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Acontece Magazine
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Noventa dias e a viagem continua

Noventa dias e a viagem continua
Noventa dias e a viagem continua

Crônica por Nilson Lattari

Lembro bem, era o dia do meu aniversário e decidi cortar meu cabelo. A partir desse último acontecimento, começou minha quarentena. O cabelo cresceu e aconteceu a possibilidade dele ser cortado, por minha mulher. É claro que poderia acontecer a retribuição tingindo seu cabelo, o que proporcionou a crônica anterior quando falei sobre cabelos brancos, apenas uma sugestão para que meus dotes de cabeleireiro, formado nos tutoriais do Youtube, fossem colocados à prova.

Desisti, no entanto, em arriscar sobre o corte, depois da testagem feita no poodle aqui em casa. Depois dos procedimentos e, chegando à conclusão que a raça do cachorro deveria ser, radicalmente, modificada, eu, claro, declinei do convite e comecei a curtir meus cabelos como aquele garoto old fashion que amava os Beatles e os Rolling Stones.

E, dizendo que ontem os meus problemas pareciam muito distantes, como nos versos do primeiro citado acima (Yesterday), tendo em vista que essa viagem continua e o seu destino nunca chega, me faz lembrar das crianças no carro sempre perguntando “Falta muito pra chegar?” Pois é, parece que falta muito, e a gente sempre procurando nas notícias da internet se o remédio para isso tudo tá chegando.

Em dias de confinamento, vendo a vida passar abaixo da janela, o sol brilhando lá fora e somente os pássaros e os animais ocupando os “nossos” espaços, as pessoas vão se reinventando. Novos Youtubers, novos empreendedores, gente procurando fazer o que não fazia antes, por falta de tempo, ou por não desperdiçar em coisas até então inúteis, entretidos que estavam na procura sempre incessante pelo poço do dinheiro, o mesmo daqueles sujeitos que estão cavando em Oak Island, que, por sinal, tiveram que interromper por causa do, do, do, pois é, dele.

Acho que em alguns já vai se instalando aquela angústia do tempo perdido. Confinados por causa de um ser invisível, mas que sabemos que está ali, talvez ao lado.

A pergunta que devemos fazer a nós mesmos seria quem sairá do confinamento. Que ser nós estamos treinando e preparando para sair nas ruas? Uma personalidade reconstruída, destruída, com aprendizado, mais culta, menos culta, mais revoltada, mais pacífica?

Essa escolha é nossa, e não é a do vírus. Será que perderemos tempo em filas para comprar a última moda nas lojas? Valorizaremos as caminhadas ao ar livre? Mudaremos nossos hábitos e olharemos mais em volta, e não uma fixação por uma conta bancária maior?

Mais do que o confinamento físico, precisamos pensar no confinamento espiritual em que nos colocamos ao longo do nosso tempo de vida. Dá para perceber que enclausuramos um ser dentro de nós mesmos durante muito tempo, e não nos apercebemos disso? Quanta coisa que privamos nosso corpo e mente, e a confinamos dentro de preconceitos, desejos e satisfações que, na verdade, não nos satisfaziam, e nem sabemos o que ou a quem.

É hora de pensar no confinamento, depois desse, porque virá. Não podemos sair do confinamento físico e nos encerrarmos no outro confinamento em que nos encerramos durante muito tempo, e não percebemos.

Foto: JESHOOTS.COM on Unsplash

 

Cabelos brancos e isolamento

Cabelos brancos e isolamento
Cabelos brancos e isolamento

Crônica por Nilson Lattari

Foto christian ferrer / Unsplash
Um fato que tem chamado minha atenção, pesquisando na internet sobre algo relevante, são as fotos de famosas ou influencers permitindo que os seus cabelos brancos apareçam. As mulheres, no caso, mostram as suas fotos desglamourizadas, e sujeitas às críticas dos fãs, alguns inconformados diante da descoberta e também dos elogios de outros. Uma divisão de opiniões.

