Category: Vida e Saúde

  • Florida está entre os estados com maior risco de danos na pele causados por raios UV

    Florida está entre os estados com maior risco de danos na pele causados por raios UV

    Um novo estudo realizado pela Alinea Medical Spa revelou que a Flórida ocupa o quarto lugar no ranking dos estados norte-americanos mais vulneráveis a danos de pele relacionados à exposição solar. O levantamento considerou o índice UV previsto e a média de minutos de luz solar diária entre março e agosto de 2024.

    Com um índice geral de 68,07/100, a Flórida apresenta um UV médio de 10,33 e cerca de 725 minutos de luz solar por dia, fatores que aumentam o risco de problemas como manchas, fotoenvelhecimento e até câncer de pele.

    No topo do ranking está o Havaí, com um índice de 85,48/100 e o maior UV médio do país (12,0). Em seguida aparecem Novo México (74,53) e Louisiana (74,23). Já o estado com menor risco é Nebraska, com apenas 2,46/100, devido ao baixo índice UV (1,0) e menor exposição solar.

    Especialistas alertam que, independentemente da região, os danos causados pelo sol são cumulativos. Isso significa que mesmo estados considerados de baixo risco não estão livres das consequências da exposição aos raios ultravioleta. A recomendação é clara: uso diário de protetor solar de amplo espectro (SPF 30 ou mais), chapéus, óculos escuros e hábitos de proteção devem ser mantidos ao longo de todo o ano.

    “O estudo reforça que a prevenção é fundamental. Viver em uma região ensolarada como a Flórida exige cuidados redobrados para manter a saúde da pele ao longo da vida”, destacou um porta-voz da Alinea Medical Spa.

  •  Do fogão ao coração: o poder da presença nos negócios que alimentam corpo e alma

     Do fogão ao coração: o poder da presença nos negócios que alimentam corpo e alma

    ➤ Por: Rebeca Macedo

    Tem coisa que a gente não explica, mas sente. Tipo aquele arrepio ao provar um feijão com gosto de infância, mesmo do outro lado do oceano. Ou o suspiro que vem antes da primeira garfada de um pão de queijo quentinho depois de um dia difícil.

    Agosto chegou com o tema “Sabores que Conectam” e não tem como não se emocionar. Porque não estamos falando só de comida. Estamos falando de afeto, de identidade, de pertencer. Estamos falando de estar presente, de corpo, alma e memória.

    A verdade é que comer, quando é de verdade, não é um ato automático. É um ritual. É quando a gente se reúne, mesmo em silêncio, e sente que ainda tem algo que nos liga. E no meio dessa rotina que vive correndo e atropelando tudo, especialmente o emocional, a mesa vira um porto. Um abraço. Um lembrete.

    Quando o prato carrega mais do que sabor

    Por trás de cada restaurante brasileiro aqui fora tem alguém que ousou sonhar longe de casa. Que enfrentou medo, saudade, papelada, e decidiu colocar no mundo não só uma receita, mas um pedaço do próprio coração.

    A jornada de quem empreende na gastronomia longe do Brasil exige muito mais do que habilidade na cozinha. Exige inteligência emocional. Aquela força silenciosa que faz a gente continuar mesmo quando tudo parece difícil. Que ensina a respirar fundo quando o cliente reclama. Que ajuda a manter o sorriso, mesmo quando a saudade aperta ou o caixa não fecha.

    Um estudo da Harvard Business Review já apontou que líderes com alta inteligência emocional são até 70% mais eficazes em lidar com adversidades e mudanças. Isso se aplica, claro, também a líderes de pequenos negócios, como nossos empreendedores da gastronomia brasileira espalhados pela Flórida e pelos Estados Unidos.

    Daniel Goleman fala que inteligência emocional é saber lidar com as próprias emoções e com as dos outros. E eu arrisco dizer: quem serve comida afetiva já faz isso o tempo todo, mesmo sem nomear.

