Madeleine (Bruna Linzmeyer) - Foto: Globo/João Miguel Júnior
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Bruna Linzmeyer: relação com natureza e atuação

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Prestes a completar 30 anos em 2022, Bruna Linzmeyer fará 15 anos de carreira – metade da sua vida dedicada à trajetória artística. Nascida no interior de Santa Catarina, começou como modelo no seu estado quando venceu um concurso de beleza da televisão regional. A partir daí, se apaixonou pela chance de viver da arte. Fez cursos de teatro em São Paulo e sua estreia como atriz foi em 2010, na TV Globo, na novela Insensato Coração. Desde então, acumula participações em novelas, seriados e filmes.

Agora, Bruna está prestes a dar vida à Madeleine, na primeira fase do remake da novela Pantanal, que foi um grande sucesso em 1990 e terá releitura exibida na Globo, a partir de 28 de março. A personagem – uma menina rica da cidade que muda sua vida ao se casar com um peão e se mudar para o Pantanal – tem relação direta com José Leôncio, cuja história é uma das centrais da trama. A seguir, Bruna, considerada como um dos maiores talentos da sua geração, conta como se preparou para interpretá-la e como sua história de vida a ajudou neste trabalho.

Você não era nascida quando Pantanal foi exibida pela primeira vez. A novela marcou sua vida de alguma forma?

A minha avó nasceu no Mato Grosso do Sul. Acredito que há uma comoção com a novela. Antes de ir para o Pantanal resolvi assistir algumas cenas, foi legal ver.

Série As Brasileiras. Clara (Bruna Linzmeyer) e Júlio (Gregório Duvivier)
Foto: TV Globo/Ique Esteves

Como foi sua rotina de gravações?

Depois que chegamos tivemos uns dias de adaptação, o que foi muito importante para entender o calor, o clima seco e o ritmo das coisas. Depois de ambientada, comecei a gravar todos os dias. Eu acordava e tinha meus rituais de preparação, meditava, fazia ioga, uns exercícios específicos para a construção de Madeleine. Eu acordava todo dia também para ver o nascer do sol, porque era lindo demais, depois seguia para a gravação. À noite a gente jogava buraco, tomava um vinho, uma cerveja. Com a internet, deu para fazer análise (risos).

Você e Madeleine se encontram nessa adaptação ao ambiente rural?

Sim, porque sou do interior de Santa Catarina, da roça mesmo. Posso dizer que reconheci, de alguma forma, a roça ali no Pantanal, uma realidade que vivi até os meus 17 anos. Apesar de serem lugares diferentes, têm muitas coisas iguais, inclusive as questões sociais. Mas também tenho alguma conexão com Madeleine, de querer ir embora. Assim como eu quis ir embora de onde cresci e nasci.

Meu Pedacinho de Chão. Professora Juliana
Foto: Globo/Renato Rocha Miranda

O que mais sentiu falta durante esse período?

Não sou uma pessoa de muitas saudades. Não sei se porque saí cedo de casa, mas a saudade não é algo que me atazana. Mas senti saudades da minha namorada.

Como é sua relação com a natureza?

Eu cresci em um lugar com muita natureza, com um rio atrás de casa, muito perto do mato. Eu tenho um pouco essa visão de entender que não se separa a natureza do “nosso eu”. Somos a mesma coisa. Tem uma oração, que eu adaptei para o que acredito, que é assim:

Eu sou filha da natureza, perfeita e saudável
Sou filha da natureza, por isso me sinto protegida pela natureza
E minha mente está sempre pacífica e calma

E às vezes eu mudo para:

Eu sou parte da natureza perfeita e saudável
Sou parte da natureza, por isso me sinto protegida pela natureza
E minha mente está sempre pacífica e calma

Isso diz um pouco sobre a minha relação com a natureza. Às vezes do nada a oração me vem à cabeça e me acalmo.

A Força do Querer – Ruy (Fiuk) e Cibele (Bruna Linzmeyer) – Foto: Globo/Paulo Belote

Como foi receber o convite para dar vida a Madeleine?

O Papinha (diretor Rogério Gomes) me ligou e falou que era uma personagem interessante, que ele sabia que eu poderia trazer algumas camadas para ela que não estavam à mostra. E eu acho a leitura dele boa mesmo, é exatamente o que eu gosto de fazer.

Madeleine (Bruna Linzmeyer), José Leôncio (Renato Góes) e Filó (Leticia Salles)
Foto: Globo/João Miguel Júnior

Quais referências usou? Assistiu à primeira versão da novela?

Tantas mulheres reais… Antes das cenas eu falava os nomes de todas elas para mim mesma. São mulheres que não viveram a vida delas, não viveram seus desejos, não conseguiram nem entender o que elas queriam, que orbitaram em torno do casamento, da maternidade, sem conseguir construir uma vida individual, para além desses dois pilares. É uma lista sem fim. Muitas inspirações. Inclusive no Pantanal, onde eu conheci algumas Madeleines.

Pantanal (primeira fase) – Joventino (Irandhir Santos) e José Leôncio (Renato Góes)
Foto: Globo/João Miguel Júnior

Poderia contar um pouco sobre a preparação?

Eu adoro o set e adoro a construção do personagem. É algo que me divirto fazendo. Liguei para o meu professor de ioga, porque eu percebi que tenho o corpo muito relaxado. E eu achei que a Madeleine deveria ter a coluna ereta. Intuitivamente isso me veio, comecei a trabalhar essa abertura do peito, em maio de 2021. Comecei a trabalhar essa outra estrutura física para a Madeleine. Entendi que minha voz era muito doce, então liguei para a Leila, minha fonoaudióloga, para construir uma voz mais densa, que fosse ficando amargurada, à medida que a vida da personagem também vivesse esta transformação.

Quim (Chico Teixeira), Eugênio (Almir Sater) e Tião (Fábio Neppo), com Tadeu (Lucas Oliveira dos Santos) – Foto: Globo/João Miguel Júnior

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