Category: Dra. Paula Ferreira

  • Halloween com Pets

    Halloween com Pets

    A festividade do Halloween, também chamado de Dia das Bruxas ou Dia do Saci, nunca foi motivo de grandes celebrações para nós, brasileiros, enquanto no Brasil. Mas agora acostumados a cultura dos Estados Unidos, celebramos a data avidamente!

    Adultos e crianças podem ser entusiastas do Halloween e alguns gostam de levar as atividades ao extremo. Fantasias assustadoras (ou não), decorações, música, expedições noturnas e, acima de tudo, guloseimas, garantem diversão para todos. É realmente uma ocasião bonita, que ainda por cima promove a confraternização entre vizinhos.

    Mas assim como nem todos são amantes dessa festa, nossos bichinhos também podem não ser. Existem diversos tipos de personalidades humanas, e o mesmo pode ser atribuído aos nossos amigos peludos, emplumados, escamosos, etc.

    Imaginem a seguinte situação: você está em casa seguindo a sua rotina diária tranquilamente; você se sente seguro e confortável, tudo a sua volta é familiar. A sua casa, é seu território sagrado, você o defende com unhas e dentes, literalmente. Muitos animais domésticos são calmos e sociáveis, outros não. Para esses últimos, a simples ameaça de “invasão” desencadeia estresse e medo, e o bichinho pode tentar escapar pela porta aberta. A solução para este problema é simples: basta providenciar um quarto em lugar calmo e isolado, feche a porta e deixe o seu amiguinho tranquilo até que tudo passe. Se você não tiver um quarto disponível, uma jaulinha, um cercado ou um “baby gate” podem servir. Para os animais que são nervosos ao extremo, converse com o veterinário dele, pois existem medicações que podem ajudá-lo a navegar essa noite tão assustadora.

    Cuidado com as comidas! Animais são curiosos, e principalmente os cachorros são muito atraídos a sabores doces, ao contrário dos gatos, mas existem exceções. A ingestão de doces e prendas de Halloween pode ocasionar uma inesperada visita a sala de emergência. Se o cachorro comer uma certa quantidade de chocolate, além do distúrbio gastrointestinal, ele pode sofrer uma seria intoxicação. Substâncias adoçadas com xilitol também podem causar serias intoxicações até mesmo com risco de vida. Mantenha todos os doces e brinquedos com peças pequenas fora do alcance dos seus bichinhos.

    Cuidados também tem que ser tomados quando o dono fantasia os pets. Sempre se dever checar se não há partes da fantasia que podem ser arrancadas ou ingeridas. O material das fantasias deve ser confortável e sem elásticos apertados. Pessoas fantasiadas também podem causar medo aos animais, portanto nunca imponha ao seu animalzinho a interagir com uma pessoa fantasiada se ele demonstrar receio. Um pet amedrontado pode tentar fugir ou até mesmo morder.

    Se você quer levar o seu companheiro de porta em porta em busca de diversão e guloseimas, certifique-se de que o bichinho também está se divertindo e não o force se ele não se sentir à vontade. Se ele estiver curtindo a ocasião, leve-o nessa aventura, mas não se esqueça de verificar que o colar esteja bem colocado. Se puder, use um colar refletivo para que ele fique bem visível no escuro. Não o solte da coleira, mesmo se ele for bem treinado. Barulhos assustadores podem causar pânico e fazer com que eles fujam.

    O Halloween pode ser uma festa muito divertida, e, com simples precauções, humanos e pets podem celebrar sem medo! Lembre-se de contatar o seu veterinário de confiança se quiser obter informações adicionais para festejar o Halloween com o seu amigo de maneira segura.

  • Atencão ao peso do seu pet

    Atencão ao peso do seu pet

    A doença nutricional mais comum em animais nos EUA é a obesidade. Sim, a obesidade é muito mais comum do que qualquer deficiência nutricional. Mas por que será que esse é um problema tão disseminado entre os nossos amigos hoje em dia?