    Além disso, a pesquisa “State of Hispanic Entrepreneurship 2023”, do Stanford Latino Entrepreneurship Initiative, revelou que mais de 40% dos empreendedores latinos disseram que a maior dificuldade é lidar com o estresse emocional e com a solidão no processo. Cozinhar virou sobrevivência, mas também resiliência.

    Porque enquanto o cliente vê o prato bonito na mesa, o dono está ali por dentro tentando administrar o estoque, as contas, os filhos na escola e os boletos vencendo em duas línguas. Mas ele segue. Porque sabe que, ao alimentar o outro, também alimenta a si mesmo.

    E quem se senta à mesa também tem um papel

    A gente fala tanto de consumo consciente, mas e o comer consciente?

    Meu convite é simples, mas direto: da próxima vez que for a um restaurante brasileiro, se desconecte para se conectar. Desligue o celular. Olhe nos olhos de quem te atende. Agradeça com o coração. Pergunte a história por trás daquele prato. Saboreie com presença.

    Parece pouco, eu sei. Mas não é. Estudos já mostram que quem pratica atenção plena (mindfulness) ao comer experimenta mais prazer, menos ansiedade e se relaciona melhor com o corpo e com os outros. Comer com presença é cuidar da saúde emocional também.

    E mais: você nunca sabe o quanto um gesto simples seu pode ser o bálsamo que aquele empreendedor precisava pra seguir em frente naquele dia.

    Presença virou luxo

    Nesse mundo de pressa, a presença virou artigo de luxo. Todo mundo com fome de afeto, mas saciado só com distração. A mesa virou cenário para selfie. A comida virou conteúdo. E a conversa, legenda.

    Mas a gente ainda pode voltar. Voltar a estar inteiro, voltar a sentir. A comer devagar. A agradecer. A ver no restaurante não só um serviço, mas uma extensão do lar de quem teve coragem de abrir portas fora do Brasil.

    Sabores conectam, sim. Mas só quando a gente está presente o suficiente pra sentir.

    Finalizo com esse lembrete, do tipo que a gente dobra e guarda no bolso:

    Da próxima vez que você sentar-se à mesa de um restaurante brasileiro aqui no sul da Flórida, experimente algo diferente: desligue o celular, respire fundo, observe os detalhes, ouça a história do chef, sinta os aromas sem pressa. Seja presença. Seja corpo inteiro. Porque talvez o verdadeiro sabor esteja justamente aí, no reencontro com o que realmente importa.

    Comer fora pode ser mais do que uma refeição. Pode ser um reencontro com a vida, com as raízes, com a gente mesmo. E, quem sabe, com essa presença real, a comida se torne ainda mais gostosa.

    Não porque mudou o tempero, mas porque você voltou a sentir.

    Rebeca Macedo – Empresária, palestrante internacional e especialista em inteligência emocional
    Instagram: @rebecacmacedo

    Foto: AdobeStock

  • Social Food: o prato do dia vem com curtidas, influenciadores e dilemas

    Social Food: o prato do dia vem com curtidas, influenciadores e dilemas

    ➤ Por: Matheus Felipe

    Abrir o Instagram e se deparar com uma pizza fumegante, uma taça de vinho ou um chef finalizando o prato com flor de sal já virou rotina. O marketing gastronômico nas redes sociais não é apenas apetite visual: é estratégia, influência e polêmica.

    Nas mídias digitais, o que vemos vai além da comida. É sobre estilo de vida e pertencimento. Essa tendência está moldando hábitos alimentares reais, principalmente entre os mais jovens. O problema? Muito do que viraliza não é exatamente saudável. Produtos ultraprocessados, energéticos e as chamadas “comidas de performance” ganham holofotes em vídeos curtos e cativantes.

    Enquanto isso, o efeito TikTok transforma ingredientes em febres-relâmpago. Um vídeo viral pode fazer pistaches desaparecerem do mercado ou esgotar potes de pepino em poucos dias. O lado bom? Visibilidade para marcas e pequenos negócios. O lado caótico? Cadeias de suprimento despreparadas e consumo impulsivo. Hoje, não basta saber cozinhar: é preciso entender os algoritmos.

