btn facebook  btn youtube  btn twitter  btn google plus  acontece instagram  acontece issuu

 

Acontece Magazine
btn facebook   btn youtube   btn twitter  btn google plus  acontece instagram  acontece issuu
acontece logo darkred

Enquanto caminha uma mulher

Enquanto caminha uma mulher
Enquanto caminha uma mulher

Cônica por Nilson Lattari

Mulherengo é aquele homem, dizem as mulheres, que anda atrás de todo rabo de saia. E se uma mulher lhe sorri na rua, não lhe passa pela cabeça que ela pode não estar sorrindo para ele, muito provavelmente, mas porque naquele dia saiu de casa contente consigo mesma, absorta em suas vitórias, feliz porque seu cabelo está como sempre quis, encontrou a roupa que mais a agradou, se descobriu mais bonita no espelho do que sempre, ou, simplesmente, se livrou de um traste que lhe pegava no pé, e não em outros lugares desejados, e a última coisa que passa em sua cabeça é encontrar um outro traste com traços piores ou desajeitados.

É difícil imaginar um ser que tenha dentro de si tantas funções; amante de outros homens e mulheres ... difícil? Nem tanto. Qual a mulher que sai de casa? A amante, a namorada, a mãe (de pequenos homens e mulheres ainda em formação), a aventureira, a solitária, aquela que busca uma companhia, seja feminina ou masculina, que venha se encontrar com seus dilemas, um ouvido à disposição, ou simplesmente um rabo de saia à procura de suas soluções e à flor da pele as emoções ou a ilusão?

E quando se dispõe a ser presa fácil, enchendo de brios aquele que se diz conquistador de conquistas disponíveis, ditas em alto e bom som em roda de amigos, na contação das habilidades, não sabe ele que quem define o fácil e o difícil é o outro lado, tido como cheio de fragilidades.

Para aqueles que se insinuam como conquistadores e sabem que a batalha não é coisa que esteja no papo, e que seus galanteios, graças depois de olhares de soslaio são apenas conhecedores de caminhos, atalhos de fácil acesso que proporcionou a suposta presa prenhe de carinhos.

Quando se cruzam, homens e mulheres, quando se olham, se olham de formas diferentes. O do homem, apesar da pretensa superioridade, é de angústia, o da mulher de falsa inferioridade, é de escolha.

E, pensando bem, é muito melhor ser o escolhido entre tantos, do que se achar aquele que dá o bote, e o ganho. É muito melhor ser fisgado pela boca, pelo olhar, pelo encanto, e desfrutar como poucos de um corpo desconhecido e intrigante.

Foto: Dimitar Kazakov on Unsplash

 

Escritores

Escritores
Escritores

Cônica por Nilson Lattari

O escritor é terreno desconhecido. Algumas vezes, quando conhecemos nossos escritores, poetas, estudiosos, pessoalmente, a figura física não bate com a figura que temos em mente. Certa vez, minha mãe descreveu a sua primeira ida a um programa de auditório, até então, pelo rádio, onde a voz era o único elo que a ligava ao apresentador. Disse-me ela que quando o artista entrou no palco ela não parou de rir, e foi surpreendida com a surpresa das amigas. Ela nunca imaginou que aquele sujeito baixinho e careca fosse o dono daquela voz que ouvia, todas as tardes.

Escritores são assim também. Muitas vezes aquele que, através de palavras, descreve mundos inimagináveis, nem sempre pensam, exatamente, aquilo. Flaubert, por exemplo, não era nenhum exemplo de austeridade, no entanto, conseguiu descrever no romance de Bovary ser alguém esplêndido, profundamente poético, romântico, e extremamente conhecedor da alma feminina. E por esses exemplos vão outros que se entregaram à bebida, às loucuras ou até mesmo se foram da vida bem antes. Seres que extravasaram um sentimento perfeito, que encantaram tantas gentes, não foram capazes de convencerem a si mesmos.

