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Declarações de Amor

Declarações de Amor
Declarações de Amor

Crônica por Nilson Lattari

Não te amo porque você é bonita. Mas, te amo porque você é linda, não dessas belezas que fascinam, nos deixam boquiabertos, olhos perdidos. A tua beleza me impressionou não sei se por causa dos olhos, dos cabelos, da voz, ela me deixou impressionado pela indiferença tua, pelos meus olhos que não paravam de te olhar.

Amor à primeira vista? Foi amor por eu ter te visto, te encontrado, de repente, quando nada de diferente parecia que ia me acontecer. Foi por causa das noites mal dormidas, sonhos interrompidos, olhares fundos, vontade de construir poesias, enxergar vida e sentimentos onde já existiam, e que passavam ao largo: passei de egoísta a perdulário.

Foi pela vontade de chorar, só de imaginar que você poderia desaparecer, simplesmente acordar e me convencer de que o que eu sentia não era amor, era paixão, e paixão é efêmera, e essa confusa mistura de sentimentos não ser longa o suficiente para sobreviver.

Permita que o teu príncipe não se ponha de joelhos, ele vai te olhar de frente, e seguir adiante, desde que você esteja ao seu lado.

Não quero que você seja o meu passado, não quero que você seja uma história para contar no futuro, quero que você seja o presente que eternamente eu leve sempre dentro de mim, em lugar seguro.

Comecei a te amar não sei por quê. E foi por tentar descobrir que não consigo deixar de ter querer.

 

Felizes são aqueles

Felizes são aqueles
Felizes são aqueles

Crônica por Nilson Lattari

Felizes seriam aqueles que se casam apaixonados. Que podem planejar suas vidas futuras, com projetos de contos de fadas, de histórias de super-heróis, cada um casando e vivendo com o seu. Felizes seriam aqueles que sentem a falta um do outro. Felizes seriam aqueles que têm os mesmos gostos ou, se não os têm, apreciam o gostar do outro, simplesmente porque é o outro de quem se gosta.

Felizes seriam os amantes que se encontram nas ruas e trocam um beijo apaixonado, ignorando as pessoas que passam, indiferentes aos olhares invejosos, dos repúdios rancorosos, mascando no peito a mesma vontade de ter um amor assim, ou resgatá-lo de volta.

Felizes seriam os artistas, os famosos que trocam de par à medida que encontram um novo rosto, e se iluminam a cada vez, mostrando que a felicidade está aberta a todos, e basta escolher o novo produto, o novo acabamento, diriam alguns, expectadores crédulos.

Felizes seriam aqueles que saem de casa todos os dias para fazer o que gostam, para se divertirem em troca de um salário, de um ganho ao final do dia, ao final do mês. Que podem comprar o que quiser, na hora que bem entender, que podem ser caridosos, amigos do outro, de coração.

Felizes seriam aqueles que têm a boa saúde para dar e vender, que nascem com um belo rosto, uma cor de olhos indecifrável, o cabelo no lugar, o corpo perfeito, que podem se dedicar a ele em horas trabalhadas nas academias, que podem usar as melhores roupas, as mais inusitadas e permanecerem belos e elegantes.

Felizes seriam os poderosos que podem ditar regras, podem delegar outros poderes, ou podem ajudar os outros ou, sem o menor constrangimento, cobrar a dívida com outro favor, podem ser experts em alguma coisa, mesmo que essa alguma coisa implique na perda do outro; que podem dizer, à força de argumentos e com os exemplos da própria vida, que o mundo não é injusto, ele apenas pertence àqueles que trabalham duro. E depois disso tudo podem pousar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

Felizes seriam aqueles que passam pelo mundo e ignoram a existência do mundo à sua volta, que são bafejados pela sorte, que podem dizer que a justiça poderia ser assim e assado, que, com suas regras, e seus ditos moralizantes, podem, simplesmente, excluir os outros que atrapalham suas trajetórias, e, mesmo assim, são aplaudidos e festejados por seus pares, meros bajuladores do sucesso alheio.

Felizes, realmente, são aqueles que têm tudo isso, ou uma parte disso, e não esquecem, de verdade, todos os outros que não podem ter a sua mesma felicidade.

 

As agruras do silêncio

As agruras do silêncio
As agruras do silêncio

Crônica por Nilson Lattari

Não existe silêncio mais rico do que o homem, a mulher ou a criança, que se senta na calçada e, desconsoladamente, olha as pessoas que passam, cada uma cuidando da sua vida. O que passa no silêncio deles, na mudez, no ar desanimado?