    Do ponto de vista de negócios, o impacto é claro. Segundo dados recentes, aproximadamente 70% dos consumidores escolhem restaurantes com base no que veem nas redes sociais (Eletro IQ, 2025). Isso muda tudo. O Instagram virou o novo cardápio. Quem não estiver presente digitalmente, está fora do jogo.

    Mas nem só de filtros vive o marketing gastronômico. Cada vez mais, cresce a valorização da sustentabilidade e da narrativa do “consumo consciente”. Vídeos sobre ingredientes locais, combate ao desperdício e alimentação sem lixo ganham espaço. Não é só tendência: é posicionamento.

    Em resumo, o marketing gastronômico nas redes sociais é poderoso, mas repleto de armadilhas. É preciso pensar com o estômago, mas também com a cabeça. O conteúdo bonito deve vir acompanhado de responsabilidade. Porque, no fim das contas, o que está em jogo não é só o próximo “prato do dia”, mas a saúde, o comportamento e a cultura alimentar de toda uma geração.

    Sobre a Uninter
    Matheus Felipe é mercadólogo, especialista em gestão de mídias sociais, gestão comercial e marketing digital. É professor do Centro Universitário Internacional Uninter, onde atua como tutor no curso de Gestão de Mídias Sociais. O Centro Universitário Internacional Uninter é um dos maiores grupos do segmento educacional e uma das únicas instituições de educação a distância do Brasil credenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC). Sediado em Curitiba (PR), já formou mais de 650 mil alunos e, hoje, tem mais de 550 mil estudantes ativos. Fora do Brasil, oferece cursos de graduação e pós-graduação EAD para brasileiros, com polos de apoio presencial nos Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, Itália e Japão. Saiba mais em: www.uninteramericas.com

    Foto: Unsplash

  • Empreender e prosperar

    Empreender e prosperar

    ➤ Por: Zaquie C Meredith

    Empreender é fascinante. Eu mesma já vivi esse caminho: fui empreendedora de sucesso antes de me dedicar quase que exclusivamente às terapias. Por isso, sei o quanto essa escolha é importante.

    Empreender é expressar o seu talento no mundo! Já parou para pensar nisso? É uma atitude que exige autoestima, coragem e valorização daquilo que você faz ou sonha em fazer.

    A prosperidade é consequência de um bom empreendimento. Sempre defendi que ela não deveria ser a causa, mas sim o resultado natural de algo construído com propósito. O seu projeto precisa estar alinhado com o que você acredita, com a sua verdade, para sobreviver e alcançar o sucesso.

    A prosperidade já existe dentro de você. Isso mesmo. Ela não está fora, mas dentro. Está na Terra, nos planetas, na natureza. A Terra é riquíssima. A natureza é absurdamente abundante, e essa riqueza é constante. E pode continuar assim, especialmente se aprimorarmos nossas práticas, hábitos e costumes, cuidando dos recursos naturais como se fossem infinitos.

    A boa notícia é que já existem muitas pessoas com essa consciência mais profunda. Porque, assim como o amor, a prosperidade também é um sentimento. Um estado de espírito. E empreender com amor aumenta muito as chances de sucesso.

    A partir de agora, comece a enxergar a prosperidade como algo que se sente. Experimente. Permita-se. Prosperar e empreender podem – e devem – ser sinônimos.

    Mas não se esqueça: empreender também exige disciplina. Disciplina física, mental e emocional. É preciso acreditar, construir, perseverar e saber ser o seu próprio chefe. Nada de mandar e-mail de pijama da cama! Vista-se, arrume-se, mesmo que vá trabalhar de casa. Isso faz diferença. Você se sentirá melhor. E seu negócio também.

