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( votes)Especialista chama atenção para situações pouco lembradas pelos motoristas que podem fazer diferença diante de imprevistos durante uma viagem
Pneus calibrados, óleo conferido, freios em bom funcionamento e revisão em dia costumam fazer parte da preparação de quem vai viajar de carro. Mas há outros detalhes que também podem ser decisivos diante de um imprevisto: você sabe o que fazer se a bateria da chave acabar? Sabe onde fica o ponto de reboque do veículo? Conseguiria consultar a rota se ficasse sem sinal de celular?
Preparar o carro para uma viagem vai além da manutenção mecânica. Conhecer os recursos e procedimentos do próprio veículo pode evitar que uma situação simples se transforme em um problema maior durante o trajeto.
A atenção a esses detalhes ganha importância com a proximidade do feriado da Independência do Brasil, em 7 de setembro, que neste ano cai em uma segunda-feira. Em Curitiba, o período pode ser ainda mais movimentado, já que 8 de setembro é feriado municipal em razão do Dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira da cidade.
Segundo Marcelo Rocha, diretor de pós-vendas do Grupo Servopa, muitos motoristas só procuram determinadas informações sobre o veículo quando precisam delas.
“São coisas simples, mas pouco óbvias, que podem ocasionar diversos problemas no trajeto”, explica.
1. Chave presencial sem bateria
Muitos veículos equipados com chave presencial possuem mecanismos de emergência que permitem abrir as portas e até dar a partida quando a bateria do dispositivo acaba. O problema é que, em uma situação inesperada, o motorista pode não saber onde está a chave mecânica ou como fazer o veículo reconhecer a chave.
Por isso, vale consultar previamente o manual do modelo e entender como funcionam os procedimentos de emergência.
“É importante entender previamente os procedimentos de emergência do próprio modelo. Saber onde está a chave mecânica, como abrir o veículo e como realizar a partida quando a bateria da chave acaba evita que uma situação simples se transforme em um problema durante a viagem”, orienta Rocha.
2. Ponto de reboque
Em caso de pane ou acidente, saber onde fica o ponto de reboque pode facilitar a retirada do veículo de uma situação de risco.
Em muitos modelos, o equipamento fica escondido atrás de uma tampa no para-choque e exige uma peça específica, geralmente armazenada junto às ferramentas do veículo.
“É comum que o motorista só descubra onde fica o ponto de reboque quando precisa utilizá-lo. Conhecer a localização e saber onde está o equipamento necessário para o procedimento evita improvisos e facilita o atendimento em uma situação de emergência”, explica.
3. Equipamentos de emergência
Estepe, kit de reparo, compressor e outras ferramentas podem variar de acordo com o modelo do veículo. Por isso, não basta saber que determinado equipamento está no carro: é importante conhecer sua localização e entender como ele funciona.
Em alguns veículos, o acesso ao estepe e às ferramentas não é intuitivo, enquanto outros utilizam soluções diferentes para situações de pneu danificado.
“Descobrir isso no acostamento, sob pressão, não é o melhor cenário”, destaca Rocha.
4. Luzes do painel
Os símbolos exibidos no painel podem indicar desde situações que exigem atenção até problemas que demandam a interrupção imediata da viagem.
Conhecer previamente os principais alertas ajuda o motorista a avaliar o que fazer caso uma luz apareça durante o trajeto.
“Nem todo alerta significa que é necessário parar o carro imediatamente, mas alguns indicam situações que não devem ser ignoradas. Por isso, é importante consultar o manual e saber diferenciar os avisos antes de pegar a estrada”, afirma.
5. Trajeto sem sinal de celular
Em trechos com cobertura limitada, depender exclusivamente da internet para consultar o caminho pode causar problemas.
Uma alternativa é planejar a rota antes da viagem e baixar mapas para utilização offline. Também é possível identificar previamente postos de combustível, restaurantes, pontos de parada e outros locais importantes.
“Assim, o motorista não fica totalmente dependente da conexão durante o percurso”, orienta o especialista.
6. O que acontece com a bagagem em uma frenagem brusca
Malas e mochilas não devem ser organizadas apenas pensando em aproveitar melhor o espaço. Em uma frenagem brusca, objetos soltos podem se deslocar e atingir os ocupantes.
A bagagem também não deve comprometer a visibilidade do motorista.
“Objetos pesados devem ficar bem posicionados e nada deve permanecer solto na cabine ou sobre o tampão traseiro”, destaca Rocha.
7. O que fica dentro do carro durante uma parada
Em viagens, é comum deixar temporariamente dentro do veículo eletrônicos, documentos, alimentos e outros pertences. Além da questão de segurança, porém, o calor e a exposição ao sol podem danificar determinados objetos.
Durante as paradas, o ideal é evitar deixar itens de valor ou sensíveis à temperatura dentro da cabine. Sempre que possível, os pertences devem ficar fora da vista de quem está do lado de fora.
8. Como agir em caso de parada no acostamento
Uma pane ou outro problema pode obrigar o motorista a parar no acostamento. Nessas situações, a prioridade deve ser a segurança dos ocupantes e a sinalização adequada do local.
Tentar fazer reparos imediatamente pode ser perigoso dependendo das condições da rodovia, do trânsito e da localização do veículo.
“O acostamento não é um local seguro para realizar reparos ou permanecer sem necessidade. Se for preciso parar, o motorista deve priorizar a sinalização, avaliar a segurança dos ocupantes e acionar a assistência especializada”, afirma Rocha.
Prevenção também faz parte da viagem
Conhecer o próprio veículo antes de enfrentar uma situação de emergência pode ser tão importante quanto realizar a revisão mecânica.
Além de verificar as condições do carro, o motorista deve organizar corretamente a bagagem, evitar objetos soltos e conhecer os principais recursos e procedimentos do modelo.
Na estrada, estar preparado para situações inesperadas pode fazer diferença para transformar um possível problema em apenas uma pequena interrupção da viagem.
Sobre o Grupo Servopa
Há 70 anos no mercado, o Grupo Servopa atua no setor automotivo e representa marcas como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), o grupo reúne operações em concessionárias, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Foto: Crédito: Envato Imagens













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