Escritores são representações. Escritores, poetas, artistas falam de seres que gostariam de ter sido, descrevendo amores e histórias que nunca viveram e que gostariam de ter vivido. Podemos imaginar se um poeta que encontra o verdadeiro amor da sua vida, a vida a dois que sempre imaginou, por que perderia tempo em imaginá-la e dizê-la para outros, e não estaria se ocupando em usufruir dela?

Não cobre do autor o escritor que você tem em mente. Enquanto os leitores são leitores de palavras e se incendeiam nela, escritores e poetas são artífices de uma armadilha que tramam contra si mesmos.

O prazer do leitor é o prazer do escritor, sendo que o primeiro se embebeda no mundo que lê, e o escritor se realiza enquanto pode construir o mundo que imaginou. O leitor pode não concordar com o destino do personagem, mas o escritor pode dar a ele o que quiser. Alguns escrevem para serem lidos, e tentam captar a vontade do leitor, e o seu prazer está em ser lido. Outros sonham em ser publicados, são arrogantes, são independentes, são egoístas, escrevem o que pensam, são rudes na crítica, escrevem para si mesmos. São duas formas de arte, e, no entanto, a fantasia habita igualmente todas elas.

Felizes são os leitores que veem nos seus escritores preferidos a linguagem que não conseguem dizer, e servirão para dizer em outros ouvidos os efeitos que imaginam. Afinal, de onde tiramos as palavras de amor, aprendemos a dizer eu te amo, fazemos rimas, se não aprendemos com escritores? O paradoxo é que aprendemos a dizer essas palavras doces para ouvidos que existem, retirando de outros que nunca puderam, talvez, dizer.

Foto: Aaron Burden on Unsplash

 

Mudar quem?

Mudar quem?
Mudar quem?

Crônica por Nilson Lattari

Todos nós queremos mudança. Queremos mudar de bairro, cidade, país, os móveis, a televisão de tamanho, as roupas, o namorado, a namorada, a família, tantas coisas...

Mudar é sempre bom. São as mudanças no mundo que o fazem avançar, para um lado positivo para alguns, bom para poucos, principalmente, e necessário para muitos. A mudança sempre tem um lado que beneficia a um grupo e nem tanto ao outro.

Ao longo da História a humanidade trilha um caminho, supostamente, para diante. Do ponto de vista tecnológico é positivo, porque através das máquinas muito do nosso tempo foi poupado, a existência da máquina vai ao encontro das necessidades que a forma de ocupar o tempo se apresenta. Enrolado, né? Explico: Mudar é uma relação de equilíbrio entre o espaço e o tempo, onde a exiguidade de espaços no mundo faz com que o tempo seja aproveitado ao máximo. Maximizamos a utilização do tempo, com o auxílio das máquinas, tentando aproveitar o espaço da melhor maneira possível. Maximizamos o espaço, damos um melhor aproveitamento à medida que ele se comprime, com as multidões, com as moradias, e vamos nos apequenando imaginando que crescemos em qualidade e tempo de vida. Ou seja, sem perceber, abrimos mão de alguma coisa (o espaço maior para viver), em troca de tecnologias que, supostamente, nos permitem aproveitar melhor o tempo: Isso é uma mudança no viver, e é um paradoxo.

Quando queremos mudanças, sejam políticas, sociais ou quaisquer outras, sempre enxergamos do nosso ponto de vista, e, portanto, pessoal, aquilo que seria bom para todos. A confusão nasce porque cada um tem um ponto de vista ideal, que seria ideal para todos. Realmente, queremos mudar o mundo? Ou mudá-lo para nós?

A verdade é que queremos uma igualdade e uma padronização do produto chamado viver. E a questão é se estamos dispostos a abrir mão daquilo que nos beneficia para a chegada ao lugar comum.

