José Roberto Luchetti Turismo

NYC está mais pulsante do que nunca

O trágico impacto da COVID-19 fez a cidade desabrochar em pleno inverno e o clima festivo deve seguir até a primavera
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Nova York é múltipla, assim como Miami, com muita agitação cultural, bares, restaurantes e casas noturnas, porém as diferenças mais marcantes são as estações definidas, a concentração de pessoas em pouco espaço e a exigência de cartão de vacinação e ID, em praticamente todos os lugares como museus, casas de espetáculo, bares e restaurantes. Não há muito como escapar das “muvucas”, mas é possível também encontrar lugares interessantes e meio escondidos. NYC tem de tudo para todos os gostos.

Chelsea Market e Artechouse

Uma visita imperdível é o Chelsea Market, a região do bairro de mesmo nome está revitalizada, cheia de bares, restaurantes e atrações interessantes. O mercado possui várias opções de comida rápida, mas artesanal, cafés e sorvetes, com música ao vivo.

No local das antigas caldeiras, um enorme espaço de 6 mil metros quadrados, foi montado uma exposição que mistura arte, ciência e tecnologia. Uma experiência multissensorial e psicodélica com exibições que transportam o visitante para um mundo imaginário e alucinante com fartos recursos de iluminação, música e efeitos sonoros.

Artechouse é uma “viagem” pelo tempo e espaço no passado e no futuro potencial da cidade de Nova York. “A exposição é uma homenagem a uma das maiores cidades. Explorando Nova York através da mente de uma máquina, Machine Hallucination: NYC, visa descobrir a forma em constante mudança da cidade, evocando nossa memória coletiva e as maneiras como novas modalidades de representação visual podem alterar nossa percepção deste destino icônico”, informa o material de divulgação.

A exposição foi conceituada pelo artista turco Refik Anadol que utilizou 100 milhões de fotos públicas da cidade implantadas em algoritmos para a exposição que fica até 17 de janeiro.

Museu da cidade de NY

“No início dos anos 1980, Nova York era uma cidade em transição. A devastadora crise fiscal da década de 1970 e uma economia em espiral após anos de êxodo de negócios, perda de população e desinvestimento geral havia deixado a cidade marcada. Crime, decadência urbana e falta de moradia estavam em níveis alarmantes”, contextualiza uma das placas explicativas no museu da cidade. Ao mesmo tempo, uma reviravolta estava em curso com grande participação popular liderada pelo prefeito Edward Koch, que hoje é nome de uma das pontes que liga Manhattan ao Queens. Em 2016, o artista Levee Chavez convidou os transeuntes a se expressarem em notas adesivas e fixarem em um dos túneis do metrô da 14th Street, após a eleição de presidencial. O projeto foi batizado de Subway Therapy e logo se espalhou de forma espontânea para outras estações e resultou em 50 mil mensagens. Uma chama atenção pela atualidade (foto). Todas essas histórias e muito mais estão no museu.

Brooklyn

Para quem quer ver o skyline da cidade, a vista da região do Dumbo, no Brooklyn, é uma das melhores, além de possibilitar a travessia para o lado de Manhattan a pé por uma das pontes icônicas, que foi cenário para vários filmes. No Dumbo há opções variadas de restaurantes descolados, como Time Out Market ou Superfine.

A sorveteria que se auto intitula como sendo “famosa mundialmente” foi aberta em 2001 logo após os ataques do 11 de setembro. No cardápio poucos sabores como baunilha, chocolate, morango, noz pecam e café. Sem qualquer tipo de conservante, a iguaria foi descrita em artigo no The New York Times da seguinte forma: “os sorvetes praticamente flutuam em sua boca e não deixam uma película pesada em seu palato”. A Brooklyn Ice Cream Factory fica na 14 Old Fulton Street.

Queens

Uma atração imperdível no Queens é o Museum of the Moving Image, que mostra as técnicas e a história da televisão e cinema, com exposições fixas e temporárias. The Jim Henson Exhibition é uma experiência interessante para quem, no Brasil, curtiu Vila Sésamo ou os Muppets. “Certamente não é uma carreira que alguém planejaria… Eu me interessei por televisão, cinema e arte e, na verdade, quando fui para o teatro de fantoches, descobri que poderia combinar todas essas coisas”, afirmou Jim Henson que morreu cedo, mas deixou memórias para várias gerações.

Birdland Club Jazz

Opção noturna é o Birdland, uma tradicional, se não a mais de NYC. Por lá já passaram George Benson, Sammy Davis Jr., Duke Ellington, Dizzie Gillespie e uma lista interminável de grandes nomes. Muitas noites são três shows que acontecem, mas vale pela história do lugar e pela atmosfera, além é lógico da apresentação. Em dezembro estava por lá o saxofonista Frank Catalano que já tocou com Miles Davis, Stan Getz e Tony Bennett. Participou de gravações ganhadoras de três Grammy, além de 11 outras indicações ao mesmo prêmio.

Sempre Broadway

Nova York não existe sem os shows da Broadway e Times Square. É na noite que a cidade fica ainda mais pulsante. Vale destacar três espetáculos que estão com casas lotadas. O primeiro é o Tina Turner Musical, apresentação musical clássica, onde a intérprete Nkeki Obi-Melekewe está excelente no papel. Emocionante em muitos trechos ao retratar a difícil vida da cantora. O outro é Ain’t too proud que conta a vida e o momento histórico de The Temptations da famosa canção My Girl. E por último David Byrne em American Utopia no St. James Theater. Espetáculo conceitual e ativista que mexe com a plateia. Dois brasileiros, Gustavo di Dalva e Mauro Refosco, fazem parte da banda e trazem um batuque e gingado muito familiar aos nossos ouvidos.

Nova York é a esquina do mundo, seja num club de jazz, visita a um museu ou às centenas galerias de arte, passeio pelo Central Park ou qualquer um dos tantos observatórios no alto de prédios e restaurantes de inúmeras origens. Local onde o caos urbano impera, moradores de rua vagam pelo metrô expondo distorções, mas também é lugar de diversidade cultural, tantas etnias e encontro do passado, presente e futuro. NYC é o som alto e interminável de uma sirene de ambulância passando apressada por uma de suas avenidas e o barulho ecoando pelo alto dos prédios com motoristas impacientes a buzinar. Sinfonia que não para, que nunca dorme.

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