Economia

Caixas eletrônicos ainda têm vida longa pela frente

Sim, ainda existem diversos caixas eletrônicos nas ruas, em lojas, mercados, shoppings, em passarelas e em estações de metrô. Apesar do avanço progressivo dos sistemas de pagamento em todo o mundo, e todas as inúmeras facilidades que isso envolve, o bom e velho terminal de autoatendimento não vai sumir tão cedo.

Os grandes bancos estão cada vez mais enxugando as suas estruturas. Afinal, as agencias precisam se remodelar, redimensionando diretorias, áreas de apoio e rede, e apostando em terminais de auto atendimento, que já é uma tendência mundial. Claro, que tudo isso é um desafio constante, porque esbarramos em várias questões como desligamento de equipes inteiras, recolocações e uma série de outros pontos, mas o caminho é sem volta.

Diversos especialistas apontam que se o país desejar, de fato, ser mais presente no setor financeiro, precisa reduzi custos e garantir a interoperabilidade dos caixas eletrônicos. A discussão se as pessoas preferem cartão, dinheiro, ou digital é totalmente desnecessária, a preocupação deve ser em torno de oferecer a melhor experiencia para o cliente, seja ele onde estiver, e dar meios dele decidir qual meio vai usar.

Fora do Brasil, esses terminais possuem presença constante, principalmente nos grandes centros turísticos e deverão crescer em todo o mundo. Pasme, ainda há diversos lugares que aceitam pagamento somente em dinheiro. Além disso, ter a possibilidade de acessar um ATM, sacar com o seu cartão de crédito em dólar, evita que o turista, ou qualquer pessoa, tenha que sempre se preocupar em manter alguma quantia, em espécie, na carteira.

Nos Estados Unidos, a população tem uma postura mais autossuficiente na execução de operações financeiras via caixas eletrônicos, a realidade dos ATMs, ou caixas eletrônicos já é impressionante. A cidade de Nova York, por exemplo, está se unindo a uma tendência que já domina o resto do país. Menos agências bancárias ou unidades menores.

Além de serem úteis ao dia a dia, os ATMS também são uma forma de investimento. Quando uma pessoa retira dinheiro em um caixa eletrônico, paga uma taxa média de U$ 2,99 por saque sendo que 30% é transferido para o local em que o caixa eletrônico está instalado, U$ 0,75 relativos ao capital de giro fornecido pelo investidor para distribuição eletrônica de dinheiro, que são utilizados para serviços de manutenção e administração, e o valor restante é para o próprio investidor. Dessa forma, o proprietário do caixa eletrônico receberá diariamente U$ 1,25 por transação.

Os terminais são ótimas opções para aqueles que não gostam de viajar com muitos dólares. Se for sacar com cartões de crédito, é preciso olhar a bandeira na parte de trás para saber se é aceito naquele terminal. É preciso utilizar a mesma senha para compras (caso seu cartão de crédito seja de chip). Caso não, o código a ser usado é aquele enviado junto com o cartão.

Saber como sacar dinheiro no exterior usando caixas automáticos é uma forma de economizar em taxas e impostos e também ter mais praticidade em relação ao porte do dinheiro durante suas viagens internacionais. A outra vantagem é que certamente você vai encontrar mais caixas eletrônicos durante a sua viagem do que casas de câmbio.

*Por Francisco Moura Junior e Nilo José Mingrone, fundadores do ATM Club, empresa especializada no desenvolvimento e gerenciamento de máquinas de rede ATM nos Estados Unidos, com sede na Flórida.

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