Os cabelos brancos femininos sempre foram sujeitos a preconceitos. Uma atriz disse uma vez que as mulheres não envelhecem tornam-se louras. Ou seja, as mulheres de uma maneira ou de outra são obrigadas a esconder seus cabelos brancos, ao contrário dos homens que tendem a ser, até, valorizados.

Essa relação capilar feminina é curiosa, também, com a questão sobre o comprimento dos cabelos, que vão encurtando à medida que as mulheres vão amadurecendo. É uma questão de moda, é uma questão cultural, e, qualquer que seja, é uma relação injusta. É uma forma de não permitir que uma pessoa seja o que realmente deseje.

O isolamento nos trouxe para um novo normal, que na verdade é um normal normal, porém não aceito por conta de convenções.

As mulheres em isolamento, comportando-se dessa forma, seja por necessidade ou não, mostram que precisamos estabelecer um novo rumo nesses quesitos.

No filme “O diabo veste Prada”, a atriz Merryl Streep vive um personagem com cabelos brancos finamente cortados e com um brilho belíssimo. Não entendo de cabelos para admitir que todas poderiam tê-lo, mas eu achei muito bonito. E também pensei por que não as mulheres se cuidarem daquela forma? Caberia aos profissionais de beleza estudarem melhor o assunto ou a sociedade aceitar o novo comportamento.

De todo modo, o novo normal talvez traga novas formas de convívios, apesar de não ter muitas esperanças, porque na primeira chance de relaxamento do isolamento as pessoas correram para fazer as mesmas coisas de sempre: filas nos shoppings, festas e reuniões em bares.

Alguma coisa deveria mudar nisso tudo, afinal uma crise dessas deveria trazer mudanças, e quem sabe uma delas fosse uma mulher vendo-se bela à medida que amadurece e que tenda a ser valorizada por isso, com cabelos brancos.

Esperanças são sempre bem-vindas, novos jeitos de atuar no mundo também. As cabeças devem mudar na forma de pensar, externa e/ou internamente. Vamos descobrir que as mulheres ao natural serão sempre bonitas e desejáveis. Os padrões de beleza servem de encobrimento, e até de mentiras, e fake news, por que não?

Que as mulheres venham com toda a força que possuem para mudar esse mundo, e não ficarem se guardando para agradar a outros e outras (será isso?). Poderiam argumentar que as mulheres se comportam assim para agradar a si mesmas. Porém, como é possível agradar a si mesmas quando obedecem a uma norma de comportamento que ninguém sabe quem estabeleceu? As mulheres? Acho que não.

A moda determina a vida ou a vida determina a moda?

 

Uma história sem fim

Uma história sem fim
Uma história sem fim

Crônica por Nilson Lattari

No fundo sempre esperamos um final feliz para qualquer história: seja do menino pobre que vence na vida; do herói que, finalmente, salva o dia; do empregado que consegue alcançar o maior posto de comando em uma empresa e, por que não, do final feliz entre dois amantes, dois apaixonados que juram por todas as juras que o seu amor será eterno, enquanto durar.

De todas as histórias, mesmo o menino pobre que não vence na vida, acaba aprendendo uma lição, do herói que, apesar de não salvar o dia, mostra a coragem na luta e do empregado que, mesmo não alcançando o posto de supremo mandatário da empresa, coleciona as amizades e a admiração de seus pares. De uma certa forma eles têm um final feliz.

Ah! E os amantes?

Quando o final feliz adiado "sine die, finalmente, encontra um final, a lição que se aprende é transformadora. Uma história de amor ao seu término invariavelmente deixa, para um dos lados, a dor da perda. O que se ganha em experiência, por mais que se transforme em lição, na verdade, fere o ser naquilo que a razão não se sobrepõe: A razão não se sobrepõe às razões do coração.

Para esse ser que sobra da relação, resta a dor da perda. Levar por um longo período da vida, mesmo que outras relações se estabeleçam, uma história sem fim. Uma história que nunca acaba dentro de si mesma. Uma história que a mente traz à tona no cheiro do perfume, no tom da voz, e nas fotografias que são deixadas de lado, mas que o manuseio traz a maciez da pele, do toque fino dos cabelos e no macio adocicado da boca.

