Martha Graeff
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Martha Graeff – Estilo, solidariedade e transformação

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Dona de um estilo único, Martha Graeff sempre teve a moda como uma parte essencial de sua vida. Desde cedo, ela colecionava revistas internacionais, observando tendências com curiosidade e coragem para ser diferente. Com uma carreira multifacetada que incluiu o mundo da moda e agora se estende ao filantropismo, Martha compartilha conosco sua jornada marcada por desafios e conquistas.

Iniciando sua carreira como modelo internacional aos 16 anos, Martha enfrentou obstáculos significativos ao deixar o Brasil e mergulhar em um novo mundo. Lidar com a distância da família e a adaptação a novas culturas foram apenas algumas das dificuldades que ela enfrentou. No entanto, essas experiências moldaram sua resiliência e determinação, permitindo-lhe construir uma carreira de sucesso e encontrar em Miami um lar longe de casa.

Martha Graeff

Além de sua atuação no mundo da moda, Martha Graeff também é conhecida por sua dedicação à filantropia. Em 2019, inspirada por uma visita à Índia, ela fundou o Bazaar for Good, um evento que arrecada fundos para causas humanitárias. Com seu espírito empreendedor e sua rede de contatos, Martha transformou um sonho em realidade, demonstrando o poder da solidariedade e da ação coletiva.

A maternidade também desempenha um papel central na vida de Martha. Desde sempre, ela sonhava em formar uma família e encontrou na relação com sua filha uma fonte de alegria e plenitude. Equilibrar sua vida profissional com a maternidade não é tarefa fácil, mas Martha encontra gratificação em cada conquista e em cada momento compartilhado com sua filha.

Com o lançamento de seu novo projeto, a marca “Happy Aging”, Martha Graeff continua a explorar novos horizontes. Mais do que moda, essa iniciativa reflete sua paixão pela saúde e bem-estar, promovendo a ideia de que a beleza está intrinsecamente ligada à saúde interior.

Ao longo dos anos, Martha Graeff cresceu, aprendeu e evoluiu. Com a sabedoria adquirida, ela se tornou mais resiliente e focada em sua jornada pessoal. Olhando para trás, ela reconhece a importância de viver o presente e valorizar as conexões genuínas que enriquecem sua vida.

Martha Graeff

A Martha de hoje é uma inspiração, uma mulher que transcende os limites da moda e da filantropia, buscando sempre fazer a diferença no mundo ao seu redor. Em sua jornada de autodescoberta, ela nos ensina que a verdadeira beleza reside na bondade, na compaixão e na busca por um propósito maior.

Você trabalhou como modelo por muitos anos e também viveu muitas mudanças em sua carreira. Conte um pouco sobre isso.

Comecei a trabalhar muito cedo. Minha mãe era apresentadora de televisão no Rio Grande de Sul e aos 13 anos já estava fazendo comerciais com ela. Aos 14 já apresentava um programa de música. Aos 16 anos comecei a trabalhar como modelo internacional viajando pra Europa durante minhas férias de escola. Foi um período difícil pra mim pois era muito nova, não falava inglês direito e viajava muito. Mas foram experiências importantes onde consegui me libertar financeiramente e construir uma carreira internacional. Grandes aprendizados.

Dona de um estilo único, você sempre teve a moda muito presente na sua vida. Como começou essa relação?

Me relaciono com a moda desde muito cedo. Colecionava revistas de moda internacionais e observava tendências, sempre com muita curiosidade e sem medo de ser diferente. Ao longo do tempo, desenvolvi meu próprio estilo, incorporando influências e experimentando com diferentes peças para refletir minha personalidade.

Você saiu do Brasil muito jovem, trilhou um longo caminho e teve que tomar muitas decisões, a primeira delas deixar a família. Conte quais foram as maiores dificuldades que você teve que enfrentar?

Na época em que saí do Brasil, não tínhamos a facilidade de comunicação que existe hoje, como o FaceTime. As opções de contato eram limitadas, dependíamos principalmente de telefonemas e e-mails, o que tornava a distância ainda mais desafiadora. Lidar com a distância da família foi difícil, especialmente aos 16 anos. Além disso, enfrentar um novo ambiente, cultura e tomar decisões independentes demandaram adaptação e resiliência. A busca pela estabilidade financeira e o desenvolvimento pessoal também foram obstáculos significativos ao longo desse caminho.

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Você considera hoje Miami sua casa?

Embora tenha deixado o Brasil cedo, considero Miami uma parte significativa da minha vida. A cidade tornou-se um lar ao longo dos anos, oferecendo experiências enriquecedoras e oportunidades. A ideia de “lar” para mim é uma combinação de lugares especiais ao longo da jornada, e Miami certamente desempenhou um papel fundamental nesse aspecto.

Miami tem muitas coisas a oferecer, é uma cidade cheia de surpresas e lugares encantadores. Quais são os seus lugares favoritos aqui e o que mais gosta de fazer?

Gosto muito de ir à praia nos fins de semana. Frequento o hotel Faena por ser sócia de lá. Adoro fazer meu pilates durante a semana, ir ao Pura Vida tomar um café, levar minha filha no parquinho… Essa é a minha rotina. Gosto de sair pra comer bem. Um dos meus restaurantes favoritos é o Casa Tua e Casaddona.

Conta um pouco para nós sobre sua rotina de exercícios e alimentação. O que você faz para se manter sempre bem?

