergentes e os bam bam bans, Pablo Picasso, Hans Hofmann, Alexander Calder, Yayoi Kusama, Andy Warhol, Robert Rauschenberg, Basquiat, Roberto Matta que eu amo e muitos mais. Uma feira que eu tenho o prazer de voltar todos os anos. A CONTEXT art Miami, a irmã caçula do ART MIAMI, se apresentou pela 9th edição com 61 galerias internacionais. O par não decepcionou!

RED DOT & Spectrum

A Red Dot, estabelecida em 2006, exibiu neste ano mais de 75 galerias com mais de 500 artistas entre fotógrafos, escultores, 3D wall artists e mais. Vários artistas brasileiros estavam expondo nessa feira que é aberta a galerias de todo o mundo.

RedDot: Edu Danesi

 Há sempre prêmios e incentivos para os melhores da exposição. O “The House of Arts”, uma plataforma multimídia  de arte contemporânea, fundada por Jade Matarazzo e Giuliana Brandão, com a curadoria de Simone Piva, deram um show esse ano. Pela primeira vez juntas apresentando mais de 30 artistas brasileiros e internacionais com obras contemporâneas de escultores, artistas plásticos e fotógrafos. Já no primeiro dia, a alegria dos vários “RED DOTS” ao lado das obras de Chris Papita, artista de Guatemala que vendeu seus dois trabalhos hiper-realistas, assim como os brasileiros Geraldo Jacob e Dirce Fett. 

Talento não faltou. Amei o trabalho “África” de Ildeu Lazarini, a pintura super blue da Mônica Mattedi, a pintura/escultura de Edu Danesi, as fotografias de Messi e Alex Korolkovas e as bicicletas super fofas da Yenny Carruyo. Parabenizo a todos! Outra brasileira maravilhosa, desta vez representando outros artistas e fotógrafos, foi a Liz Wood com seu booth Liz Wood Art Selection.

RedDOT Monica Mattedi

O SPECTRUM teve a curadoria de mais de 150 artistas independentes e galerias de arte recém começando a carreira. A parte boa é que você pode encontrar os artistas e conversar com eles “tete a tete” sem a pressão das grandes galerias de arte.

E é isso pessoal, agora vamos esperar até 2022 e ver se o mundo virtual dos “NFT” vai continuar com essa força toda, e quem sabe vocês irão me ver criando alguns deles também! Beijos!

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