    A causa mais comum de obesidade em pets é a alimentação inadequada e o sedentarismo. Se o seu animalzinho ingere mais calorias do que gasta, o excesso vai ser armazenado no seu corpo em forma de gordura. Excesso de peso em animais está ligado a artrite, diabetes, distúrbios cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

    Existem doenças metabólicas como o hipotiroidismo e a doença de Cushings, que podem contribuir com a obesidade, e o veterinário deve sempre eliminar estes diagnósticos antes de receitar uma dieta.

    Quando eu pergunto a um proprietário qual a quantidade de comida que o pet está recebendo diariamente, muitas vezes a resposta é incerta. “Ah, doutora, não sei exatamente, mais ou menos um tanto assim”. E faz o gesto com as mãos. O primeiro passo para ajudar o seu bichinho nessa jornada de perda de peso é saber quanto o ele come em 24 horas. Uma xícara de medida é o único instrumento necessário para ajudar o seu amigo a adquirir a forma ideal. Se você não sabe quanto o seu gordinho come, você não vai saber quanto tem que cortar.

    Evite deixar comida à vontade o dia inteiro. Algumas raças como o labrador retriever e o beagle gostam tanto de comida que parecem ter um estômago sem fundo! Alguns gatos também podem ser glutões de primeira categoria: O personagem Garfield, dos quadrinhos, foi inspirado no gato de estimação do autor das tirinhas, um tigrado laranja com apetite voraz.

    Além disso, comer em excesso pode ser perigoso pois pode causar doenças agudas como a dilatação gástrica, torção gástrica ou pancreatite, entre outras.

    “Os únicos responsáveis pela atual epidemia de obesidade dos pets somos nós mesmos”. Foto: AdobeStock

    As embalagens de ração para cães e gatos tem sempre uma tabela para orientar os donos sobre o quanto alimentar os animais de estimação. Mas cuidado: as recomendações são sempre exageradas pois quanto mais o seu animal comer mais comida voce tem que comprar. Dê entre 75% e 50% da quantidade recomendada pelo fabricante.

    Existem também rações comercias de baixo teor de gordura ou de baixa caloria que podem ajudar a baixar o peso do animal. Outras rações mais especificas são vendidas somente com receita veterinária. Se o seu amigo está de dieta com uma dessas comidas, preste atenção na quantidade recomendada pelo seu vet.

    Em geral, os cães adultos devem comer duas vezes ao dia. Se o seu cãozinho começou uma dieta, evite dar petiscos entre as refeições. Se quiser oferecer treats, dê algo de baixa caloria como aipo, cenoura, pepino, etc. Muitos cachorros gostam de alimentos assim crocantes.

    É mais difícil colocar nossos amigos de regime quando você tem uma casa multi-pet. Se um dos seus pets é glutão e o outro, magrinho, a única alternativa é alimentá-los separadamente, para evitar que o comilão roube os restos de comida do colega. Se isso não for possível, utilize a tecnologia moderna: existem alimentadores automáticos conectados via bluetooth a um chip que você pôe na coleira dos seus bichinhos, e a comida é liberada para cada um de acordo com a quantidade que você programa individualmente.

    O exercício físico é importante e ajuda o seu animalzinho a perder peso. No caso dos cães, os passeios devem ser feitos pelo menos duas vezes ao dia. Se o cachorrinho não está acostumado a caminhadas longas, comece com poucos minutos em cada passeio e aumente gradualmente até alcançar mais ou menos 30 minutos por passeio. Para os gatos, uma ou duas sessões de brincadeiras dentro de casa ajuda os preguiçosos felinos a se movimentar.

    Rechonchudo, fofinho, roliço, gostoso… Não importa quantos eufemismos usamos para amenizar o problema. Nossos pets dependem inteiramente de nós para adquirir as suas necessidades diárias de alimento. Portanto, os únicos responsáveis pela atual epidemia de obesidade dos pets somos nós mesmos.

  • Evite se perder do seu melhor amigo

    Evite se perder do seu melhor amigo

    Há uns dias atrás aconteceu uma coisa que me fez temer perder meu bichinho: uma senhora aparentemente muito honesta entrou no meu hospital veterinário e disse que encontrou um cachorrinho na rua e estava tentando localizar o dono. Como o meu staff sempre faz, a técnica veterinária eficientemente escaneou o cãozinho.