Minha rotina de exercícios envolve uma combinação de treinos variados, como pilates, treinamento de força e yoga. Também adoro surfar e jogar tênis. Priorizo a consistência e encontro atividades que me motivam. Quanto à alimentação, busco uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, com ênfase em alimentos naturais. Manter a hidratação é crucial. Encontrar um equilíbrio entre exercícios regulares e escolhas alimentares saudáveis é fundamental para meu bem-estar. Não gosto de me privar de nada.

Tem algo da culinária brasileira que não pode faltar na sua casa?

Pão de queijo, arroz e feijão. Eu e minha filha amamos!

Sabemos que você adora viajar pelo mundo, mas quando se trata da Flórida, qual lugar você recomendaria para passear e por quê?

Adoro o The Moorings na Isla Morada. É um lugar maravilhoso pra descansar está muito perto de Miami.

Pelo que demonstra, você tem uma ótima relação com a sua filha. Ser mãe sempre foi prioridade para você? O que mais gostam de fazer juntas?

A maternidade sempre foi um sonho profundo para mim. Desde jovem, cultivava o desejo de formar uma família e vivenciar a experiência única de ser mãe. Esse anseio moldou muitas das minhas escolhas ao longo da vida, e encontrar a realização desse sonho trouxe uma alegria e plenitude que transcende todas as expectativas. Ela é minha melhor amiga e uma menina super tranquila, da pra levar em todos os lugares e fazemos tudo juntas. A melhor parte do meu dia é levá-la na escola. Vamos contando no caminho todo!

Como você equilibra sua vida profissional com a maternidade e quais são os desafios e recompensas?

Equilibrar a vida profissional e a maternidade é um desafio constante. Quero estar sempre perto dela, mas meu trabalho exige que eu me ausente. Organizo minha rotina de trabalho de maneira eficiente, priorizando tarefas e otimizando o tempo. No entanto, as recompensas são imensas: ver o crescimento da minha filha, compartilhar conquistas e construir uma relação forte. Encontrar esse equilíbrio traz satisfação e um senso significativo de propósito.

Quando surgiu a ideia de trabalhar com filantropismo, quais foram os desafios enfrentados para que um sonho se tornasse realidade?

Comecei a minha jornada na filantropia em 2019 quando visitei uma escola na Índia. Voltei pra Miami sabendo que tinha que fazer alguma coisa para ajudar as crianças que tinha visto e foi quando criei o Bazaar for Good. Comecei vendendo minhas roupas e pedindo doações para marcas e pessoas conhecidas. No primeiro Bazaar consegui levantar 120 mil dólares em um dia. Nesse dia soube que tinha criado algo muito valioso e que ajudar ao próximo seria meu propósito de vida.

Como você vê o papel do filantropismo na sociedade e qual é a importância de ajudar a quem precisa?

O filantropismo desempenha um papel vital na sociedade, pois proporciona apoio e recursos a causas essenciais. Ajudar quem precisa não apenas alivia o sofrimento imediato, mas contribui para a construção de comunidades mais fortes e justas. O impacto positivo do filantropismo se estende além das necessidades básicas, promovendo mudanças duradouras e inspirando outros a fazerem a diferença. É uma maneira poderosa de construir um mundo mais solidário e igualitário.

O Bazaar For Good já conquistou um nome forte e com importantes parcerias. Como o projeto funciona e quem pode participar?

No Bazaar for Good recebemos doações de roupas de marcas de roupas e acessórios do mundo todo e também experiências aonde colocamos no nosso leilão. Doamos todos os lucros do evento para umas organizações diferentes todos os anos. Também temos painéis com convidados especiais e um grupo de influenciadores que usam suas plataformas neste dia para fazer o bem. O evento acontece no Miami design District no dia 10 de maio. Aproveito para deixar nossa arroba, caso queiram mais informações. @thebazaarforgood

2024 está cheio de surpresas e sabemos que você está focada em um novo projeto, algo que vai além da criação de uma marca. Poderia comentar um pouco mais sobre isso?

Trabalho com moda há muitos anos, mas saúde e bem estar sempre foi minha paixão. Há anos venho falando sobre meditação, positividade, Ayurveda, suplementação e como como tudo acontece de dentro pra fora. Estou criando uma marcar que reflete exatamente isso. Se chama Happy Aging e será a primeira marca focada em longevidade feminina. Lançaremos esse ano ainda.

O que motivou a criação do seu novo projeto e como ele se alinha com seus valores e interesses pessoais?

A criação do projeto “Happy Aging” reflete minha paixão pela saúde e bem-estar, indo além da moda para abraçar a longevidade feminina. A motivação surgiu da convicção de que a beleza está intrinsecamente ligada à saúde interior. Alinhar o projeto com meus valores pessoais permite compartilhar práticas como meditação, positividade e Ayurveda para promover o envelhecimento saudável, integrando moda e bem-estar de maneira única.

Para finalizar, conta para a gente qual a diferença da Martha de hoje para a Martha de ontem? O que você não faria com a experiência que tem hoje?

A Martha de hoje é moldada por experiências, aprendizados e evolução constante. A diferença reside na sabedoria adquirida ao longo do tempo, na capacidade de lidar com desafios com mais tranquilidade e na clareza de objetivos. Com a experiência atual, evitaria preocupar-me excessivamente com o que está além do meu controle, focando mais na jornada e nas conexões significativas. A maturidade traz a compreensão de que o crescimento pessoal é um processo contínuo e valioso.

Fotógrafo: Marcio Amaral

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