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Como observar baleias?

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por José Roberto Luchetti

O Uruguai é uma das nações da América Latina que mais preserva os recursos naturais e de maior conscientização ambiental. O Ministério do Turismo promove o país com a marca UruguayNatural exatamente valorizando esses aspectos. O país com 3,5 milhões de habitantes recebe outros 3,5 milhões de turistas anualmente, vindos principalmente do Brasil e Argentina durante os meses de verão. Mas, de agosto a outubro, no ápice do inverno e começo da primavera, quem aparece são as baleias franca austral que visitam a costa uruguaia, sul do Brasil e norte da Argentina. Elas vêm acasalar e dar à luz aos filhotes.

O representante da OCC – Org para la Conservación de Cetáceos, Marcelo Sivack, explica que as baleias chegam ao litoral uruguaio com cerca de 70 centímetros de uma capa de gordura no corpo, adquirida nos mares mais ao sul, onde se alimentam nos demais meses do ano. “Em águas ainda mais frias, há mais oxigênio e fartura de alimento, krill, e a franca faz essa reserva para os ‘dias de jejum’ por aqui”, explica sobre o comportamento delas. Os litorais uruguaio, argentino e sul brasileiro são uma espécie de motel e berçário ao mesmo tempo. Sivack brinca dizendo que elas não se alimentam ‘nessas bandas’ porque os restaurantes são muitos caros.

Marcelo Sivack promoveu uma palestra pela passagem do Dia Nacional de Proteção da Baleia Franca Austral. Sim, os uruguaios têm uma data temática para essa espécie. Na conferência, o especialista ensinou como é possível localizar as baleias a 500 metros de distância da costa: “esses animais ficam muitos minutos embaixo d’água mas, antes mesmo de aparecer na superfície, alguns sinais são bastante característicos” e completa: “percebe-se um movimento diferente nas ondas, as aves começam a sobrevoar por perto, porque quando a baleia chega à superfície pequenos peixes são lançados no ar e logo é possível observar o spray de água de até quatro metros em formato de V que sai pelo espiráculo”.

A partir daí, pode se observar um salto, a calda, ou o dorso da franca, muito característico com áreas de pele espessada e de coloração branca contrastando com o cinza escuro do restante do corpo. “Antes de tudo, observar baleias é um exercício de paciência, de meditação ativa. Uma completa oposição à vida moderna, onde tudo é imediatista e está à palma da mão, dentro de um aparelho celular. É uma verdadeira mudança de paradigma”, filósofa o especialista em ciências do meio ambiente.

A representante do Ministério do Turismo, Mónica Lozano, também palestrante do evento realizado na Liga de Fomento e Turismo de Punta del Este relacionou os itens necessários para observar baleias, cerca de 600 animais que se espalham pelos litorais dos três países. “É preciso tempo, paciência, binóculos, abrigo, por conta dos dias frios e vento forte na região, comida, água e informação. E estar atento”, concluiu. Marcelo Sivack completou lembrando que muitos ficam frustrados ao dedicar um dia inteiro e não conseguir ver os gigantes mamíferos. “A baleia é como uma fruta em uma torta. Devemos curtir todo o ambiente e se elas aparecerem ganhamos o prêmio”.

Os fotógrafos Álvaro Pérez Tort e Diego Rubio são especializados nos registros das baleias franca austral. Eles criaram uma página no Instagram (@ballenaUY) onde publicam os cliques. “Fotografar baleias é um caminho sem volta pelos momentos mágicos que elas proporcionam. É um privilégio flagrar e poder compartilhar”, relata Álvaro Pérez que também criou um grupo no Telegram para informar em qual local do litoral as baleias são avistadas. As fotos registradas foram feitas na costa de Maldonado, Punta del Este e José Ignacio, no Uruguai.

Fotos: Alvaro Pérez Tort e Diego Rubio

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