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( votes)Conselho de Direitos Humanos reuniu mais de 40 oradores em Genebra; ministra brasileira Anielle Franco destacou que justiça racial e democracia são inseparáveis.
Nesta terça-feira (26), o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, realizou um painel de alto nível sobre os impactos do racismo e da discriminação racial na democracia. O evento reuniu mais de 40 oradores, entre eles a ministra da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco, e a vice alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif.
Anielle afirmou que democracia só prospera com o fim das desigualdades sistêmicas, que historicamente excluem afrodescendentes, povos indígenas, mulheres e comunidades marginalizadas da tomada de decisões. Para ela, justiça racial e democracia são inseparáveis, e a construção de sociedades inclusivas requer políticas internacionais de igualdade racial, ampliação da representação política e combate ao ódio racial em todas as suas formas.
Já Nada Al-Nashif alertou que racismo, xenofobia e intolerância corroem as próprias bases democráticas, afetando a coesão social. Ela destacou a crescente onda de narrativas nocivas, muitas vezes amplificadas pelas redes sociais e pela inteligência artificial, usadas para manipular a opinião pública e explorar medos da população.
Um dos pontos discutidos foi a baixa representatividade política de minorias raciais e étnicas. Entre 2019 e 2024, apenas 4% dos parlamentares europeus declararam pertencer a minorias. O evento também recolheu recomendações para fortalecer a participação política, incluindo novas legislações, planos de ação e políticas públicas que assegurem a inclusão.
Via ONU News
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