    Lembro de uma amiga psicanalista que estava começando sua própria clínica. Ela me perguntou: “Mas como você faz? Como sabe quando vai entrar dinheiro?”
    Respondi com sinceridade: não sei. Nenhum de nós sabe. Mas pode acontecer a qualquer momento, a qualquer hora. É preciso confiar. Quando estamos alinhados com o universo, a prosperidade vem. É de todos. É nossa. Basta crer. E ter fé. Ela virá. E ela vem. Minha amiga prosperou. Porque teve fé.

    Encontrar a prosperidade dentro de nós é ser a própria prosperidade. Empreender é prosperar. Ter fé é o maior empreendimento das nossas vidas.

    Sucesso!

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  • A ausência paterna e seus efeitos na formação psíquica

    A ausência paterna e seus efeitos na formação psíquica

    Psicóloga Maria Klien analisa impactos profundos e silenciosos do afastamento paterno na constituição da identidade

    A ausência da figura paterna, seja física ou emocional, vai muito além de um vazio nas dinâmicas familiares. Ela pode repercutir diretamente na formação da subjetividade, na forma como nos reconhecemos, nos relacionamos e nos defendemos da dor. É o que afirma a psicóloga Maria Klien, especialista em neurodesenvolvimento e saúde mental.

    Segundo Maria, a função paterna representa um pilar simbólico essencial nos primeiros anos de vida. “Ela atua como eixo regulador no início da vida psíquica. Quando há ausência ou descomprometimento afetivo, enfraquecem-se os limites, a noção de autoridade simbólica e as referências emocionais estáveis.”

    Esses efeitos, aponta a psicóloga, muitas vezes surgem de forma silenciosa: dificuldades de vínculo, excesso de racionalidade, tendência ao isolamento ou reações agressivas. “Não são escolhas deliberadas, mas marcas de um desenvolvimento afetivo que se deu sem espelhos confiáveis.”

    Outro ponto importante levantado por Klien é a idealização. Muitos adultos constroem uma imagem de autossuficiência, mascarando um sentimento de abandono ou de não merecimento. “Na clínica, percebemos como esse vazio relacional pode ser recoberto por performances de força que, no fundo, impedem o contato genuíno com o sofrimento.”

    A ausência, no entanto, não está restrita à distância física. A presença não implicada — quando o pai está ali, mas sem envolvimento emocional — pode ter os mesmos efeitos. “A criança percebe a indiferença, internaliza a ideia de que não merece cuidado, e essa marca se repete nas relações afetivas da vida adulta.”

    Para quem vivenciou essa experiência, o processo terapêutico é uma oportunidade de simbolização. “É preciso autorizar o lamento pelo que não foi vivido. A falta não se reverte, mas pode ser elaborada. Isso permite criar formas de vida mais autênticas, menos defensivas.”

    Por fim, Maria defende que reconhecer os efeitos da ausência paterna não é sinônimo de culpa ou julgamento. “É um passo necessário para compreender os enredos inconscientes que nos moldam e transformar o modo como nos relacionamos conosco e com os outros.”

  • Autismo sem rótulos: como identificar e tratar comorbidades que desafiam diagnósticos

    Autismo sem rótulos: como identificar e tratar comorbidades que desafiam diagnósticos

    Dra. Gesika Amorim alerta para a importância da avaliação cuidadosa em casos de TEA com outras condições associadas

    Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) frequentemente enfrentam desafios adicionais que vão além do próprio autismo. Esses desafios são chamados de comorbidades — condições que coexistem com o TEA e podem afetar o comportamento, o desenvolvimento e a qualidade de vida. No entanto, identificar essas comorbidades é uma tarefa complexa: muitos sintomas se sobrepõem aos do próprio autismo, dificultando o diagnóstico preciso.

    Segundo a Dra. Gesika Amorim — pediatra, especialista em neurodesenvolvimento e saúde mental — uma abordagem cuidadosa, contínua e multidisciplinar é essencial para garantir um tratamento eficaz. “É preciso olhar além do diagnóstico principal e considerar sinais sutis que podem indicar outras condições coexistentes”, explica.

