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( votes)Nenhum furacão se formou até 15 de setembro, período mais longo sem um sistema atingir essa intensidade desde pelo menos 1966
A temporada de furacões de 2026 no Atlântico chegou a um marco incomum. Até 15 de setembro, nenhum sistema havia alcançado a intensidade de furacão na bacia, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). É o período mais longo sem a formação de um furacão desde pelo menos 1966, quando teve início a era de monitoramento por satélite considerada pela agência.
A marca chama atenção porque setembro e outubro costumam concentrar uma parcela importante da atividade da temporada. Antes de 2026, o registro mais tardio do primeiro furacão, desde 1966, havia ocorrido em 11 de setembro, em 2002 e 2013.
Até agora, cinco tempestades tropicais receberam nomes: Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly e Edouard. Para ser classificado como tempestade tropical e receber um nome, um sistema precisa apresentar ventos sustentados de pelo menos 39 milhas por hora, aproximadamente 63 km/h. A classificação de furacão começa quando os ventos atingem 74 milhas por hora, ou cerca de 119 km/h.
El Niño influencia a temporada
Um dos principais fatores apontados pelos meteorologistas para a baixa atividade é o El Niño, fenômeno climático que influencia a circulação atmosférica e as temperaturas dos oceanos.
No Atlântico, o fenômeno tende a favorecer condições menos propícias ao desenvolvimento de ciclones tropicais, incluindo águas relativamente mais frias e maior cisalhamento vertical do vento. Esse último ocorre quando a velocidade ou a direção dos ventos varia entre diferentes altitudes da atmosfera, dificultando a organização dos sistemas tropicais.
A NOAA havia previsto uma temporada abaixo da média e apontado o El Niño como um dos fatores que poderiam limitar a formação de tempestades. Em sua previsão inicial, a agência estimou entre 7 e 13 tempestades nomeadas, 2 a 6 furacões e até 2 furacões de grande intensidade, classificados como categoria 3 ou superior.
Os dados mais recentes do National Hurricane Center mostram que, até 15 de setembro, a temporada tinha cinco tempestades nomeadas, nenhum furacão e nenhum furacão de grande intensidade. O acumul
Foto: Canva













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