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( votes)As exportações brasileiras de rochas naturais para os Estados Unidos tiveram um alívio parcial após a decisão final do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a investigação conduzida no âmbito da Seção 301. O órgão manteve os quartzitos brasileiros fora da nova tarifa adicional de 25%, mas outros produtos importantes da indústria, como mármores, granitos e ardósias, continuarão sujeitos à sobretaxa a partir de 22 de julho.
A medida preserva um dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado americano, mas ainda representa um desafio para empresas que atuam em outros segmentos do setor.
Quartzitos ficam de fora da nova tarifa
Na decisão final, o USTR manteve a subposição tarifária HTSUS 6802.99.00 entre as exceções às novas tarifas comerciais. O código inclui os quartzitos brasileiros, que hoje representam uma parcela significativa das exportações nacionais de rochas naturais para os Estados Unidos.
Já materiais como mármores, granitos e ardósias permanecem sujeitos à cobrança adicional de 25%, cenário que pode afetar principalmente pequenas e médias empresas exportadoras.
Representação brasileira participou das discussões
A decisão encerra uma investigação iniciada em julho de 2025. Durante o processo, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) participou da consulta pública promovida pelo governo americano e apresentou argumentos técnicos em defesa da exclusão das rochas brasileiras das medidas tarifárias.
Na audiência realizada em Washington, representantes da entidade destacaram a importância das rochas naturais brasileiras para a indústria da construção nos Estados Unidos, além dos investimentos e empregos gerados ao longo da cadeia produtiva.
O posicionamento também recebeu apoio do Natural Stone Institute (NSI), principal entidade que representa a indústria americana de rochas naturais, e de importadores dos Estados Unidos que dependem dos materiais brasileiros.
Setor vê avanço, mas alerta para novos desafios
Segundo Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas, a manutenção da isenção para os quartzitos representa um resultado importante, embora parte significativa da indústria continue impactada.
“A decisão preserva uma parcela importante das exportações brasileiras de rochas naturais para os Estados Unidos, especialmente os quartzitos, mas mantém desafios relevantes para segmentos como mármores, granitos e ardósias.”
Para o dirigente, um dos principais resultados da investigação foi fortalecer o diálogo institucional entre o setor brasileiro e autoridades americanas, criando uma base para futuras negociações comerciais.
Estados Unidos seguem como principal comprador
Mesmo com a desaceleração registrada em 2026, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais.
Entre janeiro e junho deste ano, o mercado americano respondeu por 51,2% das vendas externas do setor, com importações de aproximadamente US$ 364,3 milhões. O volume representa uma queda de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o setor, a redução está ligada principalmente à diminuição das compras de produtos manufaturados, justamente os mais afetados pelas novas tarifas e pelas mudanças no ambiente comercial americano.
Mercado continua estratégico para o Brasil
Apesar dos desafios, os Estados Unidos permanecem como o principal parceiro comercial da indústria brasileira de rochas naturais.
Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 795 milhões em rochas naturais para o mercado americano, totalizando aproximadamente 587 mil toneladas embarcadas.
Para o setor, a manutenção da isenção para os quartzitos ajuda a preservar parte da competitividade brasileira, enquanto a expectativa é de que futuras negociações entre os dois países possam reduzir os impactos sobre os demais produtos e trazer maior previsibilidade ao comércio bilateral.














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