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Acontece Magazine
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Das tripas, um coração

Das tripas, um coração
Das tripas, um coração

Cônica por Nilson Lattari

É com um coração que tiramos das adversidades a coragem de continuar. Se tudo aquilo que temos é o infortúnio e adversidade para enfrentar, não poderemos nunca encará-las, se não tivermos um coração para colocar na frente e avançar.

O coração do ser humano é um terreno de solidão onde ninguém, a não ser seu dono, pode penetrar, invadir, perguntar, se sentir acolhido. O terreno da solidão é árido. E como dois viajantes que vagam pelo deserto, o coração e seu dono vão se satisfazer nas lágrimas, oásis de banhos de tristezas e alegrias, em busca das miragens que oscilam na penumbra da noite, ou no recolhimento da casa, se perguntando onde foi o erro, e, identificado, os porquês tão angustiantes que assomam a nossa consciência.

Louco é o coração que vagueia pela noite em busca de um amor inconsequente, ou que se esconde nas sombras para poder vislumbrar a sombra do perfil amado que se exibe na janela iluminada. Louco é o seu dono que leva o companheiro da solidão pelas escaladas da aventura, na busca de um amor incerto.

Se o coração não suporta mais a adversidade, é o guerreiro com tenacidade que tece outros corações, vindo de outras partes do corpo, e mesmo nas tripas encontra força para que ele exista.

Sofre o corpo de um coração aventureiro que dá ao corpo as dores reais que ele apenas sente como um arranhão na pele. Indiferente continua a maltratá-lo, porque é do amor ausente que ele se alimenta, enquanto o corpo definha lentamente.

No corpo, o coração é o único órgão que fala, batendo sempre como um código indecifrável, e que transmite apenas emoções, quando acelera, dispara, ou quando, lentamente, vai diminuindo sua ansiedade, dando ao corpo a oportunidade de pensar e agir, enquanto os outros somente a dor acusa sua presença.

Se das tripas construímos um coração, a ele depois damos vida humana, quando quase sai pela boca, ou aos pulos parece que vai explodir quando se prepara para a notícia por longo tempo esperada.

Coração de pedra, coração de anjo, coração de gelo, coração de criança, coração de ouro, quantos nomes damos a ele, e, no entanto, nenhum deles pode lhe nomear, o coração é inconstante, e muda de nome diante de cada momento que vive, e se se despedaça é nas tripas que vamos encontrá-lo.

Mesmo que nomes tenha, sejam para o bem ou para o mal, todos são afetos que sentimos e damos aos outros, e se damos, a afeição é um feito revolucionário. A ela não podemos ficar indiferentes; ou mudamos, ou as circunstâncias nos farão mudar. Abandonamos nosso mundo de conforto, e para enfrentar o mundo novo é preciso buscar um coração onde estiver, mesmo nas tripas do ditado popular.

 

 

Amar, multiplo de ex

Amar, multiplo de ex
Amar, multiplo de ex

Crônica por Nilson Lattari

Quantas vezes é possível amar? Digamos que uma vez amei Maria, e Maria me deixou, depois amei Joana, que, dessa vez, eu deixei, e por tantas vezes amei e fui amado e deixei e fui deixado. Então é possível que amando tantas vezes, também seja possível amar muitas vezes, e ao mesmo tempo, tantas Joanas e Marias que apareçam. E multiplicamos nossos amores e marcamos na memória, como o pistoleiro que marca sua arma, para cada presa abatida.

Certo. Digamos que uma amiga ou amigo é tão amigo e amiga que a amizade por tantas vezes multiplicada seja quase amor, confeitada com muita simpatia, com o devido espaço entre corpos. Podemos separar amor de amizade? Possivelmente, desde que não queiramos transformar amizade em amor, onde amor se transformar em amizade... aí, talvez, a coisa se complique e, em vez de multiplicar, divida.