    Para nossa alegria, havia um microchip! A recepcionista do hospital fez o que ela foi treinada para fazer – colher todas as informações da senhora que encontrou o cachorro, pois assim garantimos que podemos colocar o dono legitimo em contato com a pessoa que encontra um animal de estimação perdido.

    Mas uma situação que normalmente se desenrola sem qualquer complicação dessa vez foi bem diferente. A boa samaritana foi embora com o cachorro e todas as informações que ela nos forneceu eram falsas. O telefone, endereço, email, nada existia! Porque então ela foi levar o bichinho para ser escaneado? Ficamos todos atordoados, tristes e desapontados com isso.

    De acordo com uma pesquisa independente, aproximadamente 3.5 milhões de pets que residem nos EUA tem microchip. Muitas vezes, infelizmente, os microchips não são registrados ou atualizados. Às vezes porque os donos não são adequadamente informados pela agência pela qual adotaram seu pet ou às vezes por descuido ou esquecimento por parte do dono.

    Mas, no caso em questão, a dona fez tudo que deveria fazer, o registro estava atualizado. O que faltou foi realmente a boa vontade e honestidade da pessoa que recolheu o cãozinho na rua.

    Um microchip não é o mesmo que um GPS (Global Positioning System). A tecnologia atual do microchip simplesmente guarda um número de identificação único, mas, infelizmente, ele ainda não fornece a tecnologia de localizar o animal em tempo real, como um GPS. O microchip atual também não tem a capacidade de arquivar informações médicas pertinentes ao seu portador. Todas as informações contidas no site onde o pet é registrado são somente as informações fornecidas pelo registrante (o dono legitimo).

    Se você chegou até aqui, deve estar pensando que colocar um microchip no seu pet é uma coisa desnecessária, pois depende de quem encontrou o seu amigo. Mas a verdade é que você tem muito mais chances de recuperar o seu bichinho perdido se ele tiver um microchip. Quando se trata de um animal que foge, eu sempre digo: “quanto mais, melhor!”. O microchip não garante o retorno do seu amigo, mas aumenta muito as chances de você revê-lo. Os pets perdidos que tem o microchip implantado quase sempre são devolvidos aos seus donos, e a razão mais comum de isso não ocorrer é o fato dos próprios donos não atualizarem as informações contidas no microchip. Portanto, lembre-se sempre de contactar a companhia provedora do microchip do seu pet para manter todas as informações correntes.

    Se o seu cão, gato, ou outro pet possui um microchip implantado e você não sabe o número, é so levá-lo ao veterinário ou a um abrigo de animais, pois eles sempre tem um escaneador de microchip e podem te fornecer o número com facilidade. Uma vez que você tenha esse número, você pode contatar a companhia para corrigir as suas nformações sempre que necessário. Não existe uma central de microchip para todos os diferentes tipos, mas felizmente os escareadores mostram qual o fabricante do microchip.

    Como podemos evitar que o seu amigo perdido não seja devolvido, mesmo tendo microchip com todas as informações atuais? Bem, como mencionei anteriormente, quanto mais, melhor. Coloque uma plaquinha na coleira dele com o seu número de telefone. É claro que isso também depende da boa vontade da pessoa que o encontrou, mas assim mesmo eu recomendo. Isso é mais um lembrete de que esse pet tem um lar com uma família que o adora e que está sofrendo com a sua ausência.

    Outro acessório com tecnologia útil que pode ajudar a recuperar o seu fujão é a coleira com GPS. Hoje em dia existem várias marcas disponíveis no mercado que oferecem essas coleiras. As melhores são as que tem baterias avançadas de longa durabilidade (duram mais de 2 semanas). Normalmente, o dono tem que fazer um contrato com um provedor de celular, mas vale a pena. Em média, o contrato anual varia entre $99 e $299 por ano. Você pode traquear o seu pet em tempo real no seu telefone celular, e isso não tem preço!