    Comorbidades mais desafiadoras de identificar:

    • Transtornos de Ansiedade: os sinais se confundem com comportamentos do TEA, como o evitamento social.
    • TDAH: desatenção e hiperatividade podem parecer parte do autismo, especialmente em crianças pequenas.
    • Distúrbios do Sono: alterações no sono são comuns, mas muitas vezes são normalizadas dentro do espectro.
    • Epilepsia: convulsões discretas podem passar despercebidas quando já existem comportamentos atípicos.
    • Distúrbios Gastrointestinais: crianças com TEA nem sempre conseguem expressar dor abdominal ou desconforto.

    Tratamento: foco na personalização e no cuidado contínuo

    O tratamento das comorbidades no autismo requer estratégias integradas:

    • Ansiedade e depressão: psicoterapia (principalmente TCC) e, em alguns casos, medicação.
    • TOC: técnicas de exposição e prevenção de resposta, além de ISRS.
    • TDAH: combinação de medicamentos estimulantes e terapia comportamental.
    • Epilepsia: acompanhamento neurológico com anticonvulsivantes específicos.
    • Distúrbios do sono: melatonina, higiene do sono e rotinas estruturadas.

    O papel da equipe multidisciplinar

    Pediatras, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos devem atuar em conjunto. “A intervenção precoce e o suporte contínuo às famílias fazem toda a diferença para garantir bem-estar e desenvolvimento integral à criança com autismo”, reforça a Dra. Gesika.


    ????‍⚕️ Dra. Gesika Amorim é pediatra, mestre em educação médica, pós-graduada em neurologia, psiquiatria e medicina integrativa. Possui extensão em Harvard em psicofarmacologia e neurologia clínica. Instagram: @dragesikaautismo

  • Testes genéticos vão além do câncer: conheça 5 usos que estão transformando a saúde

    Testes genéticos vão além do câncer: conheça 5 usos que estão transformando a saúde

    Os testes genéticos, antes associados quase exclusivamente à detecção precoce de câncer, estão ganhando novos significados na medicina atual. Com maior acessibilidade e precisão, esses exames vêm se consolidando como ferramentas preventivas poderosas que ajudam não só no diagnóstico, mas também na personalização de tratamentos e no planejamento familiar.

    Arthur Silva, gerente de produtos regional LATAM da QIAGEN, destaca que tecnologias como o PCR em tempo real permitem identificar mutações genéticas com grande sensibilidade, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas. “Isso permite decisões médicas mais seguras e personalizadas em todas as fases da vida”, explica.

    Confira abaixo cinco formas pelas quais os testes genéticos vêm mudando o cenário da saúde:

    1. Diagnóstico precoce de doenças raras
    Doenças genéticas raras costumam ser difíceis de identificar. Testes genéticos aumentam as chances de diagnóstico ainda na infância ou até durante a gravidez. Estudos recentes revelam que exames como o sequenciamento genômico impactam diretamente na escolha de tratamentos precoces e mais eficazes.

    2. Prevenção personalizada de doenças crônicas
    Genética também ajuda a prever a propensão a doenças como diabetes, Alzheimer, hipertensão e intolerâncias alimentares. Com os resultados, é possível indicar check-ups frequentes, ajustar hábitos e implementar estratégias de prevenção antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

    3. Planejamento familiar mais seguro
    Casais que desejam ter filhos podem usar testes genéticos para saber se carregam mutações hereditárias. Com isso, podem tomar decisões informadas sobre reprodução, inclusive com uso de tecnologias como a fertilização in vitro com triagem genética.

    4. Tratamentos personalizados (farmacogenética)
    Com base no perfil genético do paciente, a farmacogenética permite escolher medicamentos com maior eficácia e menos efeitos colaterais. Isso evita o método de tentativa e erro e promove mais segurança nos tratamentos desde o início.

    5. Otimização dos sistemas de saúde
    A genética pode reduzir internações, evitar diagnósticos tardios e diminuir custos com exames desnecessários. Para Silva, o grande desafio é tornar essa tecnologia acessível a todos, integrando os testes genéticos ao SUS e às operadoras de saúde de forma estruturada.

