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( votes)Projeto reacende debate sobre armas e pode mudar o que hoje é crime no estado
A Legislatura da Flórida começou 2026 com um tema que sempre gera discussão: a tentativa de revogar a proibição de bump stocks, acessório que entrou de vez no debate sobre armas após o ataque de Parkland. O projeto, identificado como HB 6021, propõe eliminar as regras que hoje proíbem os chamados bump fire stocks no estado.
De forma direta, bump stock é um acessório que aumenta a cadência de disparo de rifles semiautomáticos ao facilitar a técnica conhecida como bump firing. Não transforma a arma em outra, mas muda de maneira significativa o resultado na prática, o que explica por que o item passou a ser alvo de restrições legais.
Hoje, na Flórida, a lei estadual 790.222 proíbe importar, transferir, vender, possuir ou repassar um bump fire stock. A infração é considerada felony de terceiro grau. Na prática, isso significa risco jurídico real para quem compra, vende, guarda ou traz esse tipo de acessório de fora do estado.
O tema voltou à pauta após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em junho de 2024, que concluiu que bump stocks não se enquadram na definição federal de “machinegun” prevista na legislação nacional, derrubando a proibição federal baseada em uma regra do ATF. Essa decisão levou muita gente a acreditar que o uso estaria automaticamente liberado, o que não é verdade. Cada estado pode manter suas próprias restrições, e a lei da Flórida continuou valendo.
É justamente nesse ponto que entra o HB 6021. O projeto busca alinhar a legislação estadual ao novo cenário federal, retirando a proibição hoje existente. Se aprovado, muda o que atualmente é considerado crime no estado, com impacto direto sobre comércio, fiscalização e anúncios ligados ao setor.
Para quem trabalha com eventos, tem negócios que lidam com público ou simplesmente quer evitar dor de cabeça, a leitura prática é simples: até que a lei seja alterada, vale a regra atual. Em temas como esse, decisões não acontecem da noite para o dia, mas costumam ganhar força em comissões e no noticiário local antes de se tornarem lei. Acompanhar o andamento do projeto é uma forma concreta de proteção jurídica.














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