A bailarina Itzkan Barbosa foi pintada pelo artista Eduardo Kobra no mural do Arsht Center em Miami
Arte Entrevistas

Bailarina brasileira é retratada em mural de Eduardo Kobra em Miami

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Ela é filha de uma brasileira e um mexicano, que juntos foram viver em Nova York para estudar dança contemporânea, na cidade onde nasceu Itzkan Barbosa, há 17 anos. Após completar um ano de vida, ela se mudou com a família para a Carolina do Sul, mas algum tempo depois voltou para Nova York, em busca do sonho que herdou dos próprios pais: a dança. Hoje, cursa o programa pré-profissional intensivo do Miami City Ballet. Um sonho conquistado por meio de muito esforço e dedicação que fez Itzkan ganhar, por merecimento, uma bolsa de estudos do programa de incentivo da Perrotti Family na renomada escola. Por ser uma das estudantes do programa e ser brasileira, ela foi escolhida para representar o talento das jovens no mundo das artes, no mural do artista plástico brasileiro Eduardo Kobra – com idealização de Jade Matarazzo e apoio da Acontece Magazine -, em uma das torres do Arsht Center for the Performing Arts, em Miami. Logo após a inauguração do mural, a bailarina nos concedeu esta entrevista exclusiva. Confira.

Itzkan, quando você começou a dar os primeiros passos no ballet?
Quando eu tinha um ano de idade, minha mãe trabalhava muito, ensinando dança, e ela me levava para os estúdios de balé, ainda usando fraldas, e acho que foi assim que comecei (risos). Mas comecei a estudar mesmo dança clássica a partir dos oito anos de idade.

Como você chegou ao programa do Miami City Ballet ?
Eu vim no verão deste ano e adorei o ambiente e os professores e me inscrevi para o programa pré-profissional do MCB. Felizmente, em setembro, eu consegui a vaga e comecei a estudar no lugar com que eu realmente sonhava, nesta importante instituição que é o Miami City Ballet.

Você conheceu o empresário e filantrópico Miguel Perrotti, grande incentivador do Miami City Ballet ?
Infelizmente, eu nunca tive a chance de conhecê-lo pessoalmente, mas ouvi lindas histórias do que ele fez pelos dançarinos do Miami City Ballet e tive a oportunidade de conhecer a família Perrotti e saber mais sobre o importante trabalho que eles fazem. Eu me senti muito orgulhosa de fazer parte disso.

Como você recebeu a notícia de que seria a bailarina modelo da obra do artista Kobra, no Arsht Center?
Eu recebi a notícia pela Stella Ford, que trabalha no Miami City Ballet e nos ajuda muito. Eu realmente fiquei chocada, não conseguia acreditar no convite, e logo depois foi uma loucura, muitas sessões de fotos, e tive a oportunidade de conhecer a idealizadora do projeto Jade Matarazzo, que me ajudou muito no ensaio de fotos e tudo.

E os seus amigos e a família? Como foi a reação deles?
Eles ficaram muito felizes e orgulhosos. Meus amigos e minha família começaram a falar que eu fiquei muito famosa! (risos). Eles falaram que agora todo mundo que passar por ali vai me ver nesse mural tão famoso e isso é muito legal e gratificante.

Como é a sua rotina como bailarina e como administra as aulas intensas e os estudos?
Eu estou no último ano da High School, agora, sou uma senior student. Mas estudo nas aulas à noite, porque estou estudando balé da manhã até a tarde. E como sou realmente focada nessa carreira, eu escolhi por estudar à noite e pretendo fazer faculdade on-line no próximo ano.

Quais são os seus planos? Você quer ser uma bailarina profissional e ter outra carreira paralela?
Eu amaria me tornar uma bailarina profissional do Miami City Ballet, sempre sonhei com isso, mas também quero fazer Physical Therapy, quero trabalhar como meus pais, Javier Azul e Miriam Barbosa, que são professores de Gyrotonic (um método de condicionamento físico) e cuidam de artistas e dançarinos. Eu penso em seguir esse caminho e quem sabe também ensinar.

Como foi o encontro com o Kobra, na época do lançamento do mural em Miami?
Foi incrível, ele é um artista extraordinário, foi muito bom conhecê-lo. Foi maravilhoso ver e conhecer mais o trabalho dele, estar perto de um artista tão famoso e ainda ser parte de uma de suas obras.

Se você tivesse a chance de dizer algo para o Miguel Perrotti, o que você diria?
Eu agradeceria muito, amaria agradecer a ele por poder representar o Miami City Ballet, representar a minha cultura e herança brasileira, através da arte do Eduardo Kobra. Foi uma grande honra pra mim. Agradeceria ao Miguel milhares de vezes.

Fotos: Bill Paparazzi

Mural do Kobra no Arsht Center em Miami

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