Imigração

Mais de 21 mil executivos deixaram o Brasil desde 2018

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Profissionais já atuavam em projetos estratégicos no Brasil e imigraram para trabalharem com melhores condições.

A estratégia americana adotada desde 2021 para retomar a economia aos níveis pré-pandêmicos o mais rápido possível tem causado impacto não só na política brasileira de juros. Os efeitos também são notados quando se olha para o número de executivos locais transferidos para um escritório nos EUA, bem como para profissionais enviados para a América do Norte para abrir um escritório afiliado. A comprovação está no número de vistos L1 emitidos pelas autoridades imigratórias.

Levantamento da Dell’Ome Law Firm, escritório com sede em Nova York especializado em imigração de brasileiros para os EUA, feito na base de dados divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano, mostra que desde o ano fiscal da imigração que começou em 1 de outubro de 2018 até abril do atual ano fiscal de 2023, foram concedidos 21.682 vistos L-1 para executivos com cidadania brasileira. Ou seja, o Brasil importou quase 5 mil executivos por ano, de outubro de 2018 até abril de 2023. São profissionais, principalmente, das áreas de Indústria farmacêutica, indústria de auto, T.I., energia renovável, e que normalmente já atuam em projetos estratégicos no Brasil.

Neste mesmo período, 29.293 vistos L-2 (cônjuges e dependentes de um titular de L-1) foram emitidos para membros da família dos titulares de visto L-1 em transferência para os Estados Unidos. Somadas, nas duas categorias foram 50.975 vistos de imigrante temporário para cidadãos brasileiros.

Como nas demais categorias de visto, houve uma queda generalizada a partir de abril de 2020, devido ao fechamento consular dos EUA em virtude da pandemia. Conforme a imunização foi avançando, o ritmo de emissão nos consulados americanos no Brasil foi se normalizando.

Liz Dell’Ome, advogada fundadora da Dell’Ome Law Firm, explica que em 2022 houve um acréscimo substancial por dois motivos: maior número de aplicações de interessados em obter esse tipo de visto com a reabertura dos consulados, e o esforço das equipes consulares para reduzir o backlog nas emissões desse tipo de visto. “Como são vistos de profissionais executivos, altamente qualificados, essa guinada é parte de uma estratégia importante dos EUA para gerar impacto e auxiliar na retomada da economia americana aos níveis pré-pandemia o mais rápido possível”, ressalta Liz Dell’Ome. “Vistos L podem ser renovados, estendidos, ou derivar para uma outra categoria de visto chamada EB-1 C, que leva o profissional e seus dependentes para Green Card, a Residência Permanente nos EUA”, completa.

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