Quem tem vinte bilhões gostaria de mais cinco, o que não deve ser uma tarefa muito difícil. Quem tem vinte milhões gostaria de mais cinco, o que não deve ser difícil. Quem tem vinte mil gostaria de mais cinco, o que se tornaria uma tarefa mais difícil. Quem tem vinte gostaria de mais cinco, o que se tornaria mais difícil ainda. Quem não tem nada gostaria de alguma coisa, o que se tornaria impossível. Donde o último vai se mostrar disposto a tomar de alguém, e assim por diante as coisas se tornam muito difíceis, porque, com certeza, aqueles que possuem milhões ou bilhões são inalcançáveis, e quanto aos outros que possuem menos, abrir mão de algo os tornarão mais próximos daqueles que não tem nada do que daqueles que possuem muitos.

Como aqueles que poderiam abrir mão de algo para que o equilíbrio aconteça não estão dispostos a isso, resta pedir por mudanças que jamais acontecerão. Afinal, os poucos diriam: mudar para quê, se para mim a coisa funciona bem. Se ninguém quer abrir mão de nada, vai mudar para quê? Para pedir mudanças temos que abrir mão de alguma coisa. Quem está disposto?

Foto: kylie De Guia on Unsplash

 

Onde a historia não cabe mais

Onde a historia não cabe mais
Onde a historia não cabe mais

Crônica por Nilson Lattari

Em posts anteriores, devo já ter afirmado que a História, depois da Internet, nunca mais será a mesma. Minha reflexão se alicerça no sentido de que a Internet, como mural documentário, sem dono, sem fronteiras, aberto a qualquer um que tenha uma tomada elétrica ligada ou um celular carregado no fim do mundo vai viver e reviver, não mais sem o controle dos governos, controlado por um mundo de ninguéns, provedores do próprio risco.

Muito se especula a respeito de fatos políticos gerados nas décadas do século XX sem internet, com os documentos não digitais entregues à guarda de interesses, contra o qual a memória viva é o melhor testemunho contra a manipulação e contra o recontar da História, e a partir de interesses ideológicos ou de mercado.

Muitas das memórias vivas poderiam recontar seu papel, escondendo fatos comprometedores, e baseados unicamente na confiança.

Algum participante da famosa passeata da TFP, com o Marechal do golpe de 64 à frente, certamente, insatisfeito com seu proceder, permaneceu escondido no meio de tantos e difusos nas fotografias da época, e entregaram-se ao mutismo ou à mentira de que não se interessavam por política.

O selfismo, no entanto, arma apontada para si mesmo, cai na rede, e a profusão de fotos, com participantes exibindo os mais disparatados mecanismos de defesa de argumentos, é o principal acusador daquilo que diz: “Nós sabemos o que você fez, naqueles idos da segunda década do século XXI”.

A História nunca mais será uma história. Passaremos aos nossos filhos e netos aquilo que fizemos, com nome, endereço, camisas e adereços. Hoje, mais do que nunca, o selfie está no futuro, não no presente. Agora, ele é apenas uma suposta festa, no futuro será a porta da rua. Não haverá versões, não haverá condições, não haverá argumentos, contra fatos estampados na Internet, simplesmente ao puxar o nome de alguém, na versão de notícia, imagem e vídeo, tudo será revelado.

Netos poderão perguntar o que aquilo significaria. Poder-se-ia, aproveitando as nuances gramaticais fartamente abusadas pelos ególatras interinos, dizer que foram coisas da juventude. Quando, na verdade, muitos estavam na suposta maturidade. Ao findar o regime nazista, os alemães sobreviventes se disseram opositores ao regime. E ficou combinado assim: aqueles que morreram eram os simpatizantes.

Quais seriam as respostas para: Você era um golpista? Por que o cartaz defendia um corrupto? Não era outro o objetivo?

Muitas explicações podem ser dadas, ou simplesmente o silêncio e a vergonha. A lata de lixo da História estará transbordando.

A pergunta que a História vai responder, independente das reações, baseada em fatos é o que fizemos e o que deixamos para o futuro de nossos netos e filhos.

Foto: Giammarco Boscaro on Unsplash

 

Lua

Lua
Lua

Crônica por Nilson Lattari

Por certo a lua quando viaja pelo firmamento escuro, retirando o olhar luminoso das estrelas mais longínquas, e o seu brilho prateado invade as janelas, fico imaginando aqui comigo, que os apaixonados quando se olharam nela, durante todos esses séculos, deram a ela, emprestado, os brilhos dos seus olhos enamorados.