    Apesar dos avanços, ainda é preciso superar obstáculos como o desconhecimento, a falta de políticas públicas e o alto custo. “A genética pode salvar vidas. Precisamos torná-la parte do cuidado básico”, conclui Silva.

  • Busca por Mounjaro dispara na Flórida, segundo novo estudo

    Busca por Mounjaro dispara na Flórida, segundo novo estudo

    Um novo levantamento da Whitley Law Firm revela que a Flórida ocupa o 3º lugar entre os estados norte-americanos com maior interesse por Mounjaro, medicamento utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e para perda de peso.

    Com 168,22 buscas mensais por 100 mil habitantes, o estado só fica atrás de Alabama (1º) e Louisiana (2º). A pesquisa se baseou em dados do Google entre junho de 2024 e maio de 2025, e mostra que os estados do Sul dos EUA dominam as primeiras posições no ranking de interesse pelo medicamento.

    Além do Mounjaro, os dados também apontam alto volume de buscas por Ozempic, outra medicação popular para controle de peso e glicemia, com 123,78 buscas/100 mil habitantes na Flórida.

    Enquanto os estados do Sul se destacam no interesse por Mounjaro, estados do Oeste como Califórnia e Oregon demonstram preferência por Ozempic. A análise sugere possíveis diferenças regionais nos hábitos de busca por medicamentos e pode refletir preocupações específicas de saúde pública.

    “Esses dados revelam padrões regionais que podem estar ligados a condições crônicas, percepção de saúde e maior exposição à mídia. É essencial que qualquer uso desses medicamentos seja feito com acompanhamento médico”, alertou um porta-voz da Whitley Law Firm.

    Top 5 estados com mais interesse em Mounjaro:

    1. Alabama – 195,39
    2. Louisiana – 193,40
    3. Flórida – 168,22
    4. West Virginia – 165,58
    5. Tennessee – 164,42

    Fonte: Google Keyword Planner – Junho/24 a Maio/25

  • Entenda o Transtorno Desintegrativo da Infância

    Entenda o Transtorno Desintegrativo da Infância

    O Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI) é uma condição rara e complexa do neurodesenvolvimento que afeta crianças que inicialmente apresentam um desenvolvimento típico, mas que depois enfrentam uma perda significativa de habilidades adquiridas, como linguagem, interação social e coordenação motora. Este quadro causa grande impacto na vida da criança e da família, exigindo atenção especializada e intervenções multidisciplinares.

    O que é o Transtorno Desintegrativo da Infância?

    Anteriormente considerado um transtorno distinto no manual diagnóstico DSM-IV, o TDI hoje está classificado dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme a atualização do DSM-5. A principal característica do TDI é a regressão acentuada que ocorre após um período inicial de desenvolvimento normal, geralmente entre os 2 e 3 anos de idade. Essa regressão pode variar em intensidade, com algumas crianças perdendo uma maior quantidade de habilidades do que outras.

    Principais sinais e sintomas

    Os sinais mais comuns do TDI incluem:

    • Perda da linguagem e comunicação previamente adquiridas;
    • Dificuldade na interação social e no estabelecimento de relações;
    • Regressão nas habilidades motoras e cognitivas;
    • Alterações comportamentais, como irritabilidade e movimentos repetitivos sem propósito aparente;
    • Perda do controle da eliminação de urina e fezes.

    Crianças com TDI costumam evitar iniciar diálogos e podem apresentar dificuldades para manter amizades, além de respostas inadequadas em contextos sociais, como não cumprimentar ou responder perguntas.

    Causas e diagnóstico

    As causas do TDI ainda são pouco compreendidas, mas estudos indicam que fatores genéticos e neurológicos podem estar envolvidos. Diferente de outras condições, o transtorno não é necessariamente hereditário e não possui cura.

    O diagnóstico é clínico e realizado por meio de avaliação médica detalhada. Recomenda-se o acompanhamento por neuropediatras, psiquiatras infantis e neuropsicólogos, com a maioria dos casos identificados entre os 3 e 10 anos de idade.