    Microchip, plaquinha ou GPS são sujeitos a falhas e nada realmente pode garantir o retorno do seu bichinho. Mas ao contrario do recente caso citado no inicio desse artigo, a maioria das pessoas que encontram e acolhem um animal perdido preferem devolvê-los. Portanto, faça o possível para que essa tarefa seja o mais fácil possível. Afinal, o seu bichinho é adorável, e a pessoa que o encontrou pode apaixonar-se por ele muito rapidamente!

  • Amor de Pet é para sempre!

    Amor de Pet é para sempre!

    É tão lindo ver o seu jovem cãozinho ou gatinho correndo e saltitando, que é mesmo fácil de amar. De uma maneira geral, pode-se relacionar juventude com saúde e vitalidade. Mas em comparação com a longevidade humana, a vida dos nossos amigos de quatro patas é mesmo muito curta. Isso significa que nós temos a maravilhosa oportunidade de amá-los em todas as fases das suas vidas, desde a estágio “infantil” até a idade geriátrica.

    Cães e gatos vivem em media entre 12 e 15 anos, mas dependendo da raça, herança genética e do tipo de cuidados que os donos dão os seus animais, a expectativa de vida pode variar muito.

    Mas quando é que se começa a considerar um pet como senior? Isso depende muito de sua saúde e condição individual. De acordo com a sabedoria popular, cada ano de vida do cachorro corresponde a sete anos de vida humana. Isso é uma generalização imprecisa, pois existe muita variação entre as raças caninas, principalmente no que diz respeito ao tamanho do animal. Para cães de raças pequenas e pequenas-médias, talvez a regra dos sete anos possa ser aplicada, porém, em raças médias-grandes, grandes e gigantes, o envelhecimento ocorre muito mais rapidamente. Um cão de porte pequeno é considerado senior a partir dos sete anos de idade. Já os cães de raça grande ou gigante são considerados senior aos 5 anos!

    Fisicamente, os primeiros sinais normais da velhice dos cachorrinhos vem em forma de pelos grisalhos no focinho. Gatos também podem apresentar branqueamento dos pelos, mas isso é mais evidente nos cães. Outro sinal muito notado pelos donos é aquela coloração azulada ou leitosa na pupila (aquela parte preta no centro do olho).

    À medida que a idade avança, a tendência é que os pets percam uma percentagem de massa muscular e ganhem gordura. A atividade física diária requerida pelos seniors também diminui naturalmente e eles começam a passar mais tempo cochilando durante o dia. É muito importante que a alimentação de um pet senior seja adaptada a sua faixa etária, para evitar problemas como obesidade, aumento de colesterol, diabetes, entre muitos outros.

    Foto: Pexels/Anna Shvets

    Muitos donos começam a reparar que aquele cão de guarda que, ao menor ruído, dava o alarme, já não escuta muito bem. Alguns podem ficar completamente surdos na velhice.

    Algumas dessas mudanças podem ser consideradas normais e, infelizmente, inevitáveis. Mas existem certos sinais que não podem ser ignorados. Lembrem-se que os nossos bichinhos não falam e cabe a nós como guardiões saber definir quando o quadro requer atenção médica. Animais que apresentam dificuldade de se levantar ou locomover, ansiedade, irritação ou agressividade em geral tem algum problema que necessita ser identificado e tratado para garantir uma boa qualidade de vida. Existem vários problemas geriátricos nos pets que causam desconforto e dor, e informar o veterinário das mudanças comportamentais ajudam a identificar doenças e a encontrar o tratamento certo.

    Animais que começam a tomar muita água e/ou fazer xixi em excesso estão nos dizendo, no seu jeito bem peculiar, que alguma coisa está errada, isso pode ser um sinal de um problema grave como a diabetes, transtorno dos rins ou da tiroide, infecção urinária ou outros doenças.

    Os nossos pets idosos precisam de visitas mais frequentes ao veterinário. Muitas enfermidades geriátricas podem ser identificadas antes dos sintomas iniciais se manifestarem, evitando assim o sofrimento. A prevenção é importante em todas os estágios de vida, mas em se tratando de pets seniors devemos lembrar que o quadro clínico pode mudar em muito pouco tempo.

