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( votes)Com a proximidade das festas de fim de ano, os departamentos de emergência dos Estados Unidos se preparam para um aumento significativo de atendimentos — desde quadros ligados ao consumo de álcool até doenças sazonais. Mas enquanto a demanda cresce, a capacidade de atendimento varia drasticamente entre os estados.
Um novo levantamento realizado pelo Whitley Law Firm, a partir de dados do Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), analisou o tempo mediano que os pacientes passam no pronto-socorro antes de deixarem a unidade. O estudo revela quais estados lidam melhor — e pior — com a pressão sobre o sistema de emergência.
Maryland lidera a lista dos piores tempos
No topo do ranking, Maryland aparece como o pior estado para sofrer uma emergência: pacientes passam, em média, 251 minutos no departamento de emergência — mais de quatro horas de espera.
Na segunda posição, empatados, surgem Massachusetts e Rhode Island, ambos com 220 minutos. Em seguida, aparecem Delaware (214 minutos), Connecticut (197 minutos), New York (193 minutos) e North Carolina (192 minutos).
A Flórida ocupa a 16ª posição, com pacientes passando 157 minutos no atendimento de emergência, tempo superior à média de vários estados vizinhos.
Estados com menores tempos de espera
Na outra ponta da lista, North Dakota apresenta o melhor desempenho, com apenas 110 minutos — menos da metade do tempo registrado em Maryland.
Logo atrás estão:
- Nebraska (112 minutos)
- Hawaii e South Dakota (113 minutos cada)
- Oklahoma (117 minutos)
- Kansas (122 minutos)
A lista mostra que, apesar dos desafios comuns de capacidade, algumas regiões conseguem manter fluxo, triagem e atendimento mais eficientes do que outras.
Por que as diferenças são tão grandes?
Segundo o estudo, múltiplos fatores colaboram para tempos de espera mais longos:
- capacidade do sistema de saúde e número de emergências por habitante;
- disponibilidade de profissionais e hospitais;
- densidade populacional e volume de casos;
- acesso limitado a cuidados primários, o que leva mais pessoas ao pronto-socorro por questões não urgentes;
- características demográficas, como populações mais idosas;
- políticas estaduais de saúde, financiamento e modelos de gestão.
O porta-voz do Whitley Law Firm ressalta que atrasos prolongados podem representar riscos sérios para desfechos clínicos e aponta que tecnologias, gestão inteligente e triagem eficiente são determinantes para reduzir gargalos.
O estudo utilizou dados publicados pelo CMS em 6 de agosto de 2025. O ranking completo inclui os 50 estados e evidencia que o tempo gasto na emergência pode dobrar dependendo da região do país.













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