    Tratamento e qualidade de vida

    Embora não exista cura, o tratamento do TDI visa minimizar os impactos do transtorno e promover a melhor qualidade de vida possível para a criança. Isso inclui a combinação de terapias multidisciplinares, como terapia comportamental, ocupacional, fonoaudiológica e, em alguns casos, uso de medicação.

    A participação ativa da família é fundamental. O envolvimento dos pais no acompanhamento das terapias e na rotina da criança é essencial para reforçar o que é aprendido nas sessões e para proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante.


    Sobre a especialista:
    Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie. Ela é palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem.


    Para saber mais:
    Visite o Instituto NeuroSaber: https://institutoneurosaber.com.br

  • A porta está completamente aberta!

    A porta está completamente aberta!

    ➤ Por: Zaquie C Meredith

    “Why do you stay in prison when the door is wide open?” – Rumi
    (“Por que você permanece na prisão quando a porta está completamente aberta?”)

    Como seria, para você, fazer a diferença?
    Mudar de vida?
    Viver um excelente relacionamento?
    Realizar-se com os filhos?
    Ter um trabalho de sucesso?
    Ter muito dinheiro?
    Ajudar os outros?

    Todos nós corremos atrás da felicidade sem perceber que ela anda conosco, dentro de nós. Não somos bonecos com destinos programados. Somos seres com uma centelha divina e o poder de mudar nossas vidas para melhor.

    Antes de tudo, precisamos aceitar que somos mais que um corpo. Somos espírito e mente. O espírito se alimenta da espiritualidade, e a mente é parte de uma consciência coletiva. Estamos todos conectados, de uma forma ou de outra.

    Então, como ser feliz?

    A felicidade não é um pacote que chega pronto. E não dá para pedi-la pela internet. Ela não se conquista de uma vez só. Ao contrário do que fomos ensinados, a felicidade é cultivada diariamente, momento a momento, instante a instante. Ela está em cada pequena experiência que vivemos.

    E como viver isso? Começa com presença. Estar presente. Estar consciente — não só em um relacionamento, com os filhos, no trabalho, no dinheiro, ou ao ajudar os outros — mas também entender que somos seres energéticos e podemos nos sintonizar com a paz e a felicidade a qualquer instante.

    Estar consciente de tudo o que se faz não significa carregar um peso, e sim trazer mais leveza.

    Uma vez ouvi um filósofo dizer que a felicidade era sentar-se com um amigo e tomar um bom café. Aquele momento era pleno. Ele ouvia e era ouvido. Estava consciente do amigo, do lugar, da mesa, do café e do tempo. De repente, aquele tempo era eterno.

    Estar presente é isso.

    Estar consciente de si mesmo, da vida, da sua importância, da respiração e da natureza é o primeiro passo. Valorize cada momento com seus amigos, com sua família, com seus entes queridos. E veja como o momento se transforma em eternidade.

    Ser livre. Sentir-se livre.

    Não me refiro a uma liberdade irresponsável, mas a uma liberdade consciente e responsável. Como dizia Rumi: “Por que você permanece na prisão quando a porta está completamente aberta?”

    Reconhecer que estamos vivos e agradecer pela vida muda completamente o tom do dia. Acordar para a vida, respirar o ar, contemplar a natureza, ouvir os pássaros, observar os animais e perceber como tudo é perfeito.

    Conscientes dessa gratidão, já começamos a nos sentir felizes. A alma pede esse reconhecimento.

    E isso, sim, faz toda a diferença. Seja consciente. Seja grato. Por tudo o que você tem — e até pelo que ainda não tem. Como centelha divina que é, você pode conquistar tudo o que deseja, desde que esteja em ressonância com o universo.

    A porta está completamente aberta.

    Zaquie C Meredith
    Socióloga, healer, consteladora pioneira e escritora
    Instagram: @zaquiecmeredith

    Foto: AdobeStock