Podemos estar com alguém e amar outras ou outros, pelos detalhes que nos falte ver na pessoa amada da vez. Uma forma de falar, compreender, ouvir, sorrir, acariciar e tantas qualidades faltam na pessoa que amamos e conseguimos ver, ou imaginar, que existam em outros ou outras tantas.

Ficamos com as nossas amadas e amados até que a morte ou um problema bem grave nos separe, e abrimos nosso coração de imediato para os outros amores para os quais lançamos pensamentos e olhares.

Depois da tempestade vem a bonança, ou depois de um fora bem-dado, nosso coração se abre para outros lados com esperança. Já disse Hegel que o segundo casamento, ou relacionamento, é a vitória da esperança sobre a realidade. Sempre acreditamos que o amor mora ao lado, ou na primeira troca de olhar no passear descontraído pelas calçadas. Uma troca de sutilezas, de convites para um café e novamente o amor se descabela, e se lança direto sobre o coração dele ou dela.

Podemos, sim, amar vários ou várias, de idades diferentes e variadas. Mas, o que nos leva a permanecer ao lado daquela que é bonita porque está em nossa companhia, disse Vinícius?

Amores são ganhos, imagina o conquistador barato, e como barato sai caro ele colhe muito mais perdas e danos. Amamos muitas vezes, e ficamos, com certeza, com aquele ou aquela que compreende nossas manias, defeitos e enganos.

Foto: Nicholas Gercken - Unsplash

 

Entre a Verdade e a Fé

Entre a Verdade e a Fé
Entre a Verdade e a Fé

Por Nilson Lattari

Fé é um sentimento onde se crê sem nunca ter ouvido, sem nunca ter falado, sem nunca ter visto: a Fé é cega. No entanto, a descoberta da Verdade é a sua procura, é o encontro com seus sentimentos, e, para uns, eles estão à flor da pele, ou escondidos sobre os escombros de interesses os mais mesquinhos. São dois momentos em que nos encontramos atualmente: a escolha entre a Fé e a Verdade.

Colocar a Fé a serviço de alguém, de alguma instituição é, muitas vezes, a revelação de uma fraqueza, de uma entrega para outrem das atribuições que deveríamos tomar rédea, é se colocar em uma zona de conforto. Entregar-se a discursos radicais, desde que solucionem nossos problemas, levados por nossos interesses pessoais, é ter fé na solução que os outros nos apresentam, desde que seja para submeter aqueles que nós excluímos como indesejáveis, por serem pobres, pretos, sem famílias, sem estruturas, com deficiências mentais, físicas, ou simplesmente têm um coeficiente intelectual que não atendam aos interesses do mercado, ou não nos sirvam.

A Fé é uma covardia, quando utilizada nos interesses do nosso conforto pessoal, e é por esse motivo que muitos aceitam as soluções vendidas por oportunistas, colocando os excluídos, e nesse instante, aqueles que escolhem seus estilos de viver gêneros, ocupações ou formas de viver. Entregar corações e mentes para discursos discriminatórios é, por isso, a covardia vestida de Fé.

A Verdade, no entanto, exige coragem para dizer, para defender, para se autocriticar, corrigir rumos, exigir mudanças, é se expor, contrapor, mostrar, e dando a cara para receber críticas. Para ser verdadeiro é preciso ter coragem. Porque o discurso da imposição, do conservadorismo, e, explico, que conservadorismo é mais do que nunca deixar ficar desse jeito, e não mudar o jeito para eu ter que dividir, aceitar aquilo que me ofende, ou que me proporciona esconder o que sinto, e me transforme em uma pessoa “de bem”, é o mais fácil, porque não exige a procura, somente a espera de um salvador, mesmo que espúrio.

O verdadeiro excluído é aquele que se exclui, que quer se mostrar como o correto, aquele que segue os ditames do bom comportamento, ou o que venha ser isto. E, para isso, tem que ter fé em alguém que faça e diga o discurso sujo onde se possa esconder as reais motivações. É claro que deva ser sempre alguém que possa ser descartado, e que o nome, o nome dos vivandeiros da fé não apareçam.