    Existem muitas maneiras de garantir a saúde do seus pets na terceira idade. Mesmo que eles não tenham a mesma disposição dos tempos de outrora, os nossos velhinhos precisam se mexer, para manter o coração e a circulação em bom estado e para fortalecer os músculos. Exercícios regulares, adaptados às suas limitações físicas são muito importantes, assim como uma nutrição apropriada, interações sociais e jogos que estimulam e ajudam a manter a mente ativa. E acima de tudo, muito amor e carinho.

    O envelhecimento é um processo natural para todas as espécies – ainda que duro! Assim como nós, cães e gatos passam por mudanças físicas e mentais na terceira idade. E é muito importante lembrar que a velhice não é doença, mas requer mudanças e adaptações para manter o seu amigo feliz e pronto para retribuir o amor incondicional que sempre recebeu da sua família.

  • Pets fazem bem à Saúde!

    Pets fazem bem à Saúde!

    Para os amantes do animais de estimação está na cara que tê-los ao nosso lado faz um bem danado! Poucas coisas na vida se comparam à alegria de chegar em casa e ter o seu companheirinho pronto para oferecer amor incondicional e nos fazer esquecer das dificuldades que encontramos na nossa vida diária.

    A união do ser humano com os bichos teve início durante as organizações das primeiras sociedades humanas, quando foram domesticados com o propósito de ser dominados e explorados: eram comida, animais de tração ou proteção. O homem convive com os animais, acredita-se, há mais de 10 mil anos. Essa convivência foi evoluindo à medida que os dois lados aprenderam que a proximidade trazia vantagens mútuas, como por exemplo, os lobos que foram utilizados como proteção logo se acostumaram com a abundância de comida e com o abrigo e o calorzinho ao redor das fogueiras. A amizade e a estima evoluíram, culminando na estreita relação de que desfrutamos hoje com os nossos animais.

    Cachorros, gatos, papagaios e tartarugas estão entre os animais que dividem a moradia e os hábitos conosco. Estes animais foram trazidos para dentro de nossas casas sem nenhuma intenção de utilidade, mas sim porque nós nos apaixonamos pelas suas características físicas e seus comportamentos divertidos. Refiro-me aos que carinhosamente denominamos “pets”.

    Atualmente os bichinhos de estimação são numerosos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, mostram que 46.1% dos domicílios brasileiros tinham pelo menos um cachorro. De acordo uma pesquisa conduzida pela American Pet Products Association, aproximadamente 67% (85 milhões) de famílias americanas tem algum tipo de pet. Esses bichos vivem conosco dentro de nossas casas e participam de nossas vidas tão intimamente que nós os antropomorfizamos, ou seja, fazemos dos nossos pets um membro da família humana. Às vezes, até com um certo exagero, mas com as melhores intenções.

    É claro que os benefícios da relação gente-bicho começaram a chamar a atenção dos cientistas, e os estudos renderam frutos. E ainda existem inúmeros estudos em andamento, e cada vez mais encontramos mais razões para amar os animais.

    Alguns estudos são fáceis de entender: Ter animais de estimação estimula o exercício físico. Quando você tem um cãozinho, chova ou faça sol, o passeio é sagrado, simples assim!

    Foto: Lucas Pezeta/Pexels.

    Mas além dos benefícios óbvios, existem os mais sutis, aqueles que se passam dentro da gente e não aparecem do lado de fora. Segundo algumas pesquisas, parâmetros fisiológicos como pressão arterial são mais bem controlados em pessoas que convivem com animais de estimação.

    Existem estudos em andamento para descobrir como os animais influenciam positivamente o desenvolvimento psicológico de crianças, além de estudos sobre a relação de crianças que sofrem de autismo, deficit de atenção/hiperatividade e outros distúrbios comportamentais e de aprendizado.

    E, quem diria! Animais de estimação são também um forte motivo para ajudar o seu dono a parar de fumar. Como os humanos, os pets também são negativamente afetados pela fumaça de cigarros em casa. Quando um dono fumante se depara com a realidade de que o seu amado bichinho é um fumante passivo, ele muitas vezes prefere deixar de fumar.