Os silêncios escondem todas as respostas das perguntas que fazemos, quando os olhares se encontram. Eles fazem o balanço de suas vidas? Se questionam por que não são os nossos passos, nossas palavras, aquelas que deveriam fazer parte da vida deles?

Quando os nossos olhares se encontram, sabemos, dentro de nós, as respostas para os silêncios dos olhos que nos olham. Pedem alguma coisa, gostariam de não ser o que são, seus silêncios escondem mágoas, raivas, fantasias?

Silêncios e mãos estendidas escondem mais coisas do que supomos. Nem sempre são derrotas, são universos que se distanciaram no momento em que as infâncias não se encontraram com brinquedos, camas aquecidas, abraços de chegadas, beijos de partidas, cheiro de lar, comida na mesa, olhares distantes nas distâncias que existem entre infâncias que nunca vão se encontrar. Apenas serão esbarrões, imprecações contra a imundície das ruas, e, nelas, se encontram os andrajos habitados por corpos sujos, motivos de preconceitos e rótulos, no mundo de adultos.
Quanto silêncio existe nos olhos daqueles que das calçadas nos veem. E os nossos silêncios, momentos de intervalos entre conversas e pensamentos daqueles que passam, congelados nos olhares silenciosos, nos dizem que silenciar para eles é um silêncio que cala dentro de nós.

São fracassados, que destoam do barulho das festas, das conversas animadas nos bares, passeando pelas calçadas, interrompendo almoços, jantares, namoros, e quando se aproximam, nosso silêncio é a única resposta a uma pergunta tímida, servil. Eles se afastam em silêncio e nosso barulho volta a ser animado, e guardamos os constrangimentos no silêncio de nós.

Não opinar, não arguir também é uma forma de silenciar, como se este silêncio fosse um conforto, um guardado prático e questionável. Nossos silêncios não são iguais. Para cada silêncio existe uma pergunta que fica sem resposta, apesar de sabermos qual é.

Photo: Stefan Spassov / Unsplash

 

Crônica de amor

Crônica de amor
Crônica de amor

Por Nilson Lattari

Só tem dois jeitos de amar: de supetão ou devagarzinho. Coisas tipo você vai passando e, de repente, vê aquele objeto do desejo entrar em uma sala, pedir um picolé na padaria, parar de carro no sinal, e os seus olhos batem como se descobrisse uma roupa diferente na vitrine. Você olha e não consegue mais parar de pensar naquele desejo.

Sei lá, é o caso de sentir atração pelos olhos rasgados de um japonês ou japonesa e aquele objeto de desejo parecer, não se sabe por que que os olhos são meio rasgados, o jeito de andar fica diferente e a voz, ah! soa diferente. É único no meio da multidão. E você para para ouvir aquela voz. E a imaginação segue solta, as estratégias de aproximação começam a tamborilar na cabeça da gente.

Ou então ele vem devagarzinho, quase sem se fazer notar. Nascido de uma implicância, de trabalhar junto, rir das mesmas coisas, sem querer ter visto o mesmo filme. E cada um para o seu lado, namorando pessoas diferentes, e surge a oportunidade de fazer alguma coisa juntos, subitamente as mãos se encontram, dá um frio que nunca se sentiu, uma corrente percorre o corpo, e os olhares se encontram e parecem querer dizer alguma coisa, e ele vai nascendo, surge um convite, mas, não um convite igual aos anteriores, dessa vez há uma indecisão no ar, uma apreensão por uma negativa que se sabe que não vai vir e, bem... as coisas acontecem.

Mas, mesmo assim, ainda não é o amor, é verdade. Isso que nasce é um redemoinho de galáxias que se encontram, uma espécie de dança que aproxima, um certo respeitar de espaços, as forças do antinatural se instalam, nós não somos mais os mesmos.

Amor é quando a gente acorda de manhã, e olha o rosto do objeto do desejo, os olhos fechados, ainda dormindo e fingimos dormir também só para prolongar os momentos de proximidade, sem falar, sem dizer nada.

Amor é sentir, subitamente, que o outro não está presente, e, mesmo que tenhamos esquecido de ligar, saber onde está, o que faz, vem uma sensação de tristeza, nem que seja por um instante, que a falta do outro que passa fugaz, indiferente de estarmos ali, nos dá uma sensação de perda.