Se dois seres distantes resolvem combinar de olhar a lua ao mesmo tempo, conseguem conceber, por um momento, que seu encontro está no que há de mais distante, apesar de estarem pensando, separadamente, e desejando, um do outro, estarem perto.

A lua tem um sentido de encontro, e se fosse um espelho no céu, por certo teria nele refletido muitos rostos, desde os amantes até os solitários. A lua parece ser o depósito de sonhos e de desejos, uma bola de adivinhação que paira no espaço, e muitas vezes míngua, outras vezes cresce, algumas vezes é inteira, em outros momentos desaparece.

Algumas vezes as nuvens a escondem, e a noite escura toma conta de tudo, mas a força dela é tão grande, que mesmo assim os enamorados, poetas, solitários e noturnos caminhantes podem percebê-la flutuando ali, bem perto.

Foram anos de sucessivas tentativas até poder ser alcançada, e um pé foi deixado na sua fina camada de solo, não tão surpreendentemente branco, ninguém a habitando ou usufruindo dela. Uma grande lâmpada acesa na noite, a acompanhar os bêbados, os meliantes, os amantes que dela se escondem nas sombras, e somente os seus olhares dirigidos para ela são os únicos a denunciar seu olhar vigilante.

Quanta fantasia em torno do astro, que indiferente cumpre seu ritual noturno. O bêbado conversa com ela, sentado na calçada, a olhar para o alto em busca da companhia prateada que levemente oscila.

Leva na viagem as marcas das máquinas que lá chegaram, em busca de aventuras. Desfazendo as imagens tolas, as inspirações poéticas que fizeram dela o depositário de imaginações. A lua e o sol, dois amantes a se perseguirem no espaço.

Lua, lua, lua quantas vezes você passou por aqui e quantas confidências eu te fiz, e você levou, no guardado do espaço, bem longe de mim.

Foto: Neven Krcmarek on Unsplash

 

Pompano Beach Brazilian Festival

Out/17 e 18 - Pompano Beach Brazilian Festival

A nona edição do Brazilian Fest of Pompano Beach acontecerá…
A Little Night Music

Mar/19 a Abr/21 - Musical A Little Night Music

Os fãs de um belo musical certamente têm motivos para…
Disney On Ice – Dream Big

Mar/26 a Mar/29 - Disney On Ice – Dream Big

Um ótimo programa para fazer com a família: assim podemos…
Disney on Ice

Mar/26 a 29 - Disney on Ice - Dream Big no BB&T

Um ótimo programa para fazer com a família: assim podemos…
Village People 40th Anniversary Tour

Mar/28 - Village People 40th Anniversary Tour

Nas últimas quatro décadas, quando se ouve falar em Village…

Videos

CLIQUE NA IMAGEM PARA ABRIR O VÍDEO

 

Karmel Bortoleti

Making of do ensaio fotográfico de Karmel Bortoleti para a editoria fashion da edição de abril de 2017 da Acontece Magazine


Ensaio fotográfico do ator Caio Castro em Miami para a Acontece Magazine de agosto de 2017

Ensaio fotográfico do ator Caio Castro em Miami para a Acontece Magazine de agosto de 2017


Vera Viel posa com tema náutico para a Acontece Magazine em Miami

Vera Viel posa com tema náutico para a Acontece Magazine em Miami


Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico com as modelos Cate Chant e Flavianny Nassimbeni para a editoria Fashion da edição de maio de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Making Of Abril 2016

Ensaio fotográfico com Karmel Bortoleti para a editoria Fashion da edição de abril de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016

Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016


Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de fevereiro de 2016 da Acontece Magazine


Making Of Janeiro 2016

Making of do ensaio fotográfico para a capa e a editoria fashion da edição de janeiro de 2016 da Acontece Magazine com a participação da modelo Andrea Méndes Arroio


Making Of Dezembro

Acontece Magazine Making of de Dezembro 2015




DMC Firewall is a Joomla Security extension!