User Review
( votes)A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) está investigando um problema de software identificado em alguns aviões da família Boeing 737 MAX. A falha pode afetar o sistema automatizado de orientação de voo em uma situação específica de pouso abortado, conhecida na aviação como go-around.
Segundo informações divulgadas pela Boeing, o problema pode ocorrer quando a aeronave precisa interromper uma aproximação e, em determinadas circunstâncias, o piloto altera o procedimento de voo programado no computador de gerenciamento da aeronave. Nessa situação, o sistema de navegação vertical automatizada pode ser desativado, aumentando a carga de trabalho da tripulação.
A Boeing informou às companhias aéreas sobre o problema e está desenvolvendo uma atualização de software para corrigir a questão. A FAA, por sua vez, anunciou que vai realizar uma investigação e que poderá reunir um conselho específico para analisar o caso.
Como consequência, a FAA adiou a certificação do 737 MAX 10, versão maior da família MAX, até que o problema seja solucionado. A decisão representa mais um atraso no processo de aprovação da aeronave, que ainda depende da avaliação da autoridade de aviação americana.
O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, afirmou nesta quarta-feira (30) que, até o momento, o governo não considera necessário retirar os 737 MAX de operação. A avaliação oficial mencionada pela Reuters é de que não há, neste momento, indicação de uma ameaça à segurança que justifique o aterramento da frota.
A FAA, no entanto, reconheceu que o problema pode aumentar a carga de trabalho dos pilotos durante determinadas manobras e informou que continuará avaliando o software. A Boeing trabalha na correção enquanto as autoridades analisam as medidas necessárias.
Para passageiros, a questão não significa, neste momento, uma determinação geral de suspensão dos voos com aeronaves 737 MAX nos Estados Unidos. Eventuais orientações adicionais dependerão da investigação da FAA e das medidas adotadas pelas companhias aéreas.
Foto: Canva














Comente