A Verdade é o que nos liberta, que nos faz encarar nossos medos, viver com nossos diferentes, aceitar que somos diferentes em algum momento ou lugar dentro de nós mesmos.

Procura a Verdade e ela vos libertará, mas não é a Fé que te salvará e sim os seus atos, incluindo suas atitudes, suas palavras, suas ações. O que serão atos da Verdade e os atos de Fé? O que o Mestre escolheu? A coragem ou a covardia?

 

 

Eu sei que dá medo

Eu sei que dá medo
Eu sei que dá medo

Cronica por Nilson Lattari

Quando lemos, ouvimos, conversamos com aqueles que divergem da atual política, da atual situação, sentimos medo, eu sei, das argumentações que nos parecem tão precisas, cortantes, de que a opção pela política social é errada. Principalmente daqueles que receberam o peixe até ficar bem grandinhos, mas mandam para os outros que devam aprender a pescar. E, nessa questão do peixe, também podemos incluir uma cabeça melhor para os estudos, uma família razoavelmente organizada, não desestruturada, com pais omissos, mães solteiras etc.

Será que estamos errados? Que o mundo deva funcionar com a livre iniciativa, lições de grandes homens, capitães de indústrias, aqueles que tiveram sucesso empresarial e que, portanto, estão a cavaleiro para demonstrar as grandes oportunidades?

O que são histórias de sucesso, de tanto sucesso que podem subir nas tribunas e dar lições de moral a todos?

Se vários funcionários de grandes empresas, de pequenos empresários, que alcançam o sucesso funcionam por que não tentarmos todos a livre iniciativa, livres dos empregos públicos, das estatais?

Na verdade, dos vários funcionários que chegam à presidência, ou ao sucesso nos negócios, contamos uma centena, talvez milhares que não chegam. Simplesmente porque uma simples conta matemática resolve: só existe um presidente em cada empresa, e só existe um ou poucos empresários que acham o seu nicho de mercado. Não se enganem, uma questão de sorte ou azar, contadas em prosa e verso como fórmulas perfeitas, mas não copiáveis. Caso isso fosse verdade, seria somente copiar e comemorar.

Talvez a história, a verdadeira história seja aquela que os derrotados tenham para contar. Ninguém liga para os motivos que alguém foi derrotado, mas, ali estão as lições do como não fazer.

Relatar grandes feitos de grandes homens não é vantagem nenhuma, é contar simplesmente a História. Mais valeram as grandes derrotas e as grandes decepções e as comemorações longe dos holofotes daqueles que deram força ao grande nome. Ninguém é dono da História, e também ninguém é suficientemente grande para determinar a um povo qual o caminho que deva escolher.

Portanto, o discurso é apontar a falha do outro, comparando com o seu sucesso, que é individual, de si mesmo, e não se pode a partir dele determinar a todo um povo que somente exista uma vontade, um caminho determinado.

Citam, muitas vezes, Maquiavel, um manual de embuste que tenta dar ares de moralidade a uma imoralidade política que é um tirano, assim como o Contrato Social que não passou de uma maneira de organizar a sociedade para que tudo seja “bom para os negócios”. Ou a uma bem-vinda organização matemática cartesiana.

Todorov, em sua Conquista da América – a visão do outro, define muito bem quando os espanhóis chegam ao continente e encontram um povo que não tem como princípio de vida “o que eu quero ser”, libelo de uma sociedade organizada para que haja vencedores, mas um povo que consultava oráculos para que seus rebentos soubessem o que eles “deveriam ser”, a partir de um adivinho. E era uma sociedade que funcionava, apesar dos sacrifícios humanos, que eram numericamente inferiores ao massacre que sofreram dos conquistadores, por motivos bestiais e desumanos.

