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( votes)Nesta sexta-feira (11/9), os Estados Unidos lembram os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que deixaram 2.977 mortos e mudaram a política, a segurança e a sociedade americanas. Em Nova York, Washington e Shanksville, na Pensilvânia, cerimônias marcam a data com homenagens às vítimas, aos sobreviventes e aos profissionais que participaram das operações de resgate. Em Nova York, familiares fazem a tradicional leitura dos nomes das pessoas mortas nos ataques ao World Trade Center.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 integrantes da organização extremista Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington; e o quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Os ataques provocaram quase 3 mil mortes e se tornaram um dos principais marcos da história recente dos Estados Unidos.
As consequências, porém, não terminaram naquele dia. Os atentados deram início a uma profunda transformação da política de segurança americana e foram seguidos pela invasão do Afeganistão, em outubro de 2001, e posteriormente pela Guerra do Iraque. O país também ampliou mecanismos de combate ao terrorismo e fortaleceu estruturas de segurança interna. Ao longo dos anos, o impacto do 11 de Setembro ultrapassou as fronteiras americanas e influenciou relações internacionais, políticas migratórias e debates sobre vigilância e segurança.
Um dos efeitos mais duradouros está relacionado à saúde de quem participou das operações de resgate e de pessoas que viviam ou trabalhavam nas proximidades do World Trade Center. A exposição à poeira e a substâncias tóxicas liberadas pelo desabamento dos edifícios está associada a diversos problemas de saúde. Segundo dados citados pelo Corpo de Bombeiros de Nova York, mais de 600 bombeiros que participaram das operações morreram posteriormente de doenças relacionadas ao 11 de Setembro, além dos 343 integrantes do departamento mortos no próprio dia dos ataques.
O número de pessoas afetadas pelas consequências de longo prazo continua crescendo. Levantamentos divulgados neste mês apontam que milhares de sobreviventes e socorristas morreram nos 25 anos seguintes em decorrência de doenças associadas à exposição à poeira tóxica do World Trade Center. O câncer está entre as principais causas dessas mortes, evidenciando que os efeitos da tragédia permanecem presentes mesmo um quarto de século depois.
A passagem dos 25 anos também representa uma mudança geracional. Milhões de americanos que hoje são adultos eram crianças pequenas ou sequer haviam nascido em 2001. Por isso, parte das homenagens deste ano tem como preocupação preservar a memória dos ataques para pessoas que não viveram aquele dia. O Smithsonian, por exemplo, abriu uma exposição especial com objetos recuperados dos aviões sequestrados e do World Trade Center, incluindo itens pessoais de vítimas e artefatos relacionados ao voo 93.
Em Nova York, uma das homenagens realizadas antes da data reuniu 2.977 drones no porto da cidade, cada um representando uma pessoa morta nos ataques. As aeronaves reproduziram no céu imagens das antigas Torres Gêmeas, em uma referência visual à paisagem que marcou a cidade antes da tragédia.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece, portanto, não apenas como uma lembrança de um dia de violência, mas como um acontecimento cujas consequências atravessaram gerações. A memória das vítimas convive com os efeitos sobre a saúde de sobreviventes e socorristas e com transformações políticas e sociais que ajudaram a definir o mundo das últimas duas décadas e meia.
Foto: Canva














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