Amor é não querer dividir, e o prazer de estar sempre perto, sabendo que o que se pode fazer com qualquer um ou uma, pode ser feito com quem está ao nosso lado. É possuir sem ter, dominar sem necessitar, chamar sem falar, ouvir no silêncio. É olhar para o lado e não se sentir sozinho, mesmo que rusgas aconteçam, e que os instantes onde a complicação acontece baixa uma certeza de que aquilo é totalmente passageiro.

Amar é querer, sem saber, de verdade, se somos amados também.

Amar é dizer lembre-se e não, não se esqueça. Amar é constituir um lar feliz, porque o amor é egoísta, não admite divisões. É ter um teto onde se pode voltar e dormir, é saber que passado dia os dois vão se encontrar como se o afastado fosse perto e o longe levado agarrado dentro de nós.

Imagem: morguefile.com

 

Das tripas, um coração

Das tripas, um coração
Das tripas, um coração

Cônica por Nilson Lattari

É com um coração que tiramos das adversidades a coragem de continuar. Se tudo aquilo que temos é o infortúnio e adversidade para enfrentar, não poderemos nunca encará-las, se não tivermos um coração para colocar na frente e avançar.

O coração do ser humano é um terreno de solidão onde ninguém, a não ser seu dono, pode penetrar, invadir, perguntar, se sentir acolhido. O terreno da solidão é árido. E como dois viajantes que vagam pelo deserto, o coração e seu dono vão se satisfazer nas lágrimas, oásis de banhos de tristezas e alegrias, em busca das miragens que oscilam na penumbra da noite, ou no recolhimento da casa, se perguntando onde foi o erro, e, identificado, os porquês tão angustiantes que assomam a nossa consciência.

Louco é o coração que vagueia pela noite em busca de um amor inconsequente, ou que se esconde nas sombras para poder vislumbrar a sombra do perfil amado que se exibe na janela iluminada. Louco é o seu dono que leva o companheiro da solidão pelas escaladas da aventura, na busca de um amor incerto.

Se o coração não suporta mais a adversidade, é o guerreiro com tenacidade que tece outros corações, vindo de outras partes do corpo, e mesmo nas tripas encontra força para que ele exista.

Sofre o corpo de um coração aventureiro que dá ao corpo as dores reais que ele apenas sente como um arranhão na pele. Indiferente continua a maltratá-lo, porque é do amor ausente que ele se alimenta, enquanto o corpo definha lentamente.

No corpo, o coração é o único órgão que fala, batendo sempre como um código indecifrável, e que transmite apenas emoções, quando acelera, dispara, ou quando, lentamente, vai diminuindo sua ansiedade, dando ao corpo a oportunidade de pensar e agir, enquanto os outros somente a dor acusa sua presença.

Se das tripas construímos um coração, a ele depois damos vida humana, quando quase sai pela boca, ou aos pulos parece que vai explodir quando se prepara para a notícia por longo tempo esperada.

Coração de pedra, coração de anjo, coração de gelo, coração de criança, coração de ouro, quantos nomes damos a ele, e, no entanto, nenhum deles pode lhe nomear, o coração é inconstante, e muda de nome diante de cada momento que vive, e se se despedaça é nas tripas que vamos encontrá-lo.

Mesmo que nomes tenha, sejam para o bem ou para o mal, todos são afetos que sentimos e damos aos outros, e se damos, a afeição é um feito revolucionário. A ela não podemos ficar indiferentes; ou mudamos, ou as circunstâncias nos farão mudar. Abandonamos nosso mundo de conforto, e para enfrentar o mundo novo é preciso buscar um coração onde estiver, mesmo nas tripas do ditado popular.

 

 

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Making Of Abril 2016

Ensaio fotográfico com Karmel Bortoleti para a editoria Fashion da edição de abril de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de março de 2016 da Acontece Magazine por Gerardo Gomez


Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016

Acontece Magazine - Making of - Karina Bacchi - March 2016


Ensaio Fotográfico

Ensaio fotográfico para a editoria Fashion da edição de fevereiro de 2016 da Acontece Magazine


Making Of Janeiro 2016

Making of do ensaio fotográfico para a capa e a editoria fashion da edição de janeiro de 2016 da Acontece Magazine com a participação da modelo Andrea Méndes Arroio


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