Medo do outro discurso? Eu acho que não. Como se pode ter medo de um discurso que prega a natureza humana dividida como o reino animal onde existem as águias e as formigas, o leão e o lobo? Um discurso que esquece que somos todos iguais, baseados no primeiro Contrato Social: os Dez Mandamentos.

Essa sociedade, finamente organizada, matematicamente predestinada a colocar cada um no seu lugar, se esconde atrás do discurso do medo, esse sim um discurso difuso e covarde.

É difícil nos desprender deste temor. Afinal foram séculos de raciocínio na base da razão, do custo e benefício, do vestir a camisa, trabalhar em equipe. Os pretensos donos da verdade têm medo de que a dispersão desse discurso torne cada um de nós provedor de nós mesmos, e a competição real nos iguale, e alguns discursos de vitoriosos se transformem em vitórias de Pirro, expostos à concorrência e reduzidos da genialidade à mediocridade.

Foto: Clem Onojeghuo - Unsplash

 

As cidades

As cidades
As cidades

Crônica por Nilson Lattari

As cidades guardam dentro de si mais do que ruelas apertadas, ruas largas, avenidas, janelas, carros parando nos sinais para as gentes apressadas, e seguirem depois em loucas disparadas.
Cidades são olhos nos olhando do alto dos edifícios. Espionando por fora de outros olhos que se escondem por trás de cortinas, vidros fumegados, óculos escuros em andares pendurados.
O que a cidade enxerga? Como ela nos vê?

As cidades nos comprimem no amontoado de pessoas, a se encontrarem sem carinho no esbarrar de ombros, encontros casuais de mãos. As suas ruas estreitas parecem comprimir os seus lados e os paralelepípedos dos calçamentos ameaçam saltar no encontro deles. São escuras as ruas e amedrontadas à noite.

Lado a lado, casas que se espremem ao longo do calçamento de rua, em uma briga louca por espaço. Transeuntes noturnos, cobertos pelo manto da noite, pés encostados nas paredes a observar o nada, e, ao mesmo tempo, tudo. Pequenos rolos de cigarros a circular pelo ar, para encontrar as luzes da iluminação pobre, pirilampos de névoa a buscar a luz.

Luzes saindo de janelas, a fornecer o pouco de vida para a noite. Gritos, barulhos que ecoam pelo ar. Alguém grita, todos ouvem e não mexem um dedo. Apenas os olhos se movem: Morte.
A iluminação do dia traz os contornos mais nítidos. Barulhos de vendedores, apregoando a sorte que pode chegar, anúncios de pechinchas, lojas a oferecerem objetos em bancadas nas calçadas. Mulheres em seus trajes de passeio ondulam pelas vitrines, a admirar os objetos de desejo ou para se exibirem a si mesmas as roupas novas, outras passam apressadas para alcançar a hora de atendê-las, burburinho: Vida.

A chuva cai, de repente, a rua esvazia, a população se espreme nas marquises, igualando ricos e pobres. Democrática, brinda a todos com a mesma benção. A rua de seca passa a molhada, coloridos espelhos dos neons nas poças d’água, interrompendo o fluxo dos vidros espelhados. A cidade narcisa se vê refletida no líquido.

Um carro passa e mistura tudo.

Foto: Adrian Schwarz on Unsplash

 

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Ensaio fotográfico do ator Caio Castro em Miami para a Acontece Magazine de agosto de 2017

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Vera Viel posa com tema náutico para a Acontece Magazine em Miami

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Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico com as modelos Cate Chant e Flavianny Nassimbeni para a editoria Fashion da edição de maio de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Making Of Abril 2016

Ensaio fotográfico com Karmel Bortoleti para a editoria Fashion da edição de abril de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016

Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016


Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de fevereiro de 2016 da Acontece Magazine


Making Of Janeiro 2016

Making of do ensaio fotográfico para a capa e a editoria fashion da edição de janeiro de 2016 da Acontece Magazine com a participação da modelo Andrea Méndes Arroio


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Acontece Magazine Making of de Dezembro 2015




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