    A influência dos bichos sobre seus donos não é somente física, mas também psicológica. No nosso mundo moderno, a solidão e a depressão são comuns. Ter um animal como companhia, além de preencher um vazio, também dá ao dono um senso de responsabilidade e de ser necessário.

    Na nossa atual sociedade, dominada pela tecnologia e pela auto-absorção, os pets ainda tem o poder de estimular interacões sociais – em pessoa! Ao passear com seus animais nas ruas ou nos parques, os donos cumprimentam e conversam com estranhos, ainda que superficialmente. É magico, não é mesmo?

    Os benefícios que o convívio com os animais nos proporciona são muitos, e é possível que até o momento tenhamos descoberto somente a ponta do icebergue. Mas uma coisa é certa e provada: os bichos nos fazem sorrir, aumentando a nossa serotonina, o hormônio da felicidade, e a nossa alegria de viver.

  • Pets debaixo da árvore de Natal

    Pets debaixo da árvore de Natal

    Dezembro se aproxima e, novamente, o clima festivo está no ar e tudo se transforma. Com a alegria do natal vêm árvores de luzes coloridas, culinária festiva, famílias reunindo-se e a tão esperada troca de presentes.

    E a história se repete ano após ano: muitas pessoas acham irresistível a opção de presentear um gatinho ou cachorrinho a algum ente querido. Crianças são quase sempre os recipientes mais entusiasmados desse tipo de presente, mas muitos adultos também sonham em receber um pet como surpresa de natal.

    Antes de dar um bichinho de presente, devemos considerar que a adição de um cão ou gato significa um compromisso de muitos anos, e que um ser vivo exige dedicação, treino, paciência, e ainda por cima, responsabilidade financeira.

    Em primeiro lugar, o seu presenteado ou presenteada tem que ser uma pessoa que você conhece muito bem: Existe algum impedimento de saúde, como por exemplo, alergia a pelos? Qual o estilo de vida desta pessoa? Se for uma pessoa que viaja com frequência, ter um pet em casa torna-se um problema e uma fonte de ansiedade adicional. Se a jornada de trabalho desta pessoa é muito longa, o pet vai se sentir solitário e negligenciado. Se a família presenteada tem a vida muito ocupada e frenética, será que há espaço para mais uma responsabilidade?

    Não se esqueça das despesas. Presentear um animal de estimação sem saber da situação financeira é arriscado. Uma doença inesperada do pet pode colocar a família em uma posição delicada.

    Idade também é um fator a ser considerado. Crianças muito pequenas não estão preparadas para manusear um filhote, pois eles tem a estrutura física delicada. Além disso, crianças muitas vezes prometem responsabilizar-se pelo bichinho, mas depois que a novidade passa, o trabalho extra passa para a mãe, pai ou outro adulto que possivelmente já tem a vida bastante atribulada.

    Em contraste, pessoas idosas podem não ter a habilidade necessária para cuidar de um animal muito ativo.

    Foto: Pexels Karolina Grabowska

    Se você ja pensou nisso tudo e concluiu que vai tomar a decisão certa presenteando um pet, escolha bem o tipo de animal que combina mais com o presenteado: cachorro ou gato? Existem, com certeza, outras espécies de pets à venda. Depois de decidir o tipo de animal, escolha a raça e leve em consideração o tamanho adulto do pet. Certifique-se de que a casa ou apartamento onde ele vai morar é adequado.

    O nível de atividade requerida pelo bichinho tem que estar de acordo com a aptidão do novo dono. Além disso, animais de pelo longo requerem manutenção em casa e visitas frequentes ao groomer, enquanto os de pelo curto são mais fáceis de se manter.

    O Natal é uma linda ocasião para celebrar e presentear. Um animal de estimação pode ser um presente muito bem vindo, mas considere os pros e os contras para assegurar-se de que você escolheu o presente – o e recipiente – certo, e, se este for o caso, você ainda pode se vangloriar de ter contribuído para a existência de uma relação feliz e duradoura.