Uma história sem fim é uma história que ultrapassa o final feliz. É a história interminável que sempre cai na conversa com os amigos, na visão distante do ser que se foi, do ser que não quis fazer mais parte da história.

Para os outros, a matéria da perda é sempre recuperada adiante, trazida pela experiência vivida. Para o amor não. Para o amor, um amor verdadeiro não consegue ser substituído. Ele é sempre cobrado, comparado, e pune mesmo aqueles amores que venham a habitar o coração abandonado.

Uma história sem fim de abandono é uma história que nunca vai terminar. Os atalhos, os caminhos que se trilham mais adiante são mais uma busca pelo amor perdido do que propriamente o encontro de um novo amor.

O novo amor vem mais maduro, não tão emotivo, mais preparado para a decepção, mais pronto para o soerguimento, vem com a sensação da perda já embutida nos beijos e nas promessas.

Paixões são vividas "ad eternum", buscadas e conquistadas. Mas, são sempre calcadas na prudência, na preparação da perda. Ou são tratadas com desprezo, como se uma vingança interna estivesse sempre de tocaia.

A primeira paixão marca, é profunda, penetrante em um coração desavisado, aberto ao mundo, sem um colete para a flecha perdida lançada por um Cupido inconsequente.

A primeira paixão, essa sim, é uma história sem fim.

Foto: morguefile.com

 

Quarentena e abstinência - A Revoltada

Quarentena e abstinência - A Revoltada
Quarentena e abstinência - A Revoltada

Crônica por Nilson Lattari
Minha abstinente conseguiu estabelecer uma rede de contato que poderia fornecer tanto sorvete quanto ela quisesse. Estava exaltada, porque o negócio com a sua fornecedora conseguiu estabelecer uma rede de abastecimento que a impressionou. Por isso, ela recebeu da fornecedora alguns excessos, alguns presentes, traduzidos por mais embalagens de sorvetes, prontas para saciar sua extrema vontade.

O dia da entrega estava cercado de expectativa. É claro que haveria alguns cuidados com a entrega, porque o isolamento teria de ser mantido. E o contato com o entregador seria à distância, como nas outras entregas que eram colocadas no corredor.

Atendeu o interfone com alegria, já despossuída daquele olhar temerário que me obrigou a entrar e a sair, fique bem claro, do armário onde estava, ou pensava estar escondido.

O som das embalagens de sorvete no corredor ressonavam através da porta. No entanto, lembrei, ela deveria consultar o tempo de espera para poder se apossar da guloseima.

Consultou o Google e constatou que o sorvete não sofria essa restrição, porque estava embalado. Porém, antes que ela abrisse a porta eu lembrei, novamente, com um certo receio: a embalagem do sorvete é de plástico. Ela ficou estática, paralisada, fiquei preocupado com o olhar dela quando me encarasse. Ela consultou e percebeu que o plástico precisava de uma quarentena de 72 horas. E eu lembrei que o sorvete não resistiria a tanto.

Ela me olhou, com um olhar fundo e rancoroso, dizendo, em uma voz rouca, de dentro da alma, vamos dizer assim:

- Quem lhe perguntou isso?

- Eu não perguntei, apenas avisei…

Sua voz rouca rebombou pelo corredor, alertando minha vizinha, com a qual tínhamos um trato de ficar com a cópia da chave um do outro, no caso de alguma assistência. Aliás, algo bem lembrado. E, ato incontinenti, ela, a vizinha, bateu em nossa porta perguntando se tudo estava bem.

Quando se ouviu a voz do filho da vizinha, alegremente, dizendo:

- Sorvete!

Ela, minha abstinente, por detrás da porta, alçou sua voz empoderada, respondendo:

- Nem se atreva moleque dos infernos!!!

O silêncio foi lúgubre. E logo depois, vimos surgir uma chave por debaixo da porta, como um sinal de paz.

Foram setenta e duas horas vendo minha abstinente vigiar pelo olho mágico da porta o seu sorvete derretendo, quando ela se voltou para mim, dizendo:

- Isso não vai ficar assim!

Gelei por dentro, perdoem-me a expressão, olhando para o banheiro de serviço com uma porta que, infelizmente, não tinha chave.

Foto: Sharon McCutcheon on Unsplash

 

Enfrentando o inimigo

Enfrentando o inimigo
Enfrentando o inimigo

Crônica por Nilson Lattari

Enfrentamos muitos inimigos em nosso cotidiano, e ao longo da vida. Enfrentamos a possibilidade de perder o emprego, de não passar naquela prova crucial e definidora do futuro, da perda do amor de outro alguém, da saúde, da segurança e, portanto, da liberdade. Todos esses inimigos funcionam como uma tropa de assalto, perseguindo a todos, indistintamente, por qualquer motivação.

Não que estes inimigos tenham sido construídos por inimizade ou fruto de mal entendido, não é isso. Eles são inimigos naturais decorrentes do nosso estilo de vida.

Eles são satélites periféricos do inimigo que nos assombra, que jaz escondido, e que mostra a sua cara quando perdemos o controle sobre nós mesmos.

É o inimigo interno o mais voraz, o mais destrutivo, aquele que cultivamos ao longo dos anos, decorrentes de derrotas, da luta contra o desemprego, contra as questões que não conseguimos resolver e nos daria o futuro desejado, do concurso tão aguardado, da rejeição da pessoa amada, da má sorte em ter uma deficiência qualquer, que nos impede a liberdade, o direito de ir e vir, de frequentar todos os lugares que queiramos.

Ele jaz adormecido e floresce nos desencantos, na má formação cultural, no desprezo social pela nossa origem humilde, na luta desigual das forças que se equilibram, tenuemente, na convivência em sociedade.

Ele floresce na raiva que sentimos por não conseguir a vitória que o outro obteve, quando somos preteridos na promoção, ou somos escolhidos como a vítima para ser deslocada do emprego que queremos, esbarramos na falta de desejo do ser amado, quando não conseguimos a vantagem intelectual que o outro consegue, e somos colocados na impossibilidade de seguir o caminho desejado.

Ele aparece no desgosto, no despreparo em não aceitar a derrota, que é dimensionada pela exata amplidão que damos aos seres vitoriosos, quando escolhemos o outro como culpado pelo que não conseguimos, culpamos o outro, sem nem ele saber o porquê, por habitar nossos espaços, sem obedecer aos nossos discursos, que imaginamos serem os verdadeiros e importantes, nos transforma no conhecedor do único caminho possível.

E mais ainda quando o mundo parece conspirar, e entramos no círculo descendente e nos inconformamos, mas tão necessário para uma retomada mais criativa e equilibrada. Até porque este inimigo não nos deixa abrir mão de nada para o bem comum, e ele se disfarça no egoísmo, e deságua no desprezo pelas roupas do outro, pelo andar do outro, pelo outro ocupar os espaços “nossos”, com seus comportamentos desprezados por nós.

Se derrotássemos este inimigo interno, possivelmente a tropa periférica da qual faz parte não existiria, e o mundo seria mais amistoso, porque a nossa força de vontade é a nossa maior aliada, e o filtro dos nossos desejos, ancorados na realidade, são mais fáceis de realizar. E, com calma e perseverança, dar um passo de cada vez.

Foto: morguefile.com

 

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Ensaio fotográfico do ator Caio Castro em Miami para a Acontece Magazine de agosto de 2017

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Vera Viel posa com tema náutico para a Acontece Magazine em Miami

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Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico com as modelos Cate Chant e Flavianny Nassimbeni para a editoria Fashion da edição de maio de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Making Of Abril 2016

Ensaio fotográfico com Karmel Bortoleti para a editoria Fashion da edição de abril de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016

Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016


Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de fevereiro de 2016 da Acontece Magazine


Making Of Janeiro 2016

Making of do ensaio fotográfico para a capa e a editoria fashion da edição de janeiro de 2016 da Acontece Magazine com a participação da modelo Andrea Méndes Arroio


Making Of Dezembro

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