Coronavirus

O Pós-Pandemia, a saúde mental e o que ficou pelo caminho

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A pandemia deixou um rastro de pessoas ansiosas e deprimidas, causando uma deterioração na saúde mental da população. É sobre isso que a Dra. Gesika Amorim vai nos falar.

Depois dos dois últimos anos vivendo isolados e sob um medo constante de contaminação pela covid19 e agora de novos vírus e acreditamos que será assim durante um bom tempo, podemos dizer que conseguimos, mesmo que aos poucos, voltar para a nossa vida de antes. O que ficou pelo caminho são as marcas severas do sofrimento psíquico em toda a população. Mesmo que aos poucos já voltemos à nossa antiga rotina; o nosso trabalho fora de casa, o encontro com familiares e amigos, e a vida social como um todo, a população ainda sente as consequências da pandemia na saúde mental e isso está longe de acabar.

O aumento e a intensificação de transtornos mentais tornaram-se uma realidade e hoje vemos o seu rastro de destruição:

Quadros de depressão e ansiedade, Síndrome de Burnout, Síndrome do Pânico, agorafobia e tantos outros problemas que fragilizaram a saúde mental da sociedade, não importante sua raça, crença, seu status ou classe social. Todos nós fomos atingidos.

Dra. Gesika Amorim, Mestre em educação médica, Pediatra pós graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento, diz – Praticamente todo mundo viveu ou ainda está vivendo algum nível de Burnout OU QUALQUER OUTRO TRANSTORNO MENTAL, consequência da pandemia atualmente, no pós-pandemia. Isso sem contar os quadros depressivos e de ansiedade, o agravamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo, o aumento do consumo de álcool e drogas.

Hoje, no pós-pandemia, temos uma população com medo de uma nova variante da covid19 ou mesmo de um novo vírus ainda mais letal que pode surgir a qualquer momentoNos últimos dois anos houve uma explosão dos efeitos do medo, do luto e do isolamento por causa da pandemia pela covid19.

Fomos obrigados a ficar trancados em casa, preocupados com sustento da família, o medo de perder o emprego, o medo da contaminação, afastados das pessoas que amamos, além dos inúmeros protocolos sanitários e da incerteza do futuro. Tudo isso causou um esgotamento emocional e mental coletivo .

De acordo com a classificação do manual DSM5, há mais de 300 tipos de transtornos, porém, ansiedade e depressão são os mais comuns. E que, segundo muitas pesquisas, estão entre os maiores problemas de saúde mental do Brasil – Adverte a Dra. Gesika Amorim.

Uma das pesquisas de maior abrangência mostrou que um quarto da população sofre, sofreu ou sofrerá com depressão ao longo da vida. E não raro, os quadros mais graves de depressão levam ao suicídio.

Na América Latina, como um todo, tem se elevado o índice de suicídio e, segundo a OMS, as causas estão atreladas com a piora da pobreza, ambiente favorável às situações de violência e a ineficácia ou ausência de planos de prevenção.

A insônia, a falta de apetite e até o aumento de consumo de bebidas, cigarros e outras drogas também são sintomas associados.

É preciso ter uma noção exata dos nossos limites e aprender a conviver com eles. Adaptação e resiliência são fundamentais; Vamos fazer o que for possível da melhor maneira possível. Em um plano coletivo, é mais que urgente uma intervenção em favor da saúde mental, que seja levada com seriedade pelas autoridades governamentais e também pelo setor privado, em especial ao tratarmos do aumento dos quadros de ansiedade e depressão e suas devastadoras consequências na população – Finaliza a Dra. Gesika Amorim.

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