Culinária Vida e Saúde

Cultivar flores comestíveis une beleza e gastronomia

A apresentação de um prato faz toda a diferença, mesmo que seja aquela combinação simples do dia a dia, já que antes do sabor, são os olhos que têm que ser conquistados. Num mundo que se volta cada vez mais para o natural, as flores comestíveis, como o amor-perfeito ou a capuchinha, têm atraído a atenção de chefes criativos e dão um toque gourmet até aos pratos feitos por cozinheiros de final de semana.

Em tempos de Covid-19, a jardinagem e o cultivo de hortas caseiras vêm ganhando cada vez mais espaço na casa dos brasileiros como uma forma de se reconectar com a natureza, produzir seus próprios alimentos e inserir uma alimentação variada, livre de defensivos e transgênicos na rotina diária. É o que defende a campanha “Pratique Plantoterapia”, criada pela linha de sementes Topseed Garden.

O coordenador de Qualidade de Sementes da Agristar do Brasil e engenheiro agrônomo, Carlos Formoso, explica que no caso das flores comestíveis, o importante é saber quais flores conciliam beleza e sabor e, principalmente, de onde elas vêm. “Certamente não servem as compradas em floricultura, devido ao forte uso de defensivos químicos. Tampouco as ‘encontradas por aí’. Para estar totalmente seguro, o melhor é comer flores que você mesmo cultivou a partir de sementes ou de empresas especializadas no ramo. Só com elas você tem certeza da ausência de contaminantes, e ainda sente o enorme prazer de praticar jardinagem”.

As flores, além de tudo, fazem muito bem para a saúde. A capuchinha, por exemplo, é considerada uma planta medicinal com inúmeras funções, inclusive as de combater a depressão e ajudar na cicatrização de feridas. A maioria das flores comestíveis contém antioxidantes, como a vitamina C, flavonoides e antocianinas. Para saber qual contém o que, basta observar as cores: amarelo e vermelho indicam a presença de carotenoides; azul, roxo, lilás e vermelho estão